PSICOSSOMÁTICA E A VISÃO DO ADOECER NA MEDICINA TRADICIONAL CHINESA

quinta-feira , 19, setembro 2013 Leave a comment

     UNIVERSIDADE DE MOGI DAS CRUZES

PATRÍCIA APARECIDA DA SILVA

                                                                                 

 

 

 

PSICOSSOMÁTICA E A VISÃO DO ADOECER NA MEDICINA TRADICIONAL CHINESA

 

 

 

 

Mogi das Cruzes, SP

2011

UNIVERSIDADE DE MOGI DAS CRUZES

PATRÍCIA APARECIDA DA SILVA

                                       

 

 

 

 

 

PSICOSSOMÁTICA E A VISÃO DO ADOECER NA MEDICINA TRADICIONAL  CHINESA

 

Monografia apresentada ao Programa de Pós-Graduação da

Universidade   de   Mogi   das Cruzes como exigência parcial

para obtenção   do   título   de   Especialista em Acupuntura.

 

 

Orientadores: Professora Bernadete Nunes Stolai e

 Professor Luiz Bernardo Leonelli

 

                                                                                   

                               

Mogi das Cruzes, SP

2011

PATRÍCIA APARECIDA DA SILVA

                                                                    

 

 

Monografia apresentada ao Programa de Pós-Graduação da

Universidade  de Mogi   das   Cruzes   como exigência parcial

para   obtenção   do   título   de  Especialista em Acupuntura.

 

 

Aprovado em………………………………………….

 

 

BANCA EXAMINADORA

 

Professora Bernadete Nunes Stolai

Universidade de Mogi das Cruzes- UMC

                                                   

 

Professor Luiz Bernardo Leonelli

       Universidade de Mogi das Cruzes-UMC    

 

DEDICATÓRIA

 

Dedico este trabalho primeiramente a Deus que me deu a vida e me mantém nela, possibilitando a criação do meu percurso.

Aos meus pais, que juntamente com Deus, me deram a vida e a possibilidade de hoje ser o que eu sou.

 Aos meus grandes amigos que sempre me incentivaram e estiveram ao meu lado apoiando em toda minha vida incluindo meu percurso acadêmico.

Ao meu namorado Moacir José de Abreu Junior que sempre esteve ao meu lado me apoiando e contribuindo para minhas conquistas.

Aos meus Professores Romana de Souza Franco, Luiz Alfredo, Luiz Leonelli e Bernadete Nunes Stolai, pois foi com o carinho, incentivo e apoio deles, que sempre me inspirei a buscar novos conhecimentos, que contribuíram para minha formação.   

 

 

 

 

 

AGRADECIMENTOS

 

À professora Bernadete Nunes Stolai, que me orientou com paciência e dedicação.

Ao professor Luiz Bernardo Leonelli  pelo auxilio e paciência.

 

 

 

 

 


A doença não é crueldade nem castigo, mas tão somente um corretivo, um instrumento do qual se serve nossa alma para nos apontar nossos erros, resguardando-se de cometer erros ainda maiores, para nos impedir de causar mais danos e trazer-nos de volta àquele caminho da verdade e da luz, do qual nunca deveríamos ter nos afastado”.

Edward Bach

RESUMO

 

No ocidente existem inúmeras teorias que discutem a Psicossomática, além das diferentes formas de aplicação deste conceito e várias definições existentes sobre este fenômeno. Porém, existe pouca literatura disponível relacionando a Visão da Medicina Tradicional Chinesa ao conceito de Psicossomática. Com base neste pressuposto partimos do interesse de relacionar o conceito Ocidental sobre Psicossomática, com a visão do adoecer na Medicina Tradicional Chinesa, para que a integração destas duas áreas de conhecimento possa contribuir para a manutenção da saúde e para o bem estar físico e emocional de pacientes com doenças Psicossomáticas. O presente trabalho teve como objetivo identificar a influência das emoções no adoecimento, bem como, levantar conceitos e definições sobre Psicossomática, relacionar a concepção de Psicossomática na etiopatogenia segundo a MTC e seus aspectos diagnósticos, verificar a eficácia da Acupuntura em doenças Psicossomáticas. Para o desenvolvimento desta pesquisa foi utilizada revisão da literatura cientifica e bibliográfica nacional e internacional, Com o presente estudo, constatou-se a influência dos estados emocionais no adoecimento, levantou – se conceitos sobre psicossomática, e relacionou-se a concepção de psicossomática na etiopatogenia segundo a MTC. Esta pesquisa esclareceu e adicionou conhecimentos importantes para profissionais e para os portadores destas doenças quanto à visão da MTC e o conceito de Psicossomática ao apresentar a influencia dos cinco aspectos emocionais existentes na concepção da MTC e a manifestação das doenças no corpo. Através desta revisão bibliográfica foi constatado o satisfatório resultado do tratamento de doenças psicossomáticas com a Acupuntura, pois em alguns estudos analisados foi observado que esta obteve resultados tão eficazes quanto a alopatia. Nesta pesquisa a Acupuntura aparece como uma opção de Terapia complementar que analisa os sintomas físicos e emocionais tratando o paciente de forma integral, sem os indesejáveis efeitos colaterais, ou pelo menos pela minimização dos mesmos, trazendo assim bons resultados.

 

                       

Palavras chaves: psicossomática, acupuntura, psicologia, psoríase e gastrite.

 

 

 

 

SUMÁRIO

 

1 APRESENTAÇÃO…………………………………………………………………9

2 INTRODUÇÃO……………………………………………………………………11

3 METODOLOGIA………………………………………………………………..14

4 PSICOSSOMÁTICA……………………………………………………………15

5 HISTÓRICO DA ACUPUNTURA………………………………………..18

6 ACUPUNTURA E A VISÃO DA MEDICINA TRADICIONAL

CHINESA……………………………………………………………………………….21

7 NATUREZA DA MENTE NA MEDICINA TRADICIONAL

CHINESA……………………………………………………………………………….23

7.1 EFEITO DOS CINCO ASPECTOS EMOCIONAIS E ESPIRITUAIS

SOBRE A MENTE E O CORPO……………………..24

8 TRATAMENTOS COM ACUPUNTURA……………………………..28

9 CONCLUSÃO……………………………………………………………………..31

REFERÊNCIAS……………………………………………………………………..33

 

 

 

1 APRESENTAÇÃO        

 

            Segundo Ross (1994, p.26), a Medicina Ocidental tende a ver a doença em termos da bioquímica e da bacteriologia e não em termos de harmonia do indivíduo. Ela geralmente procura identificar uma única causa, de corrente linear de causa e efeito; e a tratar esta única causa, ao invés de tratar o paciente como um todo.  Diante desta perspectiva pode-se dizer que no Ocidente a doença é observada como fator uni causal reduzindo o tratamento a um movimento organicista, ou seja, trata-se o órgão acometido, desta forma o paciente é tratado por partes fragmentadas e não como um todo.

Enquanto que na Terapia Tradicional Chinesa (TTC) o adoecimento é observado como uma desarmonia e um desequilíbrio na interação do corpo de um individuo com a natureza. Nesta concepção a origem da doença situa-se na desarmonia entre o individuo e a natureza, entre o indivíduo e a sociedade. Nesta concepção são observados durante o adoecimento: os fatores emocionais (internos), os fatores ambientais (externos) e os fatores sociais (em partes mistas).

   Como confirma Ross (1994, p. 26), ao esclarecer que a Medicina Tradicional Chinesa procura sintetizar o mais completo possível um padrão de desarmonia, busca a origem, os fatores de doença relacionados com a precipitação das doenças que contribuem para as mudanças patológicas internas e externas de desarmonia.

 De acordo com o Ling Shu o Tratado do Imperador Amarelo, livro mais antigo relacionado à Medicina Tradicional Chinesa, a Acupuntura, uma das técnicas da Medicina Tradicional Chinesa (MTC), faz parte de um conjunto que corresponde a uma concepção de vida, que compactua com a visão da OMS (2005), que considera saúde como um estado de completo bem estar físico, mental e social e, não meramente a ausência de doenças e enfermidade.

Como no Ocidente, o estudo do adoecer é caracterizado como ausência ou não de sintomas, as alterações bioquímicas ou bacteriológicas juntamente com aspectos emocionais dão origem ao estudo da psicossomática área bastante difundida entre os profissionais da Psicologia.

Já na MTC não existe a dicotomia mente e corpo, desta forma os fatores emocionais estão diretamente relacionados aos estados de adoecimento corpóreo.   

No Brasil com a publicação da Resolução CFP nº. 05/2002, através do Conselho Federal de Psicologia, que regulamentou a prática da Acupuntura para o psicólogo, definida no Art.1º – Reconhecer o uso da Acupuntura como recurso complementar no trabalho do psicólogo, observados os padrões éticos da profissão e garantidos a segurança e o bem-estar da pessoa atendida; Art. 2º – O psicólogo poderá recorrer à Acupuntura, dentro do seu campo de atuação, desde que possa comprovar formação em curso específico de acupuntura e capacitação adequada, de acordo com o disposto na alínea “a” do artigo 1o do Código de Ética Profissional do Psicólogo; Art. 3º – Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação; Art. 4º – Revogam-se as disposições em contrário (CRPSP-06, 2011).

 

Demonstrando assim que a Psicologia e a Acupuntura aliadas podem gerar maiores contribuições para o bem estar físico e mental, pois na Medicina Tradicional Chinesa e na Psicologia os fatores emocionais são de grande valia para a boa saúde biopsicossocial.

 De acordo com Requena (1990, p.60), textos mais antigos de Acupuntura, afirmam que se o psiquismo estiver em paz, equilibrado o ser estará menos sujeito, até mesmo isento de doenças mesmo de origem externas obviamente que esta afirmação é um tanto quanto radical, mas demonstra em outras épocas a importância do psiquismo no que diz respeito ao adoecer.

No ocidente existem inúmeras teorias que discutem a psicossomática, além das diferentes formas de aplicação deste conceito e várias definições existentes sobre este fenômeno. Porém, existe pouca literatura disponível relacionando a Visão da Medicina Tradicional Chinesa ao conceito de Psicossomática.

Com base neste pressuposto partimos do interesse de relacionar o conceito Ocidental sobre Psicossomática, com a visão do adoecer na Medicina Tradicional Chinesa, constituindo-se como uma pesquisa de levantamento bibliográfico.

Para favorecer um estudo mais detalhado sobre possíveis influências dos estados emocionais no desencadeamento das doenças, tanto na Medicina Tradicional Chinesa, como na Psicologia, os aspectos emocionais são bastante valorizados, de forma que a união destas duas áreas de conhecimento, pode contribuir para a manutenção da saúde e ao bem estar físico e emocional de pacientes com doenças Psicossomáticas.

                                                                                                    

                                                                                   

 

 

 

 

 

2 INTRODUÇÃO                                                              

 

De acordo com Ysao Yamamura (2001, XIII), a Medicina Tradicional Chinesa fundamenta-se na observação dos fenômenos da Natureza e no estudo e compreensão dos princípios que regem na harmonia nela existente. Desta forma evidencia-se que para este autor tanto o universo quanto a natureza estão submetidos às mesmas influencias.

Para ele os fenômenos que ocorrem na natureza, pode-se por analogia estendê-los a fisiologia do corpo humano, pois neles se reproduzem os mesmos fenômenos naturais.

O desenvolvimento da Terapia Tradicional Chinesa (TTC) em sua historicidade possui a contribuição da filosofia Taoísta, bem como da teoria Yin e Yang e da teoria dos Cinco Movimentos.

Segundo Shang Han Lun, (220 d.c), a teoria do Yin Yang é a parte da MTC filosófica, que trata das influências da natureza no organismo.

Já para Yamamura (2001; XIII), os três pilares da Medicina Tradicional Chinesa são: a teoria do Yin e Yang, Conceito de cinco movimentos e dos Zang Fu.

Define também que Yin e Yang é o conceito básico e fundamental para todas as Ciências Orientais, ou seja, para ele corresponde a uma condição primária e essencial para a origem de todos os fenômenos naturais, como por exemplo, o princípio da energia e da matéria. Já o conceito de Cinco Movimentos para este autor, tenta explicar os processos evolutivos da natureza, do universo e da doença.

No último conceito, se aborda a fisiologia energética dos Órgãos, das Vísceras Curiosas do ser Humano, que segundo ele constituem o alicerce para a compreensão da fisiologia e da propedêutica energética e da fisiopatologia das doenças e seu tratamento.

 De acordo com Silva (2007) a Medicina Tradicional Chinesa, em particular, a Acupuntura, percebe o ser humano como uma unidade menor (microcosmo) dentro de uma unidade maior (macrocosmo), sendo um influenciado pelo outro, e vice versa, no qual o primeiro faz parte incondicional do segundo e contribui para a evolução do todo. Como Confirma Ross (1994, p.6), ao referir que na concepção da Medicina Tradicional Chinesa cada um dos pares, a mente e o corpo, o espírito e a matéria, é visto como tendo uma intercomunicação continua.

Para Ross (1994, p.9) a interação de determinadas substâncias manifesta-se em vários níveis de substancialidade e constitui a visão antiga de corpo e mente, formando um círculo de energia e de substâncias vitais interagindo uns com os outros para formar o organismo. A base de tudo é o QI, todas as outras substâncias vitais são manifestações do Qi em vários graus de materialidade, variando do completamente material tal como Fluidos Corpóreos (Jin Ye), para o totalmente imaterial, tal como a Mente (Shen). Em consonância com estes autores pode-se identificar que uma das características mais importantes existente na Medicina Tradicional Chinesa é a integração íntima entre Mente e Corpo (SAITO, 2009).

Para Requena (1990, p.60) tem sido reconhecido em todas as épocas da medicina, que o psiquismo desempenha um papel importante na vulnerabilidade às doenças.

Existe uma inter-relação entre os sentimentos e os órgãos, como confirma Yamamura (2005, p.122) que acredita que uma determinada emoção influência um órgão, e este também mantêm uma influência sobre a emoção relacionada a ele. Pulmão-tristeza; Coração-alegria; Fígado –raiva; Baço- concentração; Rim-medo.

Somatização, basicamente, é uma manifestação de conflitos e angústias psicológicos por meio de sintomas corporais. Lipolwski (1988) propõe que a somatização “é uma tendência que o indivíduo tem de vivenciar e comunicar suas angústias de forma somática, isto é, através de sintomas físicos que não têm uma evidência patológica, os quais atribuem a doenças orgânicas, levando-o a procurar ajuda médica”.

 Na atualidade, a Psicossomática refere-se ao estudo da pessoa como ser histórico. É o estudo das relações mente corpo com ênfase na explicação psicológica da patologia somática, uma proposta de assistência integral e uma transcrição para a linguagem psicológica dos sintomas corporais (MELO FILHO, 1992, p.225).

Para Bergeret (1998), as psicossomatizações existem em indivíduos com qualquer estrutura de personalidade, mas encontram-se mais próximas daqueles com organização limítrofe. Perestrello (1996) diz que algumas pessoas, por não terem encontrado melhor solução para um “impasse existencial”, desenvolvem uma doença como negação dessa situação de conflito.

De acordo com Campliglia (2004, p.78), os fatores de adoecimento na Medicina Tradicional Chinesa apontam para duas direções: interna e externa o indivíduo pode adoecer por deficiência de seu sistema de defesa (meio Interno) ou por sofrer muitas agressões do ambiente em que vive (meio Externo).

 Os fatores Internos consideram a estrutura genética e hereditária, o modo de vida e os sentimentos. Os fatores Externos dependem do clima, em suas manifestações diversas do meio ambiente. Deve-se considerar também, que ainda pode-se adoecer no físico, na mente ou em ambos, isto também seria entendido como influência do ambiente.

 Para Requena (1990, p.60), as causas psíquicas são de grande interesse. Elas podem provocar isoladamente a desorganização de todo o sistema energético dos meridianos e causar várias desordens, esta visão compactua com a teoria da psicossomática.

A partir do advento da Psicossomática e das muitas terapias com enfoque corporal, passou-se a acreditar que as doenças físicas como gastrite, dores articulares, cefaléias, doenças intestinais e, até mesmo, câncer teriam como base alterações emocionais.  Isto é importante, para que se possam observar as doenças com novos olhos, talvez mais otimistas, uma vez que o paciente tem importante papel a cumprir na profilaxia e no tratamento dos problemas, que antes só o médico resolvia.

O presente trabalho tem como objetivos identificar a influência das emoções no adoecimento, bem como, levantar conceitos e definições sobre Psicossomática, relacionar a concepção de Psicossomática na etiopatogenia segundo a MTC e seus aspectos diagnósticos, verificar a eficácia da Acupuntura em doenças Psicossomáticas.

 

 

 

 

 

3 METODOLOGIA                  

 

Foi realizado um levantamento da literatura cientifica nacional e internacional, nas bibliotecas da UMC, UNIFESP, bem como em bases de dados e sites de credibilidade como: BIREME, LILACS, MED LINE, SCIELO e Periódicos Capes.

 

                                                     

 

 

 

4 PSICOSSOMÁTICA

 

 

A noção de que o corpo e a mente são partes de um organismo e que a saúde é fruto deste equilíbrio entre as partes do indivíduo e deste com o meio ambiente, já estava presente nos pais da Medicina Ocidental, Hipócrates e Galeno. Este chegou a observar que mulheres deprimidas apresentavam maior incidência de câncer. (CARVALHO, 2002).

Em meados do século XIX, antes do advento da Psicanálise é que surge Heinrotz, um psiquiatra alemão, que reconheceu a influência das “paixões” em algumas doenças. Ele foi o primeiro a utilizar o termo Psicossomática, sendo considerado por muitos o pioneiro nesse campo. Outros vieram depois dele sustentando a importância dos afetos no adoecer. (FONSECA, 2007).

No final do século XIX a integração mente-corpo foi retomada por Freud, em seus “Estudos sobre Histeria”. Ele demonstrou que acontecimentos psíquicos podiam ter conseqüências orgânicas e abriu caminho para que inúmeras pesquisas buscassem as inter-relações entre os aspectos biológicos, psicológicos e sociais. Esta linha de pensamento e ação deu origem ao modelo biopsicossocial na Medicina, que ganha cada vez mais adeptos, mas ainda encontra resistência na Medicina tradicional. (CARVALHO, 2002)

Foram encontradas considerações preliminares sobre o fenômeno Psicossomático esboçadas por Freud em Introdução ao narcisismo (1914). Nesse texto, o pai da psicanálise atrelou a doença orgânica à distribuição da libido, que estaria represada e, conseqüentemente, modificava o Eu. O investimento que deveria estar nos objetos é diluído e redirecionado para o Eu, afirma Freud.   (LEITE, et al., 2003).

Para Lacan apud Fonseca (2002), não existia o sintoma, mas sim: “fenômenos estruturados de modo bem diferente do que se passa nas neuroses, a saber, onde há não sei que impressão ou inscrição direta de uma característica, e mesmo, em certos casos, de um conflito, no que se pode chamar o quadro material que apresenta o sujeito enquanto ser corpóreo”.

De acordo com Czeresnia (2007), as características de doenças como as alérgicas e auto-imunes reclamam explicações que tenham como referência o processo de constituição do organismo e não a definição de causas específicas de doença. No contexto histórico das investigações acerca destas doenças expressaram-se, desde o início do século XX, pontos de vista que chamaram atenção para as inter-relações entre psique e soma e para a importância da individualidade biológica.

 Para Leite et al., (2003), as doenças Psicossomáticas são consideradas como um continente obscuro tanto na clínica médica quanto na psicanalítica. Com etiologias deveras incertas, invadem o corpo do indivíduo e dilaceram-lhe os órgãos, acrescentando um prognóstico muitas vezes sombrio. Diferenciam-se das conversões, entre outros aspectos, por sua menor probabilidade de remissão espontânea. Os sintomas conversivos, diante de um processo interpretativo apropriado, tendem a reverter rapidamente à alteração corporal, enquanto que o fenômeno psicossomático não desaparece com tamanha agilidade, sendo comum que alternem aparecimento e desaparecimento. Eis uma primeira distinção entre o fenômeno psicossomático e o sintoma.

Outra distinção, apontada por Elael (2000), entre os sintomas de natureza simbólica e o fenômeno. Segundo ela, os sintomas assemelham-se à letra e, dessa maneira, estão submetidos à leitura, podendo ser deslizados; enquanto os fenômenos Psicossomáticos são cristalizados e encriptados no corpo, tornando-se refratários a qualquer interpretação (leitura).

A moléstia Psicossomática obriga a ir além de todo reducionismo, seja psíquico, seja somático, já que um fenômeno pode ser psíquico e somático, ao mesmo tempo (ANSERMET, 2003, p. 163).

Na Psicossomática também ocorre um gozo, um ganho com o sofrimento, mas o sujeito não conjuga sua construção subjetiva ao fenômeno per si e a satisfação secundária do quantum pulsional não é vinculável a ele. Esses fenômenos imprimem no corpo uma marca, tatuam algo que não pode ser dito, nem deslizado, que não pode ser acessado simplesmente pela via do sentido (LEITE et al., 2003).

O corpo funda o ser, fazendo com que uma pessoa possa dizer: “Eu sou (isto, aquilo)”. A energia do corpo é pulsional, e é preciso que a pulsão se dirija ao exterior, levando para fora do corpo um excesso que intoxica e mata. Ao excesso de energia retida no corpo Lacan nomeia de “gozo”. Desde a fundação do sujeito, uma parte do gozo deve ser perdida (VIDAL, 2000).

Leite et al., (2003), também observam Psicossomática como um enigma para os profissionais que dele tratam horror, desgraça ou consolo para os pacientes que o portam.

            Para Carvalho (2002), as doenças infecciosas, alérgicas, auto-imunes, câncer são reconhecidas como tendo um forte componente Psicossomático.

De todo modo, é no corpo que a desordem Psicossomática se manifesta, e sabe-se que justamente a noção de corpo está longe de ser unívoca. A Medicina, que entra cada vez mais no discurso da ciência, tende a fazer prevalecer uma noção de corpo como um conjunto de células e tecidos. Na ciência, o corpo tem sido reduzido aos registros somático, anatômico e biológico. (MYSSOIR, 2007)

Lacan (2002, p.352) observa a Psicossomática como Fenômeno não sintoma assim: “fenômenos estruturados de modo bem diferente do que se passa nas neuroses, a saber, onde há não sei que impressão ou inscrição direta de uma característica, e mesmo, em certos casos, de um conflito, no que se pode chamar o quadro material que apresenta o sujeito enquanto ser corpóreo”. 

 De acordo com Leite et al. (2003) é possível pensar que os Fatores Psicossomáticos advém de uma conjuntura: o encontro do necessário – real do trauma representado pela indução significante (palavras venenosas) – com o contingente, representado por fatores genéticos, hábitos de vida, etc. Nesse caso, a contingência também seria evidente na forma como o real do trauma se faz presente para dado sujeito – ele ocorre para todos, é da ordem do necessário, mas a maneira como ocorre é contingente.

                                         

 

 

 

 

 

5 HISTÓRICO DA ACUPUNTURA

                                                                                                                

                                                                  

A  Acupuntura foi fundamentada e estruturada em bases filosóficas, e não científicas, há 5000 anos. Tymowski (1986, p.18) afirma que a Medicina tradicional chinesa é fundamentada no conceito filosófico taoísta de integridade e unidade do todo, a unidade do organismo humano em si e a unidade maior do ser humano com a natureza; ela representa a condição vital para nossa sobrevivência.

Segundo Mann (1994, p.17), “foi há 5000 anos que o legendário Imperador Amarelo chamou o seu médico-chefe e ordenou-lhe: ‘Relate-me tudo sobre a Natureza, o Tao e as leis da acupuntura.’ O diálogo que se seguiu a essa ordem foi escrito mais tarde, em vinte e quatro volumes, e constitui o primeiro registro de que dispomos sobre a acupuntura …”

O conhecimento da Acupuntura em uma perspectiva histórica contribui para reduzir o estranhamento que pode advir do primeiro contato entre sua filosofia e o pensamento científico. A origem da Acupuntura remonta à pré-história, precedendo a criação da escrita (4.000 AC). Apesar de essa técnica ter florescido na MTC, restringir seu desenvolvimento inicial ao território chinês é uma hipótese que pode não ser verdadeira. Múmias humanas pré-históricas encontradas na Sibéria, Peru, Chile e no Tirol portando tatuagens circulares não ornamentais contendo partículas de carvão e localizadas paralelamente e ao longo da coluna vertebral, sugerem o conhecimento da localização dos pontos de acupuntura e o uso do estímulo térmico dos mesmos, para além do continente asiático. Sem sombra de dúvida, a sistematização de conhecimentos e o amadurecimento da técnica se deram na China das grandes Dinastias (DORFER et al., 1999).

Escavações nas ruínas Yang-Shao, na província chinesa de Henan, mostram o uso de um instrumento de pedra polida e afiada denominado Bian-Shi (agulha de pedra) para drenagem de abscessos e o estímulo de áreas específicas do corpo, no período neolítico (MA, 2000). Em tumbas da Dinastia Han do Oeste (206 AC a 22 D.C.), em Hunan, rolos de seda pertencentes a um período anterior à Dinastia Qin (221 a 206 AC) contém textos que se referem à utilização de moxabustão (bastões incandescentes de Artemisia vulgaris), sugerindo que a técnica de estímulo térmico do ponto precedeu a utilização de inserção de agulhas. Ao longo de sua história, instrumentos de bambu, ossos, jade e metais têm sido utilizados para estímulo do ponto de AP (CHEN, 1997). Durante o período Zhou (772 AC a 480 AC), o confucionismo vem somar-se ao Taoísmo, trazendo o conceito de que a saúde está diretamente relacionada aos atos praticados pelo indivíduo e afastando assim a idéia da origem sobrenatural para as doenças. Após a unificação da China (século III AC), a Acupuntura experimenta um desenvolvimento notável, quando adquire uma sistemática de teorias e princípios e a substituição gradual da Bian-Shi por agulhas de bronze, ferro, prata e ouro, acompanhando o progresso da metalurgia. O número de médicos servindo à corte e à população aumenta significativamente a partir de então (MA, 1992). Um dos livros de AP mais antigos é o Huang Di Ney Jing: “Clássico do Imperador Amarelo Sobre Medicina Interna” ou “Tratado de Medicina Interna do Imperador Amarelo”, escrito na Dinastia Han (206 AC a 220 DC) e atribuído ao mítico Imperador Amarelo, Huang Di (2698 a2598 AC), criador da escrita chinesa e unificador da China. Esse texto é, até os dias atuais, a base da MTC e traz informações sobre anatomia, fisiologia, patologia, diagnóstico e tratamento de doenças. Esse tratado já afirma que o sangue flui continuamente por todo o corpo, sob controle do coração, cerca de 2.000 anos antes de Sir William Harvey propor sua teoria da circulação sangüínea em 1628 (RISTOL, 1997).

A MTC permaneceu como forma exclusiva de terapia exercida na China até que as práticas médicas ocidentais fossem introduzidas durante a dinastia Ching (1644 a 1911), quando a AP foi rejeitada pela elite e chegou a ser banida pelo governo. Na década de 1940, Mao Tsé-Tung, líder da Revolução Chinesa, estimula uma política de integração entre os dois sistemas médicos, incrementando o ensino e pesquisa com MTC, declarando que “a Medicina e a Farmacologia chinesas são um palácio de grandes tesouros, devendo ser feitos todos os esforços para sua exploração, e para sua ascensão a níveis mais elevados”. Os baixos custos dessa prática colaboraram nessa decisão, permitindo à população maior acesso à saúde. A China faz uso da AP para promoção da hipoalgesia cirúrgica em pacientes humanos desde o fim da década de 1950 ( XIE & PREAST, 2007, p.376). (Desconhecendo experiências prévias com eletroacupuntura na França, o Professor Jisheng Han inicia em Pequim, em 1965, pesquisas com) eletroacupuntura e seus mecanismos de ação (MACDONALD, 1993).

 De acordo com o Conselho Regional de Psicologia (2011) a Acupuntura, praticada há mais de dois mil anos, é uma técnica de origem chinesa que consiste na estimulação de pontos do corpo humano através de instrumentos apropriados com finalidade terapêutica. A Acupuntura tradicionalmente é realizada pela inserção de agulhas; entretanto, estímulos não evasivos estão ganhando espaço. A prática foi introduzida no Japão há mais de mil anos e na Europa no século XVIII. No Brasil, a acupuntura foi trazida pelos imigrantes japoneses há 87 anos. Estima-se haver 20 mil profissionais a praticando país, dentre os quais estão médicos, fisioterapeutas, biomédicos, farmacêuticos, psicólogos, enfermeiros, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais.

            No Oriente, a Acupuntura vem sendo usada com finalidades preventiva e terapêutica há vários milênios. De fato, agulhas de pedra e de espinha de peixe foram utilizadas na China durante a Idade da Pedra (cerca de 3000 anos AC). Ney Jing, ou “Clássico do Imperador Amarelo sobre Medicina Interna”, texto clássico e fundamental da MTC, descreve aspectos anatômicos, fisiológicos, patológicos, diagnósticos e terapêuticos das moléstias à luz da medicina oriental. Nesse tratado, já se afirmava que o sangue flui continuamente por todo o corpo, sob controle do coração. Cerca de 2000 anos depois, mais precisamente em 1628, William Harvey, proporia sua teoria sobre a circulação sangüínea (ALTMAN, 1992, p. 454).

A introdução da Acupuntura no Ocidente está vinculada à fundação da Companhia das Índias Ocidentais, em 1602. Já a acupuntura veterinária se inicia na Escola de Veterinária de Alfort, quando Lepetit e Bernar publicam ilustrações com localização dos canais de acupuntura em cães (SCHIPPERS, 1993).

 

 

 6 ACUPUNTURA E VISÃO DA MEDICINA TRADICIONAL CHINESA

                      

Derivada dos radicais latinos acus e pungere, que significam agulha e puncionar, respectivamente, a acupuntura visa à terapia e cura das enfermidades pela aplicação de estímulos através da pele, com a inserção de agulhas em pontos específicos (WEN, 1989; JAGGAR, 1992; SCHOEN, 1993) chamados acupontos. Trata-se também de uma terapia reflexa, em que o estímulo de uma área age sobre outra(s). Para este fim, utiliza, principalmente, o estímulo nociceptivo (LUNDEBERG, 1993).

De acordo com o dicionário Aurélio, Acupuntura é um Método terapêutico, muito antigo, que consiste na introdução ou inserção de agulhas em pontos na superfície da pele, com objetivos diversos. 

           Já no dicionário brasileiro Michaelis encontram a seguinte definição a Acupuntura é um tratamento de origem Chinesa que consiste em introduzir agulhas metálicas finas em pontos do corpo humano para tratamento ou aliviar a dor.

Para a MTC os distúrbios e as doenças são resultados de determinantes multifatoriais e os seus recursos terapêuticos são vários: a acupuntura, a fitoterapia a dietototerapia, os exercícios físicos, respiratórios e mentais, a moxabustão, a aplicação de ventosa, as massagens terapêuticas e o feng shui (CRAIG, 1995).

            A MTC é um sistema médico de cinco mil anos com seus próprios enfoques: Filosóficos, teorias de Yin e Yang, e os cinco movimentos, os Zang Fu (órgãos e Vísceras), o sistema de canais e colaterais, e as substâncias fundamentais do corpo humano (Qi, Sangue e Fluídos), etiopatogênicos; métodos e diagnósticos; diferenciação de Síndromes ou padrões de desarmonia e técnicas terapêuticas).

            Esses conhecimentos básicos da MTC são necessários para a identificação do padrão de desarmonia que porta um paciente, condição determinante na seleção das técnicas e métodos mais adequados ao tratamento de um caso clínico específico (CAPDET, 2002; p. VII-VIII).

A Acupuntura entre outros procedimentos terapêuticos, tem-se mostrado no mundo todo uma alternativa eficaz e sem efeitos colaterais dos medicamentos alopáticos, para auxiliar no tratamento dos transtornos mentais. Sua ação multissistêmica tem sido mais aceita nos últimos anos, ela é utilizada para tratar vários transtornos inclusive os mentais, como quadros ansiosos, depressivos, e melancolia entre outros.

A Acupuntura entre outros procedimentos terapêuticos, tem sido aplicada no mundo todo para auxiliar no tratamento dos transtornos mentais. ( MAMBER, 2002)

Para Chonghuo (1993) a Acupuntura pode ser entendida como um recurso utilizado para restaurar o Fluxo de Qi pela inserção de agulhas em pontos específicos localizados no trajeto dos Meridianos. Essas inserções são feitas para limpar qualquer bloqueio ou dano, de modo a liberar o fluxo para melhor alimentar o corpo inteiro.

            Stiefvater (1996, p. 223) ensina que: “Quem se ocupa durante muito tempo com acupuntura não pode deixar de considerar o seu aspecto psicossomático”.

A acupuntura trata a irritabilidade a raiva, melhora a emoção, pode contribuir para diminuir o risco de doenças cardiovasculares e atenua de forma significante o aumento da pressão arterial durante o estresse mental. Sabe-se que o risco de um infarto no miocárdio durante a raiva é nove vezes maior do que em outro momento, (HAKER, 2000).

A Medicina tradicional chinesa considera impossível dissociar o psiquismo da unidade total do ser humano integrado ao “Universo”, mesmo que didaticamente. Sobre a pesquisa e o estudo do psiquismo, encontramos Faubert (1990), que afirma: “O conjunto do psiquismo é formado por cinco funções, geralmente designado por Charles Leville-Méry pelo termo entidades viscerais”.

 

 

 

  

7 NATUREZA DA MENTE NA MEDICINA TRADICIONAL CHINESA

 

 

Segundo Maciocia (2009, p. 201), a Mente é o mais sutil tipo não substancial de QI, e pode ser traduzido como “espírito” Mente (shen).

            Shen (Mente) indica atividade do pensamento, consciência, “insight” e memória. Dependem do Coração (Residência do Shen). Shen (espírito) indica o complexo dos cinco aspectos mentais e espirituais: Alma Etérea (Hun), Alma Corpórea (Po), Inteligência (Yi), Força de Vontade (Zhi) e Mente (Shen) propriamente dita. (MACIOCIA 2009, p. 202)

Outro significado: qualidade sutil e indefinível de “vida”, “prosperidade” ou “brilho” que transparecem no aspecto saudável: qualidade que se aplicam à tez, olhos, língua e pulso.

“Três Tesouros” (três estados de condensação de Qi): integração íntima entre corpo e Mente – integração da Essência (mais densa), Qi (mais rarefeito) e Mente (mais sutil).

      De acordo com Maciocia, (2009, p. 203) a Essência é base biológica da Mente (armazenado nos Rins), o Qi – órgãos responsáveis Pulmões-Estômago-Baço Pâncreas, a Mente – Coração responsável por diferentes atividades mentais: pensamento, memória, consciência, “insight”, cognição, sono, inteligência, sabedoria, idéias. E também: audição, visão, tato, paladar e olfato.  Os órgãos podem ser afetados pelas emoções, mas apenas a Mente-coração pode identificá-las e “senti-las”.                                                                                                

Já a Medicina Ocidental atribui a maior parte das funções da Mente ao cérebro.

 

 

7.1 EFEITOS DOS CINCO ASPECTOS MENTAIS E EMOCIONAIS SOBRE A MENTE E O CORPO

 

          A MTC é um sistema médico de cinco mil anos com seus próprios enfoques: filosóficos, teorias de Yin e Yang, e os cinco movimentos, os Zanga Fu (órgãos e Vísceras), o sistema de canais e colaterais, e as substâncias fundamentais do corpo     humano (Qi, Sangue e Fluídos), etiopatogênicos; métodos e diagnósticos; diferenciação de Síndromes ou padrões de desarmonia e técnicas terapêuticas). Esses conhecimentos básicos da MTC são necessários para a identificação do padrão de desarmonia que porta um paciente, condição determinante na seleção das técnicas e métodos mais adequados ao tratamento de um caso clínico específico (CAPDET, 2002; p. VII-VIII).

            De acordo com Maciocia, (2009, p. 204), a mente e o coração são pivôs das atividades mentais. Princeps of Medical Practice apud Maciocia (2009, p. 204): “A Mente do coração apreende e une a Alma Etérea e a Alma Corpórea e combina-se com a Inteligência e com a Força de Vontade”.

                 Todos os órgãos (Yin) “abrigam” um aspecto mental e espiritual particular do ser humano. São eles: mente (Shen) – Coração (raiz da vida), alma etérea (Hun) – Fígado (raiz da harmonização), alma Corpórea (Po) – Pulmões (raiz do Qi), inteligência (Yi) – Baço/Pâncreas (memória), força de Vontade (Zhi) – Rins (raiz da Essência), estes cinco aspectos reunidos formam o “Espírito” ou Shen (MACIOCIA, 2009, p. 204).

                  A Alma Etérea (Hun) corresponde ao conceito Ocidental de espírito ou alma; sobrevive ao corpo e flui de volta para o Céu (um estado de energias e seres sutis e não substanciais). Aquela parte da alma que na morte deixa o corpo, carregando com ela uma aparência de forma física. Conceito relacionado a crenças chinesas antigas (espíritos, almas e demônios – preservam a aparência física e vagueiam no mundo dos espíritos) (MACIOCIA, 2009, p. 205).

 Alma Etérea é enraizada no Fígado (Yin do Fígado que inclui o sangue). Se o Yin do Fígado estiver esgotado, a Alma Etérea é despojada de sua residência e fica sem raiz (vagueia sem objetivo), podendo resultar em insônia, timidez, medo e perda do sentido de direção (MACIOCIA, 2009, p.206).

A alma Corpórea (Po) reside nos pulmões ela é a parte da Alma que é inseparável do corpo e vai para a Terra, juntamente com ele, na morte. Expressão somática da Alma (ou o espírito do corpo). A Alma Corpórea dá ao corpo a capacidade de movimento, agilidade, equilíbrio e coordenação dos movimentos. Há sete tipos de Alma Corpórea: os cinco sentidos, os membros e a Alma Corpórea como um todo. (MACIOCIA, 2009, p.209).

A inteligência (YI) reside no Baço/Pâncreas e é responsável pelo pensamento aplicado, pelo estudo, pela memorização, pela focalização, pela concentração e pela produção de idéias. O Qi Pós-natal e o Sangue são as bases fisiológicas da Inteligência. Interligação entre Inteligência (Baço/Pâncreas), a Mente (Coração) e a Força de Vontade (Rins) (MACIOCIA, 2009 p.211).

A entidade visceral Zhi reside nos Rins, a palavra Zhi indica memória, força de vontade e também pode indicar os cinco aspectos mentais: Mente, Alma Etérea, Alma Corpórea, Inteligência e Força de vontade propriamente dita. Para não confundir, deve-se ter em mente que Zhi também inclui significado de memória e capacidade de memorização e recordação. Os Rins abrigam a Força de Vontade – indica direção, determinação, um propósito de busca de objetivos e motivação. A deficiência dos Rins e da Força de Vontade constitui-se em um aspecto importante da depressão crônica. A Força de Vontade deve ser coordenada com a Mente – os Rins e o Coração devem comunicar-se (MACIOCIA 2009, p. 212).

 

De acordo com Maciocia (2009, p 213) na MTC as emoções (como causa de doenças) são estímulos mentais que perturbam a Mente, a Alma Etérea e a Alma Corpórea e através delas, alteram o equilíbrio entre os órgãos internos e a harmonia do Qi e do Sangue. O estresse emocional prejudica os órgãos internos e, por outro lado, a desarmonia dos órgãos internos causa desequilíbrio emocional.

           Na concepção da filosofia taoísta, base da MTC, o ser humano é composto por cinco elementos: Fogo, Terra, Metal, Água e Madeira. Estes são à base da concepção do Universo e de todos os seus componentes, logo, todas as estruturas, sistemas fisiológicos, órgãos, vísceras ou estruturas psíquicas, na sua concepção, estão relacionadas a cada um dos elementos. Sendo cinco os elementos e segundo a concepção oriental, há cinco órgãos, cinco emoções básicas, cinco cores, cinco odores, cinco tipos “psicológicos” (conhecimento na Acupuntura como Acupuntura constitucional), e, dessa forma, todas as coisas poderiam ser correlacionadas segundo suas características predominantes, que são as mesmas encontradas nos elementos. Cada entidade visceral: Shen, Yi, Po, Zhi e Hun estão relacionadas a um sistema que leva um nome de um órgão físico ocidental.

Cada sistema possui uma fisiologia própria que inclui sentimentos, emoções, dor, cor, manifestações específicas de excesso, de insuficiência e tratamento específico. O sistema chamado Coração (C), é diferente do órgão coração dos ocidentais, pois, para os orientais, esse sistema Coração, além do órgão, abrangeria também as emoções, o calor, a cor vermelha, a alegria, o riso, o sabor amargo, está relacionado a entidade visceral Shen.

 Cada uma das entidades viscerais se correlaciona a um órgão próprio e, portanto com seu respectivo elemento, e apresenta características e manifestações psíquicas que lhe são específicas; por esse motivo, possuem correspondentes fisiológicos, sendo que o equilíbrio do psiquismo em geral provém do equilíbrio holístico do corpo como um todo. A condição de saúde é resultante da condição da existência de certo equilíbrio entre todos os sistemas internos físicos ou psíquicos. Saúde em sentido amplo, a situação de desequilíbrio é expressa por sinais de hiperfuncionalidade, como a depressão ou uma insuficiência. Tais sinais poderiam apontar a direção de uma condição que levará ao sofrimento, seja ele físico ou mental, usando-se as emoções como um dos indicadores, é possível conhecer o desequilíbrio da energia que afeta a unidade homem e, através da terapêutica proposta pela MTC, por exemplo, a Acupuntura, corrige esse desequilíbrio. Os cinco órgãos Zang do homem produzem as cinco energias, que surgem, respectivamente, como excesso de alegria, raiva, melancolia, ansiedade e terror (SILVA, 2007).

            Para Maciocia (2009, p.213) as emoções são estímulos mentais que em circunstâncias normais não se constituem causa de doenças. Não confundir vida mental e espiritual com vida emocional. As emoções se tornam causa de doenças apenas quando são excessivas e/ou prolongadas. A mesma energia mental que produz e nutre as emoções excessivas pode ser utilizada e direcionada para propósitos criativos e satisfatórios para o corpo.

           Com base na MTC e sua etiologia, pode-se citar os sete fatores emocionais, a alegria, a ira, a tristeza, a melancolia, a ansiedade, o medo e o choque estas são as emoções que resultam das reações diante do estímulo do ambiente. Uma excitação emocional súbita ou de duração prolongada pode prejudicar a saúde, causando distúrbios funcionais de Energia e de Sangue excessivo, convertendo-se em fatores patogênicos internos. Esses sete fatores emocionais que lesam os Órgãos correspondentes são chamados também de “os sete fatores emocionais que causam lesões internas”, e são um dos principais fatores que motivam as lesões internas (YAMAMURA, 1996, p. 149, 150).

            Segundo o mesmo autor, existem relações estreitas entre as atividades emocionais e os Órgãos internos, uma vez que as emoções têm como base material a Essência dos Órgãos, e os estímulos exteriores que se convertem em emoções somente quando exercem influências maléficas nos órgãos correspondentes, por isso é que em Yinyang Yingxiang Dalun de Su Wen diz que: “o ser humano tem cinco Órgãos que produzem a Essência, dos quais derivam-se a alegria, a melancolia, a ira, a tristeza e o terror”. No aspecto emocional, o Coração manifesta-se pela alegria; o Fígado manifesta-se pela cólera; o Baço Pâncreas pela preocupação, o Pulmão manifesta-se pela melancolia e os Rins pelo terror. As manifestações diferentes das emoções lesam por sua vez, os seus Órgãos internos correspondentes, assim, a ira lesa o Fígado; a alegria lesa o Coração; a preocupação lesa o Baço Pâncreas, a tristeza, o pulmão e o terror lesam os rins, as emoções afetam principalmente a função do Qi causando a disfunção de subida e de descida da energia assim como as desordens funcionais de energia e de Sangue. As manifestações dos órgãos e das vísceras provocadas pelas alterações do Qi são: a ira faz subir a energia; a alegria faz circular a energia; a tristeza faz dissipar e energia; o terror faz descer a energia; o choque desordena a energia e a preocupação faz acumular a energia.   A ira excessiva faz subir a energia, causa a estagnação do Fígado. O sangue sobe também e ao chegar ao cérebro pode causar um desmaio. A alegria excessiva (euforia) pode causar a depressão o que faz consumir a energia do pulmão. O terror excessivo faz descer a energia dos rins que perde o tônus causando a incontinência urinária e fecal. O susto repentino lesa o rim, o coração perde seu apoio e a mente fica desalojada fazendo com que apareçam o pânico e a desordem. A preocupação excessiva pode causar a obstrução na circulação de Qi provocando a disfunção de digestão do estômago.

            De acordo com Maciota (2009, p.214) o efeito das emoções sobre a mente e o corpo pode se dar das seguintes formas: raiva (frustração e ressentimento) lesionam energia de Fígado (F), alegria afeta energia de Coração (C), preocupação afeta os Pulmões (P) e o Baço Pâncreas (BP), pensamento forçado também afetam o BP, medo afeta os Rins (R), trauma afeta os R e os C, ódio afeta o C e o F, ânsia e desejo afeta o C, culpa afeta os R e o C.

Num corpo integrado, o coração é o comandante de outros órgãos internos e é o local onde se aloja o espírito, por isso, as emoções afetam primeiramente o coração e depois os outros órgãos internos, assim como estes podem manifestar-se pelas emoções, desse modo nas afecções hepáticas observam-se os sintomas de irritabilidade; nas afecções cardíacas são observados os sintomas de desordens emocionais, tais como chorar e rir anormalmente. Por isso, no Lingshu está escrito que “pela deficiência de energia do fígado, produz se o terror e pelo excesso, produz-se a ira”; pela deficiência no coração, ocorre a tristeza e pelo excesso ri sem cessar. (YAMAMURA, 1996, p.149,150).

            Maciocia (2009, p.215) acredita que as sete emoções prejudicam os Cinco Órgãos Yin, mas todas afetam o Coração.

 

 

 

 

8 TRATAMENTOS COM ACUPUNTURA       

              

            Garcia e Miranda (2009) promoveram uma pesquisa com psoríase, pois, para eles os métodos terapêuticos utilizados nestas doenças variam de acordo com a localização da lesão, gravidade, duração dos surtos, os tratamentos prévios e a idade do paciente, mas, na realidade, foi afirmado que em nenhum sistema se obtém a cura, por isso este estudo foi destinado para comparar eficácia da radiação emitida pelo aparelho FOTOTER Team 101 com a técnica Fotopuntura e Acupuntura, buscando melhores resultados de tratamento e promover uma maior qualidade de vida.

Para realização deste estudo foram analisados 253 pacientes com diagnóstico clínico e histológico da psoríase no ambulatório de dermatologia do Ministério do Interior de Matanzas, no período de janeiro de 2007 a janeiro de 2008. De acordo com os critérios de inclusão e exclusão, foram incluídos 110 pacientes. Todos foram convidados com consentimento informado e foi levado em conta na seleção dos critérios de inclusão e exclusão, bem como saída.

No grupo A  foi feita a aplicação do Fotopuntura  luz invisível produzido pela arsenieto de gálio , nos acupontos seguinte: C 7, IG 4, IG11, E 36, P 7, PA 6, TA 10.

Já nos membros do grupo B (experimental) foi feito tratamento com Acupuntura nos mesmos pontos.

Ambos os grupos receberam avaliações semanais, durante os três ciclos de tratamento de quatro semanas cada um, e todos receberam posteriormente acompanhamento do tratamento de um mês com avaliações quinzenais. Ambos os grupos tiveram resultados positivos, sendo que na maioria da amostra os participantes obtiveram branqueamento das lesões na quarta semana de tratamento, bem como o desaparecimento de prurido. Demonstrando que o tratamento com o FOTOTER Team 101 (Fotopuntura), foi tão eficaz quanto o tratamento com a Acupuntura no tratamento da psoríase.

            Jacas et al. (2004), fizeram um estudo experimental em 41 pacientes com psoríase todos maiores de 15 anos que compareciam para consultas dermatológicas no Hospital Geral de Santiago no ano de 2004, para realização desta pesquisa eles dividiram os paciente em dois grupos um tratado com Acupuntura e outro com o cat gut (fio cromado usado em ambiente hospitalar para suturas).

Os membros do primeiro grupo foram tratados com pontos de Acupuntura selecionados para esta finalidade e estimulou-os a cada 5 minutos. Antes de aplicar as agulhas a pele  foi  estimulada com o martelo de 7 agulhas com aplicações suave, rítmicas e firmes, por cerca de 3 ou 4 minutos, tendo em conta a suscetibilidade dos pacientes. É benéfico para o sangramento leve ou vermelhidão na área de liberação de energia a partir da lesão.

Com duração de 10 sessões terapêuticas, descanso em dias alternados, por 10 dias e reiniciva para completar seis ciclos. No final de cada ciclo, uma avaliação de cada caso. Os pontos utilizados foram: IG11, E 36, B 6, Du 20, PC 6, R 5, B 13, P 1, P 7.

            Os pacientes do segundo grupo tratados com cat gut  tiveram infiltrados fios  de catgut cromados de 3.0 a 4.0, de 1 cm de comprimento (previamente lavado com água destilada e esterilizado com álcool de 75º e 95º), por meio de um aplicador  20 ou 22nr , com mandril acoplados. Após assepcia da pele foi introduzido,  certificando-se que o segmento de fios e permaneciam no tecido muscular e não na gordura, para facilitar a absorção do cat-gut. Depois que o mandril foi pressionado e o  trocarte foi retirada, com o segmento localizado no ponto. As aplicaçoes  foram feitas a cada 21 dias para completar 6. Os pontos escolhidos foram: B15 , B 20, B 23, B 26.

A evolução dos dois grupos de tratamento foi satisfatória, já que eliminou os sintomas e sinais no primeiro grupo 72,0%, e 75,0% no segundo grupo, de modo que somente em 26% persistiram lesões, das quais se deduz que o uso das duas técnicas oferece resultados tão eficazes quanto à terapia medicamentosa nesses casos, independentemente da idade, sexo e localização das lesões (JACAS et al., 2004).

            Num outro estudo Zao et al. (2008), compararam os efeitos terapêuticos da Acupuntura com remédio via oral no tratamento da gastrite nervosa em 80 pacientes, divididos em dois grupos, sendo que num dos grupos ele aplicou Acupuntura por um mês nos seguintes pontos: VC 12, E 36, R 3 e Shenmen, no outro grupo utilizaram: domperidona também por um mês. Este estudo chegou aos seguintes resultados: 92% dos pacientes tratados com Acupuntura obtiveram resultados, contra 75% do grupo tratado com remédio, demonstrando assim que o tratamento com a Acupuntura obteve resultados mais significativos neste tipo de doença, além de diminuir os efeitos colaterais provocados por alopatia.

            Medeiros et al. (1995) induziram úlceras gástricas em camundongos através de restrição alimentar ou da administração de indometacina. Todos os animais foram submetidos a 24 horas de jejum e a avaliação de ocorrência de ulcerações gástricas foram feitas 6 horas após os tratamentos com (I) indometacina (10mg/kg s.c.), (II) Acupuntura, (III) indometacina + Acupuntura, (IV) apenas jejum. A estimulação do acuponto Zuzanli com agulhas permanentes fixadas com cola instantânea foi capaz de diminuir as ulcerações provocadas pelo jejum prolongado, mas não aquelas provocadas pelo antiinflamatório não esteroidal. Kendall (1989) cita também que a eletroacupuntura no acuponto Zusanli (E36) em ratos pode promover reparo tecidual em úlceras gástricas, reduzindo a área da úlcera.

            Tougas et al., (1992) demonstraram que a Acupuntura é capaz de reduzir, durante 30 min, a secreção ácida do estômago em voluntários sadios do sexo masculino.

 

 

 

 

9 CONCLUSÃO                       

 

            Este trabalho revestiu-se de grande interesse, na medida em que identificou a influência dos estados emocionais no adoecimento, levantou conceitos sobre Psicossomática e relacionou com a etiopatogenia segundo a MTC, verificou a eficácia da Acupuntura em doenças Psicossomáticas.

            Sabendo que nas doenças aqui estudadas o aspecto psicológico influência muito em suas manifestações, a MTC surge como uma alternativa para tratar o paciente acometido com estas enfermidades, pois observa tanto os sintomas físicos quanto os emocionais tratando o paciente de forma integral sem dicotomia mente-corpo, sem gerar os indesejáveis efeitos colaterais ou pelo menos na minimização dos mesmos, trazendo assim bons resultados.

A partir do presente estudo pode-se concluir que o fenômeno Psicossomático começa ser abordado no século XIX, desde esta época gerou muitos trabalhos científicos e conceitos diversificados, os autores aqui estudados observam que Psicossomática é basicamente uma forma de manifestação de aspectos psíquicos que acabam gerando enfermidades orgânicas.

 Fica claro com esta pesquisa que Psicossomática não é um caminho novo que se apresenta como um resgate da essência humana. Mostra que há milênios e cada vez mais é praticada com naturalidade no Oriente, não necessariamente com esse nome.

Esta pesquisa demonstra que Psicossomática na MTC já estava presente há 5000 anos, pois na MTC o homem é observado como um ser indivisível, e que corpo e mente fazem parte da mesma coisa, na medida em que a Acupuntura traz conceitos que muito se aproximam das atuais construções teóricas sobre Psicossomática. Algumas citações de textos tradicionais da Medicina Tradicional Chineses aqui apresentados demonstram que este conceito já era abordado não com o título de Psicossomática, mas como Cinco Elementos.

Através desta revisão bibliográfica foram esclarecidos e adicionados conhecimentos importantes para profissionais e para os portadores destas doenças no que diz respeito a relacionar o conceito de Psicossomática com a MTC, visto que nesta, a etiopatogenia se dá pela influência dos cinco aspectos emocionais sobre a Mente e o corpo, que estão diretamente relacionadas às entidades viscerais: Shen, Yi, Po, Zhi e Hun.

De acordo com o levantamento bibliográfico obtido neste trabalho, conclui-se que doenças Psicossomáticas podem ser tratadas com a Acupuntura, pois a visão da MTC corresponde em inúmeros aspectos com o conceito de Psicossomática, além da eficácia das evidências clínicas nos estudos analisados.

            Foram identificados nos artigos analisados que a Acupuntura obteve resultados tão eficazes quanto à utilização de medicamentos alopáticos, Fotopuntura e aplicação de cat gut, ficou evidente que a utilização de Acupuntura diminuiu os efeitos colaterais gerados por medicação.

Foi observado também que a eficácia da Acupuntura em doenças psicossomáticas independe da localização da doença.  Durante a pesquisa o ponto E36 e o ponto P7 aparecem com maior incidência.        

Psicossomática e a Visão do adoecer na MTC trata-se de um assunto interessante e importante a ser abordado na área da saúde, porém dificuldades foram encontradas pelo reduzido número de artigos publicados com esta temática.

            Verificou-se que apesar da eficácia demonstrada em vários artigos, existe carência nas bases científicas sobre este tema.  Esta pesquisa propõe que para obtenção de dados cada vez mais precisos sobre Psicossomática e a visão do adoecer na Terapia Tradicional Chinesa, se faz necessário a realização de mais trabalhos qualitativos e quantitativos.

 

 

 

                                             REFERÊNCIAS  

 

 

ALTMAM. Terapia pela acupuntura na clínica de pequenos animais. In ETTINGER, S.J. Tratado de medicina interna veterinária: moléstias do cão e do gato. 3 ed. São Paulo: Manole, 1992.

 

 

ANSERMET, F. O fenômeno psicossomático. Tradução de Daisy de Ávila Seidl. In: Clínica da origem: a criança entre a medicina e a psicanálise. Rio de Janeiro: ContraCapa, 2003.

 

 

BERGERET, J. A Personalidade Normal e Patológica. Porto Alegre: Artmed, 1998.

 

 

BOLIVAR, C, H. D, CABALERO, A. Tratamiento de la psoriasis con dos técnicas acupunturales. Medsan v.8 n.4. p.24-32, 2004. Disponível em: http://bvs.sld.cu/revistas/san/vol8_4_04/san02404.htm. Acesso em: 25/10/2010.

 

 

CAMPIGLIA, H. Psique e Medicina Tradicional Chinesa. São Paulo: Roca, 2004.

 

 

CAPDET, P. Apresentação. IN: MARTINS, E.I.S; LEONELLI, L.B. A Prática do Shiatsu na visão tradicionalista chinesa. São Paulo: Roca, 2002.

 

 

CARVALHO, M. Psico-oncologia: História, características e desafios. Psicologia USP. vol.

13, p.155-166, 2002.

 

 

CHEN, Y. Silk scrolls: earliest literature of meridian doctrine in ancient China. Acupuncture and Electro-Therapeutics Research International Journal, v.22, n.3/4, p.175-189, 1997.

 

 

CHONGHUO, T; YAMAMURA, Y. Tratado de Medicina Chinesa. São Paulo: Roca, 1993.

 

 

CONSELHO REGIONAL DE PSICOLOGIA (CRP). Resolução n.005/2002. Disponível em: http//www.crpsp.org.br/portal/orientação/resoluções_cfp_cfp_005-02.aspx. Acesso em: 20/02/2011.

 

 

CONSELHO REGIONAL DE PSICOLOGIA/SÂO PAULO-06 (CRPSP-06). Acupuntura um novo recurso para a Psicologia.Disponível em http//crpsp.org/portal/comunicação/jornal_crp/133/frames/fr_conversando_psicologia.aspx.

 Acesso em:20/02/2011.

 

 

CRAIG, A.R;KEARRNS.M.Results of a traditional acupunture intervention for stuttering. J Speech Hear Rev, V.38 n. 3 p. 572-8, jun.1995.

 

 

CZERESNIA, D. Interface do corpo integração da alteridade no conceito doença. Revista Brasileira de epidemiologia. vo. 10, 2007.

 

 

DORFER, L. et al. A medical report from the stone age? Lancet, v.354, n.9183, p.1023-1025, 1999.

 

 

ELAEL, C. B. O fenômeno psicossomático: uma pulsão que é de morte!, in Opção Lacaniana, Revista Brasileira Internacional de Psicanálise. Abril, n. 26/27. São Paulo: Edições Eólia, 2000.

 

 

FAUBERT, G., CREPON, P. A. Cronobiologia Chinesa. São Paulo: Ibrasa, 1990, v. 28, p.182, 1990.

 

 

FONSECA, M.C.B.  Do trauma ao efeito psicossomático lidar com o sem sentido. Agora estudos em teoria Psicanalítica.vo. 10, p.229-244, 2007.

 

 

GARCIA, L. O, MIRANDA, D. B. Empleo de la Medicina Tradicional y Natural en el tratamiento de la psoriasis. Rev méd electrón. v.31 n.3 p.1-6, 2009. Disponível em:http://w.w.w.revmatanzas.sld./revista%20médica/año%202009/vol3%202009/tema07.htm. Acesso em: 15/10/2010.

 

 

HAKER, E, EGEKVIST,H; BIERRING, P. Effects sensory stimulation (acupunture) on simpathetic activities in healthy subjects. JAuton Nery Syst. v.79, n.6, p.52-59, 2000.

 

 

JACAS. C, BOLIVAR, H. D, CABALERO, A. Tratamiento de la psoriasis con dos técnicas acupunturales. Medsan v.8 n.4. p.9-14 -32, 2004. Disponível em: http://bvs.sld.cu/revistas/san/vol8_4_04/san02404.htm. Acesso em:25/10/2010.

 

 

LACAN, J. O seminário, Livro 3, As psicoses1955/1956. Rio de janeiro: Joorge Zahar, 2002.

 

 

LEITE, A.C. Q, FREIRE, J.G, PEREIRA, E.M, ASSADI, F.G. O menino e o efeito pirilampo. Um estudo de psicose. Agora Estudos em teoria Psicanalítica. vo. 6, n.1, jan-jun, p.99-114 2003.

 

 

LIPOLWSKI, Z.J. Somatization: The concept and its clinical application. Am J Psychiatry. v.145 p.1358-1368, 1988.

 

LUNDEBERG, T. Peripheral effects of sensory nerve stimulation (acupuncture) in inflammation and ischemia. Scandinavian Journal Rehabilitation Medicine, suppl. 29, p.61-86, 1993.

 

 

MA, K.W. The roots and development of Chinese acupuncture: from prehistory to early 20th century. Acupuncture in Medicine, v.10, suppl, p.92-99, 1992.

 

 

MACDONALD, A.J.R. A brief review of the history of electrotherapy and its union with acupuncture. Acupuncture in Medicine, v.11, n.2, p.66-75, 1993.

 

 

MACIOCIA, G. A prática da Medicina Chinesa. São Paulo: Roca, 2009.

 

 

MANN, F. A Antiga Arte Chinesa de Curar. São Paulo: Hermus, 1994.

 

 

MAMBER,R.et al. Acupunture: A promissing treatment depression during pregnancy. Department of Pysichiatry and Behavioral Sciences, Stanford University 401,Quarry Rd., Stanford, CA94305, United States University of Arizona, AZ,UNITd Received 17 march 2004; accepted 26 may 2004.

 

 

MEDEIROS, M.A., COSTA, E.A., REIS, L.C., et al.. Influência do acuponto Zuzanli na função gastrintestinal em camundongos. In: REUNIÃO ANUAL DA FEDERAÇÃO DE SOCIEDADES DE BIOLOGIA EXPERIMENTAL, 11, 1996, Caxambu. Resumos… Caxambu : FESBE,   p.874, 1996.

 

 

MELLO FILHO, J. Psicossomática hoje. Porto Alegre: Artes Médicas, 1992.

 

 

MISSOYR, S, G. Doenças e manifestações psicossomáticas na infância e na adolescência.

2007.  147.f. Dissertação (Mestrado)  Faculdade de medicina da UFMG, 2007

 

 

OMS, ESTRATÉGIAS DE LA OMS SOBRE MEDICINA TRADICIONAL 2002-2005. Genebra: OMS 2005. Diponível em:  http/www.oms.org. Acessao em :14/07/2009

 

 

PERESTRELLO, D. A medicina da pessoa. São Paulo: Atheneu, 1996.

 

 

REQUENA, Y. Acupuntura e Psicologia. São Paulo: Andrei, 1990.

 

 

RISTOL, E.G.A. Acupuntura y neurología. Revista de Neurologia, v.25, n.142, p.894-898, 1997.

 

ROSS, J. Zang Fu: Sistemas de Órgãos e Vísceras da Medicina tradicional Chinesa. São Paulo: Roca, 1994.

 

 

SAITO, F.D. Tratamento através da Acupuntura em doenças depressivas e mentais na Prevenção do suicídio. 2009. 60 f. Monografia (Especialização em Acupuntura)-Universidade de Mogi das Cruzes, 2009.

 

 

SCHOEN, CONVENTION OF THE AMERICAN ASSOCIATION OF EQUINE PRACTIONERS, 39, 1993 A.M. Introduction to veterinary acupuncture: scientific basis and clinical aplications. In: ANNUAL. California. Proceedings…California, 1993. p.39.

 

 

SHIPPERS, R. The history of veterinary acupuncture and moxibustion outside China. 1993. 81f. Thesis (PHD – Tierärztliche) – Tierärztliche Houchschule, Hannover.

 

 

SILVA, D. F. Psicologia e Acupuntura aspectos históricos, políticos e teóricos. Psicol. ciência.prof., v.27, n.3, p.418-429, 2007.

 

 

STIEFVANTER0, E. W. Prática de Acupuntura. Rio de Janeiro: Reviver, 1994.

 

 

TOUGAS, G., YUAN, L.Y., RADAMAKER, J.W., et al. Effect of acupuncture on gastric acid secretion in health male volunteers. Digestive Diseases and Sciences, v.37, n.10, p.1576-1582, 1992.

 

 

TYMOWSKI, J. A Acupuntura. Rio de Janeiro: Zahar, 1986 .

 

 

VIDAL, E. A. O corpo da psicanálise. Rio de Janeiro: Escola Letra Freudiana, 2000., n. 27, p. 7-9, ano XVII.

 

 

VIDAL, E. A. O corpo da psicanálise. Rio de Janeiro: Escola Letra Freudiana, 2000., n. 27, p. 7-9, ano XVII.           

 

 

WINICOTT, D.W. Natureza Humana. Rio de Janeiro: Imago, 1990.

 

 

XIE, H.; PREAST, V. Xie’s veterinary acupuncture. Oxford: Blackwell, 2007.

 

 

YAMAMURA, Y.; NAKANO, M.A.Y. Acupuntura em dermatologia e medicina estética. São Paulo: LIMP, 2005.

 

YAMAMURA, Y. Função psíquica na medicina tradicional chinesa. Teoria dos sete espíritos(Shen), sete sentimentos e cinco emoções. Ver. Paul Acupunt. v.2 n.2 p. 2-6: São Paulo, 1996.

 

 

YAMAMURA, Y. Acupuntura Tradicional: A arte de inserir. São Paulo: Roca, 2001.

 

 

ZAO, Y. DING, M. WANG,Y. Forty case of gastrointestinal neurosis treated by acupuncture. J of Tradit  Chin Med. v.28 n.1 p.15-17, Mar. 2008

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Please give us your valuable comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *