TRATAMENTO DE LOMBALGIA POR MEIO DE SHIATSU

quarta-feira , 11, setembro 2013 Leave a comment

UNIVERSIDADE DE MOGI DAS CRUZES

ANGÉLICA SHIH I CHOU

 

 TRATAMENTO DE LOMBALGIA POR MEIO DE SHIATSU

 

 

  

Monografia apresentada ao Departamento de Pós – Graduação da Universidade de Mogi das Cruzes como exigência parcial para obtenção do título de Especialista em Acupuntura.

 

 

 

 

 

 

 

Orientadora: Profª. Ms. Bernadete Nunes Stolai

Co- orientadora: Profª Romana de Sousa Franco

 

 

 

 

 

 

Mogi das Cruzes, SP

2009

RESUMO

 

 

As alterações fisiológicas, o ritmo de vida do homem e a má postura vêm contribuindo para sensíveis mudanças que refletem diretamente no cotidiano, como as dores nas costas, pois a partir da Revolução Industrial e com os avanços tecnológicos, a mão de obra humana passou a ser substituída por máquinas, favorecendo para que o ser humano adotasse cada vez mais um estilo de vida sedentário, passa a maior parte da sua vida sentado, no trabalho, no transporte e em casa. O Shiatsu é um termo composto de Shi traduzido como dedo e atsu como pressão, então foi definida pelo ministro japonês da Saúde e Bem Estar como a forma de manipulação administrada com os polegares, os dedos e as palmas das mãos, para aplicar pressão sobre a pele, corrigindo o mau funcionamento interno, promovendo, mantendo a saúde e tratando doenças específicas. A região lombar é um local freqüente de algias cujas intensidades variam desde uma sensação de incômodo até dores atrozes que incapacitam a pessoa de realizar trabalhos cotidianos ou profissionais. A Medicina Ocidental atribui como causas da lombalgia desestruturação do sistema osteoligamentar, processos inflamatórios, degenerativos e tumorais. No oriente, a MTC (Medicina Tradicional Chinesa), por sua vez, considera a região lombar, assim como toda a coluna vertebral, dependente do Shen Qi, cuja tradução é “Mente/Energia” (Rins), e quando existe uma deficiência de Qi, surge a condição básica para que haja alterações energéticas, funcionais e orgânicas na região. Portanto, Esta pesquisa busca esclarecer e aprofundar estudos em uma técnica milenar oriental que pode tratar e ou associar-se ao tratamento fisioterápico ou na Acupuntura e as terapias manuais, como Shiatsu, podem ser associadas a outros procedimentos como terapia complementar para ajudar a sociedade a diminuir as dores e o estresse diário.

 

Palavra-chave: Lombalgia, Shiatsu e Acupuntura.

 

 

SUMÁRIO

 

 

1 INTRODUÇÃO…………………………………………………………………………………………..6

2 METODOLOGIA…………………………………………………………………………………………8

3 LOMBALGIA……………………………………………………………………………………………..9

3. 1 Exame ortopédico periférico na medicina ocidental…………………………………………14

3. 2 Método de diagnóstico da medicina tradicional chinesa…………………………………..16

4 TRATAMENTO OCIDENTAL E ORIENTAL NA LOMBALGIA………………………………17

4. 1 Tratamentos ocidentais……………………………………………………………………………17

4. 2 Tratamento orientais……………………………………………………………………………….19

5 SHIATSU…………………………………………………………………………………………………25

5.1 Indicações e precauções da digitopuntura……………………………,,,,……………….29

5.1.1 Indicações…………………………………………………………………………………………..29

5.1.2 Precauções…………………………………………………………………………………………30

5. 2 Técnicas de Shiatsu………………………………………………………………………………..31

5. 3 Tipos de pressão…………………………………………………………………………………….32

5. 4 Níveis de intensidade da pressão………………………………………………………………..33

6 CONCLUSÃO…………………………………………………………………………………………….36

REFERÊNCIAS…………………………………………………………………………………………….37

 

 

 

1 INTRODUÇÃO

 

               

O sedentarismo está associado ao estilo de vida atual do homem e com o passar dos tempos, o uso da tecnologia limitou ainda mais os movimentos corporais do ser humano, onde os meios de transporte e eletrodomésticos são os principais responsáveis.

As alterações fisiológicas, o ritmo de vida do homem e a má postura vêm contribuindo para sensíveis mudanças que refletem diretamente no cotidiano, como as dores nas costas, pois a partir da Revolução Industrial e com os avanços tecnológicos, a mão de obra humana passou a ser substituída por máquinas, favorecendo para que o ser humano adotasse cada vez mais um estilo de vida sedentário, passa a maior parte da sua vida sentado, no trabalho, no transporte e em casa.

No entanto, as terapias manuais como Shiatsu, Reflexologia, Massagem Clássica e entre outros, podem ser consideradas como mais um complemento ou terapia na área da saúde para ajudar a sociedade a diminuir as dores e o estresse diário.

Shiatsu é um termo composto de Shi traduzido como dedo e atsu como pressão, então foi definida pelo ministro japonês da Saúde e Bem Estar como a forma de manipulação administrada com os polegares, os dedos e as palmas das mãos sem o uso de qualquer aparelho mecânico, para aplicar pressão sobre a pele, corrigindo o mau funcionamento interno, promovendo, mantendo a saúde e tratando doenças específicas (MARTINS; LEONELLI, 1998).

Segundo Rodrigues (2002), a massagem oriental utiliza como princípio básico e reequilibrar a energia ki que circula ao longo dos meridianos energéticos, através da digitopressura e outras manobras terapêuticas, ou a aplicação de agulhas nos pontos energéticos, temos como exemplo a acupuntura. Os pontos dos meridianos são pressionados e estimulados de acordo com a necessidade de cada um paciente.

A Lombalgia caracteriza-se pela ocorrência de dor moderada ou intensa na região dorsolombar, acompanhada ou não de irradiação para o membro inferior (LEITÃO; LEITÃO, 2006).

A dor lombar é uma das alterações músculo-esqueléticas mais comuns nas sociedades industrializadas, afetando 70% a 80% da população adulta em algum momento da vida, tendo preferência por adultos jovens na fase economicamente ativa, sendo uma das razões mais comuns para aposentadoria por incapacidade total ou parcial (DECCACHE; SILVA, 2007; ANDRADE; ARAÚJO; VILAR, 2005).

Esta pesquisa busca esclarecer e aprofundar estudos em uma técnica milenar oriental que pode tratar e ou associar-se ao tratamento fisioterápico ou na Acupuntura, haja vista o pequeno número de pesquisas sobre esse assunto. Poderá orientar também futuros acadêmicos e profissionais proporcionando mais um meio de pesquisa ou mesmo semear o interesse pelo assunto.

 

 

2 METODOLOGIA

 

 

A pesquisa foi feita através de levantamento bibliográfico, na qual, foram utilizados artigos científicos nacionais e internacionais de bibliotecas virtuais como: Bireme, Pubmed, Dictionary, Scielo entre outros, os livros.

As bibliotecas da Faculdade Clube Náutico Mogiano, Universidade de Mogi das Cruzes, Universidade Brás Cubas e Universidade de São Paulo também foram utilizadas para a busca dos artigos e livros, por serem de fácil acesso.

Palavras-chave: Lombalgia, Shiatsu e Acupuntura.

 

 

3 LOMBALGIA

 

 

A região lombar é um local freqüente de algias cujas intensidades variam desde uma sensação de incômodo até dores atrozes que incapacitam a pessoa de realizar trabalhos cotidianos ou profissionais. A Medicina Ocidental atribui como causas da lombalgia desestruturação do sistema osteoligamentar, processos inflamatórios, degenerativos e tumorais (BRÉDER et al.,2006; CARAVIELLO et.al., 2005; YAMAMURA, 2004; TELOKEN; ZYLBERSZTEJN, 1994).

A dor lombar tem como causas algumas condições como: congênitas, degenerativas, inflamatórias, infecciosas, tumorais e mecânico-posturais. A Lombalgia mecânico-postural, também denominada Lombalgia inespecífica, representa grande parte das algias de coluna, referida pela população. Nela geralmente ocorre um desequilíbrio entre a carga funcional, que seria o esforço requerido para atividades do trabalho e da vida diária, e a capacidade funcional, que é o potencial de execução para essas atividades (SIQUEIRA; CAHÚ; VIEIRA, 2008; SALVADOR; NETO; FERRARI, 2005; ANDRADE; ARAÚJO; VILAR, 2005; TOSCANO; EGYPTO, 2001).

Segundo Inada (2006), a dor nas costas (dorsalgia) pode ser devido a um grande número de causas. A dor lombar é a mais freqüente e é causada geralmente pela incompetência das estruturas ósseas e dos tecidos moles.

As patologias da coluna vertebral constituem um importante fator responsável pelo afastamento do trabalho. Os dados mais recentes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) demonstram que no ano de 2003 foram registrados 387.905 acidentes de trabalho, dentre os quais mais de 20.341 foram relacionados com a região da coluna vertebral, sendo que aproximadamente 50% desses acidentes foram cadastrados no INSS como dor neste segmento corporal (BARBOSA; GONÇALVES, 2007).

A Lombalgia é um sintoma e não uma doença (KAYAMA; TEIXEIRA; YENG, 2003).

Dor lombar é um problema comum na área da saúde em todo o mundo. Além da Fisioterapia convencional, a Acupuntura é uma terapia alternativa e complementar que tem se demonstrado a eficácia no alívio do diferentes tipos de dor nas costas. Acupressura ou conhecida como Shiatsu é outro complemento e terapia alternativa que é manipulado com os dedos em vez de agulhas sobre os acupontos e tem sido utilizado também para o alívio de dor, doença e lesões na MTC (HSIEH et.al., 2006).

Segundo Cosialls; Arida (2007) e Jahara-Pradipto (1986), as alterações posturais contribuem para a dor lombar causada pela sobrecarga aplicada ou sustentada por um período de tempo, obesidade, mau funcionamento orgânico, exercícios físicos ou movimentos executados de forma incorreta, resultando em estresse cumulativo dos tecidos e sua possível falha nas funções devidas. Estudo realizado com cadáveres mostrou que as alterações da lordose lombar favorecem a degeneração do disco intervertebral entre L5 e S1. Pesquisas demonstram que as alterações na lordose lombar contribuem para o aumento da pressão intradiscal e dor lombar.

Existem vários tipos de Lombalgia: Lombalgia por hérnia de disco (Lombociatalgia), Lombalgia por hipertrofia dos ligamentos amarelos, Lombalgia por estenose de canal, Lombalgia por exagero do ângulo lombossacro, Lombalgias por manifestações congênitas, Lombalgia de causa inflamatória, Lombalgia por fibromialgia, miofascialgia e Lombalgia psicossomática (LEITÃO; LEITÃO, 2006).

As dores lombares podem ser primárias ou secundárias, com ou sem envolvimento neurológico. Por outro lado, afecções localizadas neste segmento, em estruturas adjacentes ou mesmo à distância, de natureza a mais diversa, como congênitas, neoplásicas, inflamatórias, infecciosas, metabólicas, traumáticas, degenerativas e funcionais, podem provocar dor lombar (BRAZIL et.al., 2001).

O mais importante para tratar é saber prevenir o aparecimento das Lombalgias, portanto dispomos de três subitens: seleção média, criteriosa, ensino de técnicas para carregamento de peso e medidas ergonômicas que representam 80% da intervenção preventiva e consistem na adaptação do posto de trabalho às condições de melhor desempenho do trabalhador, incluindo postura, biomecânica, posicionamento dos equipamentos, entre outros (BAÚ, 2002).

Para se prevenir Lombalgia, a melhor forma é através de exercícios de alongamento, de duas a três vezes por semana. Além disso, nos trabalhos em que se passa a maior parte do tempo sentado, é preciso verificar se há recurso de ajuste do encosto e da altura da cadeira. Em casa evitar repetição de padrões de movimento nas atividades do trabalho. Também é fundamental dedicar um tempo durante a semana, para praticar algum tipo de exercício físico ou particular da ginástica laboral da empresa (GRAELLS, 2003).

No oriente, a MTC (Medicina Tradicional Chinesa), por sua vez, considera a região lombar, assim como toda a coluna vertebral, dependente do Shen Qi, cuja tradução é “Mente/Energia” (Rins), e quando existe uma deficiência de Qi, surge a condição básica para que haja alterações energéticas, funcionais e orgânicas na região, quando a deficiência de Shen Qi (Rins) está associada a patologia energética dos Zang Fu (Órgãos/Víceras) e dos Jing Luo (Canais de Energia e Colaterais). Assim, as diversas formas de Lombalgia, consideradas pela MTC, estão condicionadas às afecções dos Canais de Energia Principais, Curiosos, Distintos, Tendinomuscular (YAMAMURA, 2004).

Segundo Inada (2006) e Yamamura (1993), a lógica dessa teoria apóia-se na distribuição dos trajetos dos Canais de Energia nas costas. O Canal Principal de Energia da Bexiga origina-se no ângulo interno do olho e o seu trajeto ocupa toda a parte posterior do corpo, como: pescoço, dorso, lombo, sacro, membros inferiores e termina no quinto pododáctilo. O canal Lo Longitudinal da Bexiga, bem como o Tendinomuscular da Bexiga também tem os seus trajetos e ramificações distribuídas nas costas.

Os Vasos Maravilhosos Du Mai (Vaso-Governador), Chong Mai e Ren Mai (Vaso-Concepção), além de originar-se no Rim, também têm os seus trajetos que passam pela coluna vertebral e são de grande interesse para o tratamento de dores nas costas e do Rim e Bexiga. Segundo Yamamura (1993), o trajeto começa no útero e emerge no períneo, sobe pela linha média posterior da região lombar e dorsal, percorre o pescoço e entra no cérebro a que pertence, passando o vértice, a fronte e o nariz superior. Tem um ramo que comunica com os Rins e Coração.

A deficiência de Energia do Rim, a estagnação de energia e sangue no trajeto de qualquer um dos canais acima resultam, em primeiro momento, alterações energéticas e, em seguida, funcionais. Persistindo a deficiência, surgem as alterações orgânicas, com desestruturação osteoligamentar, com processo inflamatório, dor lombar, etc (INADA, 2006).

A Lombalgia é uma manifestação freqüente na clínica e é nesta região que se situam os Rins por isso, a lombalgia está vinculada com a Energia dos Rins. A Lombalgia é observada nas lesões de tecidos moles da região, nos reumatismos, nas afecções da coluna vertebral e dos órgãos internos (YAMAMURA, 1993).

Para o mesmo autor, a Lombalgia causada pelo Frio-Umidade surge quando ocorre a agressão pelo Vento-Frio, ou quando está em contato com a Umidade por longo tempo. Assim o Vento, o Frio, e a Umidade perversos penetram os Canais e os Colaterais causando a obstrução na circulação de Qi da região lombar provocando a Lombalgia de Frio-Umidade. As distensões e as contusões lombares prejudicam a circulação de Energia e de Sangue ocasionando a estagnação de Sangue que conduz à desarmonia dos Canais e dos Colaterais promovendo a dor lombar. O excesso de ato sexual prejudica o Qi dos Rins, consumindo a Essência levando à fraqueza dos Rins, o que causa a dor lombar.

Yamamura (2004) descreve várias causas de Lombalgia a seguir: a Lombalgia Shao Yin caracteriza-se pela presença de dor da região lombar provocando por deficiência do Shen Qi (Rins), uma vez que o Shen Qi é que governa a coluna vertebral, principalmente a região lombar. O Shen Qi mantém relação Interior/Exterior com o Pangguang (Bexiga), por isso, o vazio de Shen Qi leva ao vazio de Pangguang Qi e, consequentemente de seu Canal de Energia, pode se instalar bloqueando a circulação de Qi na região lombar.

A Lombalgia Shao Yin é profunda e referida ao longo da parte anterior da coluna vertebral. A dor é no início insidiosa, de pouca duração, latente ou referida como uma sensação de incômodo e mal-estar. Piora com fadigas, esforços físicos, mental e ou sexual e associa-se com sintomas clínicos de vazio de Shen Qi, como cansaço, falta de vontade, desânimo, depressão, falta de força, insegurança ou impotência sexual.

 Lombalgia do Canal de Energia Tendinomuscular do Pangguang (Bexiga), a alteração do Qi do Canal de Energia seja por vazio ou plenitude ou pela presença de energias perversas, pode provocar dor lombar, cuja característica é de se irradiar para o ombro, acompanhando o trajeto do Canal de Energia Tendinomuscular do Pangguang, e está associada à manifestação de incontinência urinária e de distúrbios visuais, principalmente visão turva. No caso de acometer os Canais do Shen (Rins) e do Pangguang (Bexiga) pode provocar além da dor lombar também a sensação de “aperto” na cintura e de região lombar “quebrada”.

Lombalgia Yang Quiao Mai, a alteração de Qi do Canal de Energia que seja por vazio de Qi ou plenitude decorrente de presença de Energias perversas, pode manifestar-se na região lombar por dores. A Lombalgia Yang Qiao Mai manifesta-se de dois modos: como acometimento de seu Canal de Energia e como síndrome Yang Qiao Mai, o paciente pode apresentar marcha instável com quedas ou tendência a queda lateral. A Lombalgia por afecção do Canal de Energia Curioso Yang Qiao Mai manifesta-se por pequenos inchaços salientes e muito dolorosos localizados na região lombar. A Lombalgia da Síndrome Yang Quiao Mai é apenas uma das manifestações álgicas e crônicas do sistema musculoesquelético, freqüentemente associada a cefaléia, cervicalgia, cervicobraquialgia, ombroalgia, etc.

Lombalgia Yang Wei, o acometimento do Canal de Energia Curioso Yang Wei por Energias Perversas de característica Yang promove estagnação de Qi e de Xue (Sangue). Quando isso ocorre na região lombar, que corresponde a área renal, instala-se bruscamente um edema doloroso associado a contratura muscular.

A Lombalgia Yang Wei pode se manifestar também por dor e distensão muscular na região da cintura, associadas o cansaço muscular da face lateral da coxa e da perna, bem como queixas de vertigens. O acometimento do Canal de

Energia Curioso Yang Wei caracteriza-se principalmente pela ocorrência de febre intermitente.

A Lombalgia Yin Qiao Mai acomete o Canal de Energia Curioso Yin Qiao Mai pelas Energias Perversas promove a estagnação de Qi e de Xue em seu trajeto, e quando esse fato ocorre na região lombar, o acometimento passa a se manifestar por dor. A dor lombar pode significar acometimento do seu Canal de Energia ou fazer parte de quadro sindrômico. A Lombalgia do Canal de Energia Curioso Yin Qiao Mai, caracteriza-se pela dor lombar que se irradia ao longo da cintura e para os genitais externos e também pode irradiar-se para o pescoço. Lombalgia da Síndrome Yin Qiao Mai: as doenças dos órgãos internos, com o decorrer da evolução podem levar quadros de dores do sistema musculoesqueléticos, como exemplo: a Lombalgia associada a outras dores algicas. O paciente com afecção do Yin Qiao Mai, durante a marcha, assume ou tende assumir postura em flexão, denotando o acometimento desse Canal de Energia Curioso.

Lombalgia Yin Wei é conseqüente ao acontecimento do Canal de Energia Curioso Yin Wei por Energia Perversa que se instalam na região lombar. Alem da dor lombar, essa forma de Lombalgia manifesta-se por precordialgia e alterações de humor. O paciente torna-se furioso, emite gemido e apresenta distúrbios emocionais como: angústia, ansiedade, palpitações e sufocação.

Lombalgia Du Mai deve-se a uma obstrução da circulação de Qi do Canal de Energia Curioso Dum ai, na coluna vertebral da região lombar, pelo acometimento das Energias Perversas. A Lombalgia Du Mai caracteriza-se pela presença de dor lombar e rigidez muscular de toda a coluna vertebral. Geralmente está associada a febre, incontinência urinária, sensação de peso na cabeça, vertigens e desordens mentais.

Lombalgia do Canal de Energia Luo Longitudinal do Du Mai: caracteriza-se por contratura dos músculos paravertebrais que se inicia na região sacra e se irradia ao longo da coluna vertebral até altura do ponto VG-16, por tanto, a dor pode irradiar-se para a nuca e região supraclavicular.

Lombalgia Chong Mai: emite um Canal de Energia Secundário posterior que se dirige para a coluna vertebral, ascendendo pela face anterior da coluna vertebral nas regiões coccígea, sacral e lombar. Essa Lombalgia associa-se a alterações energéticas do Canal de Energia Curiosa, relacionadas a ovulação, menstruação, gravidez e distúrbios ginecológicos, como endometriose, dismenorréias, tensão pré-menstrual, etc (YAMAMURA, 2004).

A Lombalgia pode ser diagnostificada através do exame ortopédico na medicina ocidental e também pode ser feito pela Medicina Tradicional Chinesa.

 

3.1 EXAME ORTOPÉDICO PERIFÉRICO NA MEDICINA OCIDENTAL

 

O exame ortopédico baseia-se nas manobras que provocam o estiramento da medula espinhal e suas raízes nervosas e aumentam a pressão do líquido cefalorraquidiano (INADA, 2006).

Os exames da coluna lombar são feitos através da inspeção; palpação óssea; palpação dos tecidos moles; o alcance de movimentação; exame neurológico; testes especiais: teste de Lasègue, teste de Kernig, teste de Néri, teste de Milgram, teste de Romberg, teste de Valsalva, teste de Naffziger; exame das áreas referidas, medicamentos e exames complementares: tomografia computadorizada, ressonância magnética, eletroneuromiografia, densitometria óssea, imagens radiográficas e cintilografia (MIGUEL JR, 2007; INADA, 2006; Brazil et al,  2001; TELOKEN; ZYLBERSZTEJN, 1994;  HOPPENFELD, 1999).

Brazil et al. (2001) descreve várias manobras neurológicos: Manobra de Valsalva – na compressão radicular a manobra provoca exacerbação da dor ou irradiação dela até o pé, que não acontecia antes; manobra de Lasègue – é geralmente considerada positivo quando a dor se irradia ou se exarceba no trajeto do dermátomo de L4-L5 ou L5-S1, quando a elevação do membro inferior faz um ângulo de 35º a 70º com o plano horizontal. A sua positividade a 60º comprova compressão radicular; Manobra de Romberg – é considerada anormal, se o movimento compensatório do corpo for necessário para manter os pés fixos no mesmo lugar. Este sinal costuma ser positivo na estenose do canal.

Hoppenfeld (1999) descreve os testes neurológicos: Teste de Milgram – o paciente deve estar em decúbito dorsal com as pernas retificadas, peça-lhe para elevar as pernas cerca de 5 centímetros e o paciente deve manter-se nesta posição o máximo tempo possível. Se o paciente for capaz de permanecer nesta posição por trinta segundos sem se queixar de dor, as patologias intratecais podem ser afastadas, mas se for positivo, o paciente não consegue sustentar a posição de elevar as pernas ou mesmo se queixar de dor ao tentar a manobra.

Teste de Naffziger – este teste compressivo se destina a elevar a pressão intratecal, aumentando a pressão do líquido raquidiano. Comprima suavemente as veias jugulares por dez segundos até que a face do paciente se torne pletórica. Peça ao paciente para tossir, se a tosse acarretar dor, provavelmente há uma lesão comprimindo a teça. Peça ao paciente para localizar a região dolorosa para poder determinar a fonte do problema (HOPPENFELD, 1999).

Segundo Inada (2006) descreve Teste de Kernig – o paciente em decúbito dorsal com as duas mãos colocadas atrás da cabeça, o método suspende a cabeça em flexão cervical. Se o paciente sentir uma dor lombar muito intensa pode suspeitar de radiculopatias.

Teste de Neri – paciente em posição ortostática pedir para ele realize uma flexão. Se o paciente sentir muita dor lombar e flexionar o joelho do lado afetado, o teste é positivo e traduz uma irritação da raiz nervosa (INADA, 2006).

 

 

3.2 MÉTODOS DE DIAGNÓSTICO DA MEDICINA TRADICIONAL CHINESA

 

                   Os métodos de diagnóstico compreendem a inspeção, a ausculta e a olfação, o interrogatório e a palpação (pulso) que são conhecidos como os quatro métodos de diagnóstico (MARTINS; LEONELLI, 2002).

Segundo Yamamura (1993) a inspeção consiste em observar atentamente as mudanças anormais da face tais como: a cor, a forma e as condições da língua, rubor facial, as secreções e as excreções para analisar as mudanças patológicas dos órgãos internos.

A expressão é a manifestação externa de todas as atividades vitais do corpo humano e também das atividades mentais. A expressão tem como base material, a Essência e refletem as manifestações externas das condições de Energia e de Sangue dos Zang-Fu (Órgãos e Vísceras) (YAMAMURA, 1993).

        

4 TRATAMENTO OCIDENTAL E ORIENTAL NA LOMBALGIA

4.1 TRATAMENTOS OCIDENTAIS

 

O objetivo do tratamento da síndrome lombar é aliviar a dor, restauração de movimento, fortalecimento dos músculos, educação da postura e análise de fatores precipitantes para reduzir ocorrências de recidiva (TELOKEN; ZYLBERSZTEJN, 1994; THOMSON; SKINNER; PIERCY, 1994).

Segundo Teloken; Zylbersztejn (1994), o tratamento inclui repouso, utilização de calor local, medicação analgésica e Fisioterapia. O repouso por 2 dias são efetivos e representam uma perda da atividade laborativa de 45% menor do que o tradicional afastamento por 7 dias.

A estimulação elétrica transcutânea (TENS) existe controvérsias sobre sua real eficácia. Não está indicada como medida inicial na lombalgia mecânica aguda. Os exercícios aeróbicos e fortalecimento da musculatura paravertebral; órteses e tração vertebral; manipulação e a educação da postura e o esclarecimento dos pacientes são fundamentais para a sua reabilitação (BRAZIL et.al., 2001).

O ultra-som é útil para tratar os espessamentos nas inserções periosteais do eretor da espinha, quadrado lombar e os ligamentos sacrotuberoso e sacroilíaco; coletes pode ser utilizado durante o episódio de dor aguda; massagem; mobilizações e hidroterapia (THOMSON; SKINNER; PIERCY, 1994).

A Fisioterapia, além de contribuir para o alívio dos sintomas na fase aguda, tem seu principal objetivo na profilaxia de novos episódios. São aplicados programas de reabilitação e reeducação da postura de forma individualizada (TELOKEN; ZYLBERSZTEJN, 1994).

Segundo Leitão; Leitão (2006) descreve vários tipos de Lombalgias e cada um com seus tratamentos específicos e o exercício do mesmo, que são:

Lombalgia por hérnia de disco (Lombociatalgia). O primeiro requisito do tratamento é eliminar a força da compressão sobre o disco afetado e providenciar o repouso completo e contínuo. O exercício tem a finalidade de manter a flexibilidade, beneficiar a circulação, evitar as contraturas e minimizar o efeito dos pontos de compressão no corpo; o uso do medicamento e cirurgia para casos severos.

Lombalgia por estenose de canal. O controle da dor é problemático e exige o emprego de diversos fármacos e injeções seletivas. Outros recursos terapêuticos são a Fisioterapia e a neurocirurgia. Fisioterapia – útil para aumentar a flexibilidade da coluna e tonificar a musculatura pré-vertebral e abdominal. Os agentes físicos analgésicos (termoterapia, exercícios, TENS) e a Acupuntura podem contribuir para aliviar a dor. Neurocirurgia – inclui a laminectomia, a laminotomia ou a foramitomia, entre esses procedimentos cirúrgicos, o mais comum é a laminectomia parcial.

Lombalgia por exagero do ângulo lombossacro. O tratamento dessa Lombalgia fundamenta-se na administração de exercícios posturais, no fortalecimento dos músculos abdominais e dorsais e no aumento da flexibilidade das articulações coxofemorais.

Lombalgias por malformações congênitas. Espinha bífida de L5 ou de S1 – o tratamento pode ser utilizado o calor e massagens locais, TENS e a Acupuntura são outros recursos válidos. Anomalias transicionais (lombarização de S1, sacralização de L5) – o tratamento usual consiste em Fisioterapia analgésica e em recomendar ao paciente que evite movimentos de flexão lateral da coluna. Espondilólise congênita e espondilolistese – o tratamento está indicado os exercícios para a báscula da pelve, a Fisioterapia analgésica (calor, massagem) o uso de órtese de suporte da coluna. Canal raquiano congênito largo – a tratamento sintomático pode ser tentado pela Acupuntura.

Lombalgia de causa inflamatória. Espondilite anquilosante – os exercícios de alongamento devem ser feitos ao menos duas vezes por dia, os exercícios aeróbicos em piscina, correção postural e aplicação de calor.

Lombalgia psicossomática. O tratamento pode considerar os fatores psicossociais; não há necessidade de repouso no leito, o paciente continua com suas atividades normais; prescrever fármacos em doses adequadas em intervalos regulares (paracetamol ou antiinflamatórios não-esteróides) e se persistindo a Lombalgia, ao fim de 6 semanas prescrever manipulação vertebral e exercícios terapêuticos (LEITÃO; LEITÃO, 2006).         

 

4.2 TRATAMENTOS ORIENTAIS  

 

Inada (2006) e Yamamura (2004) descrevem tratamentos variados para cada tipo de Lombalgia. Lombalgia, dorsalgia e cervicalgia causadas pelo acometimento do Du Mai: o acometimento pode surgir ao nível da sétima vértebra cervical, dor com sensação de queimação. O Du Mai pode ser utilizado para o tratamento de escoliose, opistótomo, rigidez da coluna, torcicolos, etc. Pode efetuar o tratamento utilizando os seguintes acupontos: ID3, B62, VG4, VB20 e VG20.

Lombalgia causada pelo acometimento do Dai Mai: os sintomas essenciais do acometimento do Vaso Maravilhoso são dor lombar em faixa ou cinta e tendo a sensação de estar sentado ou flutuando na água. A Lombalgia proveniente da doença do Daí Mai que faz com que o paciente não possa olhar para cima e nem para baixo. A doença é causada por suspender pesos. Trata-se pelos pontos: VB41, TA5, F13, VB26, VB27 e VB28.

Lombalgia causada pelo acometimento do Yang Qiao Mai: pode estar associada a espasmo muscular da face lateral da coxa e da perna, enquanto os músculos na face medial dessas regiões podem estar flácidos ou atrofiados, dores crônicas difusas do sistema musculoesquelético, sono não–reparador, ansiedade e ou depressão e fadiga. Para o tratamento utilize os seguintes acupontos: B62, ID3, B67, B61, B59.

Lombalgia causada pelo acometimento do Yang Wei Mai: é de característica Yanh, surge a estagnação de Qi e Sangue, e esta estagnação ocorre na região lombar, o local torna-se abruptamente edemaciado, doloroso e com contratura muscular, também aparece cansaço, distensão muscular e dor na face lateral da coxa e perna. Utilize os pontos: TA5, VB41, B63, VB35, B67, R7 e VB43.

Lombalgia, dorsalgia e cervicalgia causadas pelo acometimento do Ren Mai (VC-Vaso da Concepção): pelo desequilíbrio do Ren Mai, pode ser perfeitamente justificada pelo trajeto de um ramo que origina do períneo e sobre a coluna vertebral. Utilizam os seguintes pontos: P7, R6 e B56.

Lombalgia causada pelo Chong Mai: quando o canal está perturbado surge a dismenorréia associada à Lombalgia intensa, dor e distensão abdominal e dor no tórax. Usa os acupontos: BP4, CS6, B23, VG4, VG3, R7, R11, R12, R13, R14 e R15.

Lombalgia causada pelo acometimento do Yin Qiao Mai: o sintoma essencial do acometimento do canal é a sonolência, causada pela plenitude de Yin no Yin Qiao Mai. O tratamento utilizado é: R6, P7, R3 e B23.

Lombalgia causada pelo acometimento do Yin Wei Mai: quando o Chong Mai está pertubado surge a dismenorréia associada a lombalgia intensa. Outros sintomas e sinais como dor e distenção abdominal, dor no tórax também podem estar presente. Os acupontos utilizados são: CS6, BP4 e R9.

Lombalgia causada pelo acometimento do Canal Principal da Bexiga (Taiyang): o tratamento consiste em tonificar o Qi, o Yang e Yin dos canais e colaterais do Rim e da Bixiga, bem como dispersar a energia perversa. Os acupontos selecionados para o tratamento são: ID2, VC4, B40, B57, B60, B10, B23, B52, VG4 e B25.

Lombalgia causada pelo acometimento do Canal Principal da Vesícula Biliar (Shaoyang): a deficiência de Qi, Yang, Yin e energia de defesa nos canais, permite a invasão de energias perversas como vento, frio e umidade que provoca a estagnação de Qi e Sangue ao nível da região lombar e no trajeto. O tratamento utiliza os seguintes acupontos: TA2, TA3, VB41, VB43, VC4, R7, R2, R3, VB34, B23, VG4 B31, B32, B33, B34 e VB30.

Lombalgia causada pelo acometimento da Canal principal do Estômago (Yanming): a dor irradia-se ao longo do Canal principal, é aguda e com sensação idêntica à dor na perna fraturada, piora com movimento de rotação da coluna. Para o tratamento pode se utilizado os seguintes pontos: IG2, VC4, E34, E35, E36, E37, E39, E41, B23, VG4 e B21.

Lombalgia causada pelo acometimento do Canal Principal do Fígado (Jueyin): é acompanhada de sensação de distensão interna, como corda de um arco, completamente esticada. Utilize VC3, F5e F6.

Lombalgia causada pelo acometimento do Canal Principal do Rim (Shaoyin): é causado por deficiência de Qi do Rim. O vazio de Qi do Rim pode causar o vazio de Qi da Bexiga e também afeta o Canal tendinomuscular do Rim e da Bexiga, e assim, os canais poderão sofrer agressão pelo frio e umidade. Com a persistência da deficiência de Qi, o Rim deixa de governar os ossos e com isso pode acelerar a evolução da osteoporose, osteoartrose e é comum o aparecimento de gonalgias ou gonartroses. Para o tratamento utilize os seguintes acupontos: C7, C8, R2, R3, VC6, VC4, R10, R7, B40, B60, B23, VG4, B52 e B22 (INADA, 2006; YAMAMURA, 2004).

Inada (2006) descreve outros tipos de Lombalgia e tratamento – Lombalgia causada por exposição ao Vento-Frio e Umidade: piora com o frio; não alivia com o repouso, mas melhora com o calor, exercícios e no final do dia; sente muito frio e não tolera o vento frio; acompanha a contratura muscular da região lombar; a dor irradia para os membros inferiores; sente dor nos joelhos; queixa-se de sensação de peso nas pernas. Está associado na Deficiência de Yang do Rim.

A língua é pálida com saburra branca e pegajosa. O pulso radial é profundo e tenso. O vento frio e a umidade penetram nos Canais e Colaterais e dificulta a circulação de Qi e Sangue na região lombar. O tratamento consiste em dispersar o vento, aquecer o frio e drenar a umidade: B23, B20 VG3, VC4 BP9. Pode ser utilizado a Moxabustão nos pontos de B23, VG3 e VC4.

Lombalgia aguda por torção (trauma): a dor é aguda, súbita e surge após o esforço físico excessivo ou torção lombar; é fixa e é agravado pela tosse, espirros, pressão, exercícios físicos ou estresse; há limitação de movimentos e acompanha a rigidez da musculatura lombar; a dor não alivia com o calor; pode surgir dor em fadigadas ou em queimação; a dor geralmente é restrita ao local traumatizado ou pode propagar-se para os membros inferiores se há comprometimento radicular.

A língua é de cor violeta escura e pode apresentar pontos avermelhados. O pulso radial encontra-se duro ou tenso. Há estagnação de Qi e Sangue no local. O tratamento consiste em remover a estagnação de Qi e Sangue do local, os pontos escolhidos são: VG26, VG15, ID3, F4, R2, B40, B23, VB20, IG4 e B60.

Lombalgia crônica: agrava com o esforço e melhora em repouso; acompanha com sudorese noturna, boca ressecada à noite, urina escassa e constipação; o paciente tem insônia, depressão e desânimo; apresenta rubor facial.

A língua é vermelhada e sem cobertura. O pulso radial é fino e acelerado. Deficiência de Yin do Rim associada à invasão do vento frio e seguida de estagnação de Qi e de Sangue. O tratamento é utilizado inicialmente pelos Vasos Extraordinários. Para o homem – acupontos dos Vasos Extraordinários: ID3 (esquerdo), B62 (direito e esquerdo), ID (direito); pontos distais – B60, R4, BP3, VG 20, C7, B40; pontos locais – B23, B26. Para mulher – acupontos dos Vasos Extraordinários: ID3 (direito), B62 (esquerdo), P7 (esquerdo), R6 (direito), B62 (direito) e ID3 (esquerdo). Os pontos distais e locais seguem a mesma seqüência utilizada no tratamento do homem. Quando não melhorar nos pontos mencionados a cima, pode-se utilizar a Moxabustão no acupontos do B23, VG4, VG3 e E36.

Lombalgia com sensação de Calor no local: os pacientes queixam-se de dor com sensação de calor na região lombar; a dor irradia-se para as nádegas; acompanha fraqueza nos membros inferiores; apresenta irritabilidade e queixa-se de sede e sensação de gosto amargo na boca; urina pode estar concentrada, escassa e apresenta disúria.

A língua é avermalhada com saburra amarela e pegajosa. O pulso radial é rápido. É o acúmulo interno de Umidade-Calo, o tratamento consiste em fazer circular o Qi do Rim e da Bexiga e eliminar a Umidade-Calor do Aquecedor Inferior e da região lombar. Os pontos selecionados são: B23, B28, VC3, BP9 e BP6.

Lombalgia causada por Deficiência de Yang do Rim: a dor lombar é de pouca intensidade, porém persistente; acompanha a fraqueza na região lombar e nos joelhos; a dor alivia com o calor e pressão; pode acompanhar impotência sexual, espermatorréia e infertilidade; edema nos membros inferiores; sente friagem nos pés; piora no inverno e com tempo frio.

A língua é pálida, com saburra fina e branca. O pulso radial é profundo e fino. Deficiência de Yang do Rim. O tratamento consiste em fortalecer ou tonificar o Yang do Rim e os pontos escolhido são: B23, VG4, B52, R7, P3, VC4, VC6.

 Lombalgia causada por deficiência de Yin do Rim: a dor é de pouca intensidade, porém permanente; acompanha fraqueza e dor nos joelhos; apresenta rubor facial, sede e ressecamento da boca e garganta; o paciente queixa-se de calor na palma das mãos e na planta dos pés; transpiração noturna, queixa-se de amnésia, insônia no meio da noite e irritabilidade; pode surgir visão turva, tontura e vertigem.

A língua torna-se vermelha com pouco ou sem revestimento, às vezes rachada. O pulso radial é fino e rápido. Deficiência de Yin do Rim e aumento do Fogo do Fígado. O tratamento utilizado para tonificar o Yin do Rim e o acupontos escolhidos é: B23, B52, R3, R6, VC4, VC6, BP6, R1 e R2.

Lombalgia causada por constipação intestinal crônica: o paciente com queixa de prisão de ventre de longa data; as fezes são duras e ressecadas; a necessidade de utilizar medicamentos laxantivos; a dor lombar é profundo e localiza-se ao nível entre a quarta e quinta vértebras lombar. O tratamento consiste em melhorar o trânsito intestinal eliminando o calor perverso e tonificar o Intestino Grosso. Os pontos utilizados são: B25, B27, IG11, IG5, E25, IG4, B20, E36, VC8 e VC6.

Lombalgia causada por distúrbios do Estômago: é uma dorsolombalgia localizada na altura da vértebra torácica e lombar e suas adjacências; acompanha distúrbios gástricos como má digestão, pirose, etc.

A língua pode apresentar saburra espessa e pegajosa ou fina e branca. O pulso radial é profundo e em corda ou profundo e fraco. O tratamento visa equilibrar a energia do Estômago eliminando distúrbios gástricos causados pelo Fogo do Fígado, que ataca o Estômago, retenção de alimentos e tonificar o Qi do Estômago. E os pontos selecionados são: VC12, CS6, E36, B21, F2, F13, E44, B20, VC6 e BP4.

Lombalgia causada por distúrbio do Fígado e Vesícula Bilia: acompanha o mal humor, irritabilidade, cansaço, insônia ou sonolência, sensação de gosto amargo na boca, falta de apetite, flatulência, etc.; pode surgir crises álgicas à noite ou de madrugada.

A língua é vermelha com revestimento viscoso e amarelo. O pulso radial é tenso, rápido e escorregadio. O tratamento visa equilibrar a energia do Fígado e da Vesícula Biliar. Os acupontos indicados são: VB34, B18, B19 e VG8.

Lombalgia causada por litíase renal: a dor é causada pela obstrução intrínseca do sistema pielocalicial; a dor geralmente unilateral, podendo irradiar-se para o flanco, fossa ilíaca, interna da coxa; costuma aparecer de modo súbito; a dor aparece na forma de cólica; sensação dolorosa é como se apertasse alguma coisa no interior do abdômen; outros sintomas como náuseas, vômitos, calafrios, disúria, hematúria, etc. Tratamento consiste em eliminar a Umidade-Calor e aliviar a dor. Os pontos indicados são: B23, B52, R3, BP6.

Lombalgia que acompanha o prolapso do útero: a dor lombar acompanha a sensação de peso na parte inferior do abdômen; freqüência urinária pode estar aumentada e com incontinência urinária; o paciente queixa-se de cansaço, pouco apetite, depressão.

A língua é pálida e o pulso radial fraco. O tratamento consiste em tonificar o Qi do Baço e os acupontos selecionados são: VG20, VC12, VC6, E36, BP3, B20 e VB28 (INADA, 2006).

Hérnia do disco intervertebral da região lombar. Os acupontos utilizados para o tratamento são: ID3, B62, VG2, VG3, VG4, M-DC-35, VB30, B40, B57, B60, B65, B66, R2, R3, R7, VB34, C7, CS6 e VG20.

Síndrome pós-laminectomia da região lombar. O tratamento utilizado nos pontos é: ID3, B62, VG2, VG3, VG4, ID2, B65, B66, B40, B60, B59, B32, TA5, VB41, VB39, VB34, VB30, C7, CS6, VG20, VC17, VB21, B13, B42, B14, B43, B15, B44, B22, B23 e B52 (YAMAMURA, 2004).

 

   

5 SHIATSU

  

No Japão, surge no século XII o Shiatsu, a partir da introdução da medicina chinesa Do-In e Anna. A terapia foi se desenvolvendo e se fortalecendo através dos pesquisadores suecos Ling, Steiner, Reich e outros. Atualmente é utilizada amplamente para o tratamento de distúrbios psíquicos e físicos (RODRIGUES, 2002).

O Shiatsu foi integrada sobre os cuidados do sistema da saúde no Japão, tem sido praticada no Oeste por aproximadamente 25 anos. Utiliza a sensibilidade do toque altamente desenvolvida que habilita o praticante a sentir e interpretar a qualidade do fluxo de Qi e a força de viver no corpo (LONG; MACKAY, 2003).

Segundo Domenico; Wood (1998); Maxwell-Hudson (1998); Namikoshi (1969); Jahara-Pradipto (1986); Namikoshi (1992); Jahara-Pradipto (1991); Namikoshi (1987) o Shiatsu significa pressão com os dedos, é uma forma de trabalho corporal originário do Japão. Shiatsu inclui a estimulação de pontos, a rotação e alongamento das articulações. As mãos, polegares, cotovelos, antebraços, joelhos e os dedos dos pés são utilizados. Existe forte evidência da influência da cultura chinesa no Shiatsu.

Segundo Jahara-Pradipto (1991); Long e Mackay (2003), Long e Phil (2008), o Shiatsu, sendo uma terapia oriental, baseia-se nos princípios da medicina oriental onde a saúde é uma questão de equilíbrio entre as diversas forças existentes no organismo humano. Não se preocupa em eliminar a doença diretamente, mas em normalizar a energia vital do paciente, criando, assim, condições ao organismo para eliminar a enfermidade através dos seus próprios meios, sendo dados ênfase na saúde e o bem estar, porem não na doença, mas sim na prevenção da doença.

Shiatsu significa dedo pressão em japonês, mas em prática é muito mais do que isso. É uma terapia realizada pelo uso de pressão dos dedos, mãos, cotovelos, joelhos e pés no percurso energético do organismo denominado meridianos. É ao longo destes meridianos que a energia vital ou força vital do corpo, conhecida como “Ki”, fluxos. Shiatsu visa harmonizar o Ki, a promoção da saúde e bem-estar em toda corpo, mente e espírito (STEVENSEN, 1997; ZULLINO et.al., 2005).

A massagem Shiatsu tem inúmeros benefícios e técnica preventiva e curativa. É verdade que o Shiatsu alivia dores no corpo e dá conta de pequenos distúrbios orgânicos, mas o grande potencial do Shiatsu é tornar o cliente consciente do seu próprio corpo. O corpo armazena emoções, sentimentos, reflete nosso estado mental, por entre seus músculos e nervos (CARCANI, 2003; JAHARA-PRADIPTO, 1986).

 O Shiatsu desperta uma nova consciência de si, quando tocamos um determinado ponto, onde a energia está bloqueada, não só chamamos a atenção do paciente para ela, como ajudamos a dissolvê-la, desbloqueando assim, o fluxo energético trazendo ao paciente uma sensação de equilíbrio interno, de leveza e bem-estar físico e psicológico. Ele se sente profundamente relaxado, e, ao mesmo tempo, repleto de vigor e energia (CARCANI, 2003).

Os órgãos internos tem sua própria circulação de energia ki e é através dos meridianos que ficam em contato com o meio ambiente externo. Quando um órgão funciona mal, os pontos ao longo de seu meridiano correspondente tornam-se doloridos e enrijecidos antes do que o próprio órgão se manifeste. A rede de meridianos, que se ramifica logo abaixo da pele, faz parte da integrante do mecanismo de controle e dos meios de defesa que regulam o corpo (MAXWELL-HUDSON, 1998; LANGRE, 1995).

As energias vitais, designadas de ki no oriente, são a energias básicas da vida de todos os seres vivos, incluindo o homem. A energia ki flui pelo corpo humano de forma regular, formando canais de energia que são designados dos meridianos que é à base da medicina oriental (JAHARA-PRADIPTO, 1986).

Segundo o mesmo autor, o livre fluxo de energia pelo nosso corpo é essencial para a saúde física, intelectual e emocional. Sempre que existem perturbações nesse fluxo, designadamente acumulação ou déficit de ki em determinadas zonas do corpo, criam-se condições que afetam o nosso estado de saúde, podendo originar o que conhecemos como doenças.

Quando um órgão não funciona adequadamente, os pontos ao longo do meridiano correspondente tornam-se doloridos e enrijecidos antes mesmo que o próprio órgão se manifeste. A rede de meridianos, que se ramifica logo abaixo da pele, parte integrada ao mecanismo de controle e dos meios de defesa que regulam o corpo (LANGRE, 1995).

Para o mesmo autor, a energia ki está sempre presente em qualquer organismo vivo, mas geralmente e de modo particular em pessoas sedentários das grandes cidades, a sua circulação é inapropriada, obtendo um congestionamento em um dos pontos provocado em excesso e ocorrendo uma deficiência de energia no restante do meridiano.

Nosso corpo tem energia que flui através dos meridianos, assim como o sangue corre pelas artérias e veias. Segundo a teoria japonesa, cada meridiano está ligado a um órgão ou função psicofísica e seu respectivo ki podendo ser tocado em certos pontos ao longo de seu trajeto representado por um verdadeiro mapa que são os mesmos da Acupuntura, uma especialidade reconhecida pela medicina. Em japonês esses pontos são os tsubos, cuja tradução é “abertura”, “buraco” (MORAIS, 2004; JAHARA-PRADIPTO, 1991).

Segundo Bentley (2006), em um meridiano desequilibrado, o Ki pode estar deficiente (Kyo) ou em excesso (Jitsu) e às vezes quando o fluxo do ki está obstruído, ambos podem acontecer ao mesmo tempo – excesso acima da obstrução e a deficiência abaixo dela. As áreas Kyo sempre parecem ligeiramente côncavas e submissas ao toque, quando você pressiona um meridiano Kyo geralmente a sensação é boa para o paciente, pois você está fornecendo o ki a uma área deficiente. As áreas Jitsu são mais fáceis de encontrar, quando estão rígidas ou tensas. Podem ser constantemente dolorosas ou apenas quando pressionadas, geralmente a dor é aguda, enquanto a dor do Kyo é mais imprecisa e oferece alívio quando pressionada.

Para a mesma autora, o Shiatsu é muito agradável e eficaz quando se concentra nas áreas Kyo. Esta técnica conhecida como tonificação, utilizada uma pressão lenta e gradual para transmitir energia para uma área deficiente. Cada sintoma de excesso é causado por uma deficiência, portanto a tonificação dos meridianos Kyo ajudará no relaxamento dos Jitsu.

Inúmeros pontos de tsubos existentes, alguns deles tem uma tendência maior para acumular tensão e apresentar bloqueios de energia. Entre esses, alguns são mais adequados ao tratamento feito com a pressão dos dedos. Baseados na experiência foram selecionados alguns pontos que se consideram especialmente importantes e úteis na prática do Shiatsu (MORAIS, 2004; JAHARA-PARDIPTO, 1991).

Segundo Jahara-Pradipto (1986); Langre (1995), todas as partes do corpo são abrangidas em total de 59 meridianos que conduzem, mas não cessa o fluxo de energia ki pelo organismo. Desses, apenas 14 meridianos são considerados importantes: 12 meridianos principais que se reproduzem nos dois lados do corpo, diretamente associados aos 12 órgãos primários e dois meridianos extras que ocorrem pelo centro do corpo. Os 45 meridianos restantes são ramificações dos meridianos principais, ou seja, serve como veículo de comunicação entre os diversos canais condutores de energia.

Os 14 meridianos e seus respectivos pontos de pressão em forma de tabela.

 

Meridianos principais

Símbolo

Total dos Pontos

1 – Pulmão 

P

11

2 – Intestino Grosso

IG

20

3 – Estômago

E

45

4 – Baço-Pâncreas

BP

21

5 – Coração

C

9

6 – Intestino Delgado

ID

19

7 – Bexiga

B

67

8 – Rins

R

27

9 – Circulação-Sexo

CS

9

10 – Triplo Aquecedor

TA

23

11 – Vesícula Biliar

VB

44

12 – Fígado

F

14

13 – Vaso Governador

VG

28

Fonte: adaptado por Langre (1995).

Segundo Namikoshi (1992; 1987), as condições para as quais a terapia Shiatsu não deve ser aplicada em: doenças contagiosas; pleurisia, peritonite, apendicite, pielite, pancreatite, úlceras pépticas, úlceras duodenais, cirrose do fígado, leucemia, invaginação intestinal, obstrução intestinal, câncer; febre alta imediatamente após cirurgia, debilidade física extrema, doenças infecciosas da pele; de estômago vazio ou imediatamente depois de comer; uma contusão, entorse, osso fraturado e não completamente recuperado; quando se sentir mal ou extremamente fraco; bebendo álcool ou fumando.

Cada shiatsoterapeuta utiliza uma variedade de técnicas associadas, todas partem de um princípio comum fundamentado na força vital conhecida como ki, para nós ocidentais, traduzida como energia, fato inegável em qualquer crença (MORAIS, 2004; JAHARA-PRADIPTO, 1991).

Segundo os mesmos autores, utilizando alguns pontos dos meridianos que são importantes, esses pontos ativam o fluxo energético ao longo dos meridianos, ajudam o paciente a relaxar e oferece maior profundidade no local a ser trabalhado e realizado.

O Shiatsu é indicado para o tratamento de distúrbios músculo esqueléticos, prevenção de patologias psicossomáticas e males causados pelo estresse, devido ao seu efeito bastante relaxante (NAMIKOSHI, 1992).

A Shiatsuterapia, tem finalidade preventiva de moléstias, é um sistema para melhorar a saúde através da remoção dos elementos causadores de fadiga e da estimulação dos poderes de recuperação naturais ao organismo, usando pressão manual e digital sobre determinados pontos na superfície do corpo (NAMIKOSHI, 1987).

 

 

5.1 INDICAÇÕES E PRECAUÇÕES DA DIGITOPUNTURA

 

5.1.1 INDICAÇÕES

 

Segundo Yamamura (1993), a digitopuntura é eficaz no tratamento de várias doenças na sua fase inicial. Como exemplo: é utilizada para o tratamento de resfriado, tosse, asma, dor abdominal, vômito, enjôos, diarréia, disenteria, insônia, epilepsia, neurastenia, paralisia facial, etc. Além disso, a digitopuntura pode ser indicada para melhorar o quadro de espermatorréia, impotência, dismenorréia, leucorréia, epistaxe, dor de dentes, enurese infantil e para as dores causadas por distensão, torções e por mordedura de insetos.

A digitopuntura é utilizada com recurso de urgência para tratar o coma, desmaios, etc., quando não se tem recursos apropriados.

Stevensen (1997), os principais objetivos do Shiatsu são as seguintes: promover relaxamento; para melhorar a circulação sangüínea e linfática; aliviar dores; para aumentar consciência corporal; as condições mais propícias a tratamento por Shiatsu e de benefício terapêutico; dores de cabeça e enxaqueca; doenças respiratórias, incluindo asma e bronquite; insônia e agitação; ansiedade e tensão; depressão e outros problemas psicológicos; fadiga; distúrbios digestivos; baixa libido; reumatológico e queixas artrítico; dor ciática; na sequência das estirpes e entorses e outras lesões, mas não nas primeiras 24 horas devido à dor e inchaço; integração do desenvolvimento físico, mental, emocional e aspectos espirituais.

Para dizer que shiatsu pode ser útil para qualquer condição pode ser um pouco vasta, mas certamente na melhoria global bem-estar, promovendo a calma, ao descanso e relaxamento, é podem melhorar a qualidade de vida para a maioria das pessoas. Realmente, Shiatsu pode ser ideal para manter uma boa saúde (STEVENSEN, 1993).

 

 

5.1.2 PRECAUÇÕES

 

Ao aplicar digitopuntura a força que é colocada deve ser correspondente a situação do paciente; por exemplo: a idade, doença e o lugar onde vai ser aplicado. Não se deve aplicar com uma força intensa em pacientes com idade avançada e em crianças. Não é aconselhável aplicar em pacientes com fome, fadigados e bêbados, com o objetivo de evitar o desmaio. Não é conveniente efetuar a técnica em algumas regiões do corpo, tais como a área cervical anterior, axilar, parte lateral do tórax, a periferia da mama, a parte anterior da coxa, a fontanela, as áreas ulceradas, etc.

Não se deve aplicar a digitopuntura em pacientes com dor abdominal que piora com a pressão, em pacientes com febre alta e mulheres grávidas é contra-indicada nos pontos IG4, BP6 e os pontos localizados no abdome (YAMAMURA, 1993).

 

 

 

5.2 TÉCNICAS DE SHIATSU

 

Segundo Namikoshi (1987) as técnicas podem ser utilizadas através de um polegar: a polpa de um dos polegares é pressionada contra a pele e os outros quatro dedos são mantidos juntos e encostados de leve no corpo. Usa-se no tratamento das regiões cervicais anteriores ambos os lados, nas costas, nos braços, das palmas das mãos, das pernas e das solas dos pés.

Dois polegares: as laterais das pontas de ambos os polegares são unidas e as polpas destes dedos são pressionadas contra a pele são aplicados simultaneamente e os outros quatro dedos servem de apoio. Usa-se no tratamento das costas, das pernas e das solas dos pés.

Polegares sobrepostos: em geral, o polegar direito fica embaixo e o esquerdo em cima, pressionando a unha do de baixo com pressão é aplicada com os dois polegares simultaneamente e os quatro dedos servem de apoio. Usa-se quando for desejável uma pressão forte no tratamento das costas, das pernas e das solas dos pés.

Dedos indicador, médio e anular: os polegares servem de apoio e a polpa dos dedos indicador, médio e anular pressiona contra a pele. Usa-se no tratamento da cabeça, rosto, da região cervical lateral e posterior, região supra-escapular, do peito e abdômen.

Palmas sobrepostas: as duas mãos estão voltadas para a mesma direção; a palma de uma pressiona a pele e a palma da outra se coloca sobre o dorso da mão de baixo, a pressão é aplicada como se fosse a de uma palma só. Usa-se no tratamento da cabeça e do abdômen.

Polegar e dedos em oposição: a polpa do polegar é mantida em oposição à polpa dos outros quatro dedos. A parte do corpo do paciente que estiver sendo tratada é segura entre o polegar e os dedos. Usa-se no tratamento dos braços, pernas, da região posterior das pernas e dos tendões de Aquiles.

Palmas: os dedos e a palma toda da mão pressionam contra a pele. Usa-se no tratamento da cabeça, dos olhos, da articulação dos ombros, das costas e dos joelhos.

Mãos entrelaçadas: os dedos das mãos estão entrelaçados e a pressão é aplicada com as regiões carpais de ambas as mãos simultaneamente. Usa-se no tratamento da cabeça, das costas e das regiões renais direita e esquerda.

Tênar (polpa carpo-radial): o tênar da mão (“calcanhar” da mão) é pressionado contra a pele. Usa-se no tratamento do rosto e da região inguinal.

Dedos indicador e médio sobrepostos: para dar estabilidade, a ponta do dedo médio faz pressão em cima da unha do indicador e os outros dedos ficam fechados de leve e a pressão é aplicada com a ponta do indicador que está embaixo. Usa-se no tratamento dos lados do nariz e do rosto.

Polegar e indicador em oposição: o gesto é semelhante ao precedente, exceto que a parte do corpo do paciente que estiver sendo tratada fica segura entre a polpa do polegar e a do indicador. Usa-se no tratamento dos dedos, artelhos e tendões de Aquiles.

Sobreposição dos dedos médios: todos os dedos das duas mãos, exceto os médios, estão levemente fechados. A ponta de um dedo médio se coloca sobre a unha do outro, aplica-se a pressão com a polpa de ambos os dedos. Usa-se no tratamento da medula oblonga (NAMIKOSHI, 1987).

 

 

5.3 TIPOS DE PRESSÃO

 

Existem vários tipos de pressão utilizados, como Pressão Padrão: neste método mais amplamente usado, a pressão é aplicada branda e gradualmente, no entanto, é gradualmente diminuída. A aplicação é de uma fase e dura de três a cinco segundos (NAMIKOSHI, 1992).

Pressão Interrompida: operando sobre um ponto, o terapeuta primeiro aplica uma pressão ligeira, então, sem remover o polegar da pele do paciente, ele relaxa a pressão em seguida aplica uma pressão de intensidade média. Se a aplicação termina aqui, ela é de duas fases. Há uma versão de três fases na qual a pressão é relaxada após a segunda fase e então uma pressão mais forte é aplicada. Cada aplicação dura de cinco a sete segundos.

Pressão Sustentada: geralmente executada como a palma da mão, esta aplicação é de uma fase. A mesma pressão é conservada por cinco a dez segundos.

Pressão de Sucção: este método é muito especial na aplicação, usualmente empregando três dedos ou a palma da mão bem pressionada contra a pele do paciente, é um movimento de puxar para trás que parece afastar os tecidos conjuntivos da pele. A pressão ondulante e a pressão rotativa aplicadas para o abdome são deste tipo.

Pressão Fluida: com os polegares das mãos direita e esquerda, a alteração de aplicações de pressão durando de um a dois segundos em cada ponto é feita em uma sucessão de pontos ou um ao lado do outro ou acima e abaixo de cada um. A transição de um ponto para outro é natural e regular, por isso, o nome é dada como pressão fluida.

Pressão Concentrada: pressão gradualmente aumentada é aplicada em concentração sobre um polegar por cinco a sete segundos. Quando a intensidade desejada é atingida, a pressão é gradualmente relaxada sem permitir que o polegar se afaste da pele do paciente, então aumentando gradualmente de novo. A aplicação pode ser repetida muitas vezes, é feita com pressão do polegar de uma mão sobre o outro polegar.

Pressão Vibrátil: pressão firme é aplicada na pele com os polegares, três dedos ou a palma da mão sobre um único ponto por cinco e dez segundos. A mão do terapeuta vibra durante toda a aplicação. Muitas variações são possíveis como na aplicação com uma mão, aplicação com as duas palmas mãos ou aplicação com uma palma da mão sobre a outra palma. As sensações agradáveis que penetram a pele do paciente.

Pressão de Estimulação com a Palma da Mão: com os dedos mantidos juntos, toda a palma da mão é puxada para baixo de um lado para o outro da pele do paciente rapidamente. Ambas as palmas podem ser usadas em alternância em movimentos rápidos para baixo ou uma pode ser colocada sobre a outra (NAMIKOSHI, 1992).

 

 

5.4 NÍVEIS DE INTENSIDADE DA PRESSÃO

 

Os níveis de intensidade da pressão existentes que são: Toque: levíssimo contato entre a pele e as mãos. O toque deve durar três segundos para cada ponto, pode ser usado em diagnósticos táteis destinados a determinar se há parte do corpo está febril ou resfriada (NAMIKOSHI 1992; NAMIKOSHI 1987).

Pressão mínima: o paciente deve sentir uma sensação tênue de pressão na pele. A aplicação dura três segundos para cada ponto. Quando é aplicada ao tecido conectivo existente entre a pele e os músculos, este tipo de pressão é usado para detectar asperezas, umidade e tensionamentos e também para determinar o tônus da pele.

Pressão leve: um pouco mais forte do que a anterior, esta forma de pressão dura de três a cinco segundos para cada ponto. Penetra muito superficialmente pela pele, chegando na superfície dos músculos, no entanto, ajuda a determinar a elasticidade e a flexibilidade muscular.

Pressão média: um pouco mais forte do que o procedente, este tipo de pressão aplicado de três a seis segundos para cada ponto detecta enrijecimentos musculares. Seus efeitos são agradáveis porque penetram profundamente nos músculos.

Pressão forte: sendo o tipo de pressão que se aplica em Shiatsu, chega a atingir profundamente as partes centrais de músculos tensos. Pode ser agradavelmente doloroso, mas não deve passar dos limites dentro dos quais é facilmente suportado. Dura de três a sete segundos para cada ponto (NAMIKOSHI 1992; 1987).

Segundo Jahara-Pradipto (1986), o tratamento Shiatsu inclui-se na região lombar, sacro e nádegas. Tsubos como o B26, B52, Ten Shi e VB 30 são importantes, também trabalhamos o meridiano da Bexiga na parte posterior das pernas B37 e B57, especialmente nos casos em que o nervo ciático é afetado. Alongamentos que atuem sobre a região lombar são muito importantes. Pressões nos pés, tendão de Aquiles e tsubos BP6, R1 e E36 também podem ajudar. O Shiatsu simultâneo no alongamento e rotação das pernas equilibra o funcionamento orgânico e relaxa a musculatura lombar. Trabalhar as costas com firmeza, porém suavemente, suas pressões não devem intensificar as dores presentes e sim aliviá-las. Tensão, dor ou algum desvio na coluna na altura da 10ª, 11ª e 12ª vértebras torácicas estão relacionados ao meridiano do Baço-Pâncreas, na altura da 1ª e 2ª lombares ao meridiano do Intestino Delgado, na 3ª e 4ª lombares ao meridiano dos Rins e na região da 5ª lombar e sacro ao meridiano da Bexiga.

A procura do Shiatsu não foi apenas para obter ajuda para ajuda ou atenuar nos sintomas ou problemas, mas também para seus efeitos de relaxamento; efeitos físicos como exemplo da postura, melhora nas dores musculares, sobre a dor e respiração e emocionais no primeiro tratamento. Foram utilizados o Canal do Coração e do Pulmão (LONG; MACKAY, 2003).

Para Martins; Leonelli (2002) o Shiatsu recaptura a verdadeira natureza da Medicina Tradicional Chinesa que é alcançada primeiramente como o uso das mãos, é o instrumento maravilhoso que nem sempre tem valor reconhecido quanto a agulha e não são doloroso. Estudos modernos do toque tarapêutico comprovam o alcance do uso das mãos.

Os mesmos autores relatam que o toque representa a fusão dos aspectos subjetivos e objetivos da saúde. Quando isso é alcançado, uma conexão permanente se estabelece entre o terapeuta e o paciente.

 

 6 CONCLUSÃO

 

 

De acordo com o levantamento bibliográfico obtido neste trabalho, conclui-se que a dor lombar pode ser tratada através do Shiatsu. É provável que o tratamento de Lombalgia obtenha os melhores resultados quando esta modalidade é ministrada em combinação com outras técnicas, como parte de um plano terapêutico total projetado para atender às necessidades de cada paciente. O Shiatsu é uma das técnicas que podem ser associadas, para equilíbrio energético, fortalecendo a saúde em vez de atacar a doença.

Sobre os casos analisados, descobriu-se, em princípio, que foi realizado pouco trabalho específico sobre o tema, mas sim constam estudos comparativos entre tratamentos nas dores crônicas, melhora na postura e as suas patologias derivadas nessa doença e as possibilidades de tratamento pelo Shiatsu.

Este ensaio clínico controlado aleatorizado demonstrou a eficácia Acupressura de comparação com Fisioterapia no alívio da dor para pacientes com dor lombar em termos de incapacidade e estado funcional. Os resultados fornecem uma base de comparação em todos os estudos internacionais.

A duração dos efeitos dependia de boa influência como o que estava acontecendo no trabalho, a gravidade e natureza do problema. Os efeitos também mudaram ao longo do tempo e tornou-se mais duradoura, mais profunda ou diferente. Foram utilizados os meridianos do Coração e Pulmão.

Acupressura foi eficaz na redução da dor lombar em termos de dor, relaxamento, estado funcional, emocional, dores musculares, o bem estar, estresse, dores articulares, tendinomusculares e a sua deficiência nos canais de energia. O efeito não foi observado apenas no curto prazo, mas também em longo prazo.

Os resultados positivos dos tratamentos feito com Shiatsu durante 6 meses, tem sua abrangência de 80% indicam que eles tinham feito alterações para a sua vida como o resultado.

No entanto, a carência da realização de estudos científicos sobre o assunto ainda é significativa, porém, as conclusões sobre a definição de resultados se monstra insatisfatório em termos de pesquisa.

 

 REFERÊNCIAS

 

 

ANDRADE, S. C.; ARAÚJO, A. G. R.; VILAR, M. J. P. Escola de Coluna: revisão histórica e sua aplicação na lombalgia crônica. Revista Brasileira de Reumatologia, v.45, n.4, 0482-5004. São Paulo. jul-ago, 2005.

 

BAÚ, L. M. S. Fisioterapia do trabalho: ergonomia – legislação – reabilitação.  Curitiba: Clãdosilva, 2002.

 

BARBOSA, F. S. S. B.; GONÇALVES, M. A proposta biomecânica para a avaliação de sobrecarga na coluna lombar: efeito de diferentes variáveis demográficas na fadiga muscular. Acta Ortopédica Brasileira. v.15, n.3, 1413-7852. São Paulo, 2007.

 

BENTLEY, E.; O livro essencial de massagem – a guia completo sobre terapias manuais básicas. São Paulo: Manole, 2006.

 

BRAZIL, A. V. et al. Diagnóstico e tratamento das lombalgias e lombociatalgias. Associação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina, Sociedade Brasileira de Reumatologia, Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, Colégio Brasileiro de Radiologia Sociedade Brasileira de Medicina Física e Reabilitação. Jun/2001.

 

BRÉDER, V. F.; OLIVEIRA, D. F.; DANTAS, E. H. M.; SILVA, M. A. G. Prevalência de lombalgia em motoristas de ônibus urbano. Revista de Fisioterapia Brasil. v.7, n.4, 290-294, jul-ago, 2006.

 

CARAVIELLO, E. Z.; WASSERSTEIN, S.; CHAMLIAN, T. R.; MASIERO, D. Avaliação dad or e função de pacientes com lombalgia tratados com um programa de escola de coluna. ACTA FISIATR. V.12, n.1, 11-14, fev-mar, 2005.

 

CARCANI, M. (2003). Massagem Shiatsu. Texto disponível na Internet: www.guiadobuscador.com.br. Acesso em 14 de Dezembro de 2008.

 

COSIALLS, A. M.; ARIDA, R. Análise biomecânica da lordose lombar durante a marcha em esteira inclinada. Revista de Fisioterapia Brasil, v.8, n.3, 188-191, maio/junh, 2007.

 

DECCACHE, T.; SILVA, M. A. G. Método terapêutico – pedagógico no tratamento da dor lombar. Revista de Fisioterapia Brasil, v.8, n.1, 36-40, jan/fev, 2007.

 

DOMENICO, G.; WOOD, E. C. Técnicas de massagem de Beard. São Paulo: Manole, 1998.

 

GRAELLS, X. S. Dor nas costas. Texto disponível na Internet: www.viasaude.com .br/artigos/dor_costas. Acesso em 20 maio 2008.

 

HOPPENFELD, S. Propedêutica ortopédica – coluna e extremidades. São Paulo: Atheneu, 1999.

 

INADA, T. Acupuntura e Moxabustão – Uma coletânea e revisão sobre o tratamento de “Cérvico/Dorso/Lombo/Sacro/Ciatalgia”. São Paulo: Ícone, 2006.

 

JAHARA-PRADIPTO, M. Zen Shiatsu: equilíbrio energético e consciência do corpo. São Paulo: Summus, 1986.

 

JAHARA-PRADIPTO, M. Tão Shiatsu: essência e arte. São Paulo: Summus, 1991.

 

KAYAMA, H. H. S.; TEIXEIRA, M. J.; YENG, L. T. Lombalgias de origem muscular. In: Greve, J. M. D.; Amatrizzi, M. M. Medicina de reabilitação nas lombalgias crônicas. São Paulo: Roca, 2003.

 

LANGRE, J. Do – In, técnica oriental de auto – massagem. 29ª ed. São Paulo: Ground, 1995.

 

LEITÃO, R. E. A.; LEITÃO, A. V. A. Medicina de reabilitação – manual prático. Rio de Janeiro: Revinter, 2006.

 

LIAN, Y. L.; CHEN, C. Y.; HAMMES, M. KOLSTER, B. C. Atlas gráfico de acupuntura: um manual ilustrado dos pontos de acupuntura. Alemanha: Konemann, 2005.

 

LONG, A. F.; MACKAY, H. C. The Effects of Shiatsu: Findings from a two-country exploratory study. The journal of alternative and complementary medicine, v.8, n4, 539-547. 2003.

 

LONG, A. F.; PHIL, M. M. The Effectiveness of Shiatsu: findings from a Cross-European, Prospective Observational Study. The journal of alternative and complementary medicine, v.14, n.8, 921-930, 2008.

 

MARTINS, E. I. S; LEONELLI, L. B. Do-In, Shiatsu e Acupuntura – uma visão chinesa do toque terapêutico. São Paulo: Roca, 1998.

 

MARTINS, E. I. S; LEONELLI, L. B. A prática do Shiatsu na visão tradicionalista chinesa. São Paulo: Roca, 2002.

 

MAXWELL-HUDSON, C. O livro das massagens – Completo guia passo a passo das técnicas orientais e ocidentais. São Paulo: Manole, 1998.

 

MORAIS, L. C. Fundamentos do Shiatsu, 2004. Texto disponível em www.copacabanarunners.net/shiatsu.html. Acesso em 25 junho 2005.

 

NAMIKOSHI, T. Shiatsu a terapia do Do – In. Rio de Janeiro: Recorde, 1969.

 

NAMIKOSHI, T. Shiatsu e alongamento. São Paulo: Summus, 1987.

 

NAMIKOSHI, T. O livro completo da Terapia Shiatsu. São Paulo: Manole, 1992.

 

RODRIGUES, C. (2002). Massagem. Texto disponível em www. Mvirtual.com.br, Acesso de 25 julho 2005.

 

SALVADOR, D.; NETO, P. E. D.; FERRARI, F. P. Aplicação de técnica de energia muscular em coletores de lixo com lombalgia mecânica aguda. Fisioterapia e pesquisa, v.12, n.2, 20-2. 2005.

 

SIQUEIRA, G. R.; CAHÚ, F. G. M.; VIEIRA, R. A. G. Prevenção em Fisioterapia/ Ergonomia. Revista Brasileira de Fisioterapia, v.12, n.3, 1413-3555, mai/jun 2008.

 

 

STEVENSEN, C. Shiatsu. Complementary Theropies in Nursing & Midwifery, v.0, n.3, 168-170, 1997.

 

TELOKEN, M. A.; ZYLBERSZTEJN, S. Lombalgia. Revista Médica da Santa Casa, v.6, n.11, 1191-1194. Porto Alegre, 1994.

 

THOMSON, A.; SKINNER, A.; PIERCY, A. Fisioterapia de tidy. São Paulo: Santos, 1994.

 

TOSCANO, J. J. O.; EGYPTO, E. P. A influência do sedentarismo na prevalência de lombalgia. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, v.7, n.4, 1517-8692. Niterói, jul/ag 2001.

 

YAMAMURA, Y. Tratado de medicina chinesa – Teoria geral, Diagnóstico e Síndromes, Terapia pela Acupuntura e Tratamento das doenças. São Paulo: Roca, 1993.

 

YAMAMURA, Y. Acupuntura tradicional: a arte de inserir. 2ª ed. São Paulo: Roca, 2004.

 

ZULLINO, D. F.; KRENZ, S.; FRÉSARD, E.; CANCELA, E.; KHAZAAL, Y. Local Back Massage with na automated massage chair: general Muscle and Psychophysiologic Relaxing Properties. The journal of alternative and complementary Medicine, v.11, n.6, 1103-1106, 2005.

 

 

Please give us your valuable comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *