EFICÁCIA DA ACUPUNTURA NO TRATAMENTO DA ASMA BRÔNQUICA

sexta-feira , 13, setembro 2013 Leave a comment
UNIVERSIDADE DE MOGI DAS CRUZES
DAIANE APARECIDA MEDEIROS KATO
EFICÁCIA DA ACUPUNTURA NO TRATAMENTO DA ASMA BRÔNQUICA
Mogi das Cruzes, SP
2010
UNIVERSIDADE DE MOGI DAS CRUZES
DAIANE APARECIDA MEDEIROS KATO
EFICÁCIA DA ACUPUNTURA NO TRATAMENTO DA ASMA BRÔNQUICA
Monografia apresentada ao Programa de Pós-Graduação da
Universidade   de  Mogi das Cruzes, como exigência parcial
para   a   obtenção  do título de Especialista em Acupuntura.
Orientadora: Professora Bernadete Nunes Stolai
Co-Orientador: Professor Luiz A. Alfredo
Mogi das Cruzes, SP
2010
DAIANE APARECIDA MEDEIROS KATO
EFICÁCIA DA ACUPUNTURA NO TRATAMENTO DA ASMA BRÔNQUICA
Monografia apresentada ao Programa de Pós-Graduação da
Universidade   de  Mogi das Cruzes,  como exigência parcial
para  a  obtenção  do título  de  Especialista em Acupuntura.
 
Aprovado em…………………………………..
BANCA EXAMINADORA
Professora Bernadete Nunes Stolai
Universidade de Mogi das Cruzes
Professor Luiz A. Alfredo
Universidade de Mogi das Cruzes
DEDICATÓRIA
Dedico este trabalho a Deus que me permitiu viver 22 anos com uma pessoa maravilhosa, que viveu cada segundo de sua vida com muita intensidade e amor.
E dedico novamente a Deus que vem dando força e acalmando o meu coração após a perda.
Te amo demais meu irmão…e amo também tudo o que deixou para mim.
AGRADECIMENTOS
Agradeço a todos os professores pela paciência, compreensão e motivação, principalmente naqueles momentos em que tudo parecia estar dando errado.
RESUMO
A asma é uma doença crônica inflamatória das vias aéreas inferiores em decorrência de uma reação alérgica a agentes extrínsecos e intrínsecos, fazendo com que seus portadores apresentem limitações físicas (em decorrência da dispnéia) prejudicando sua qualidade de vida e interferindo nos seus relacionamentos afetivos. A Acupuntura regula o equilíbrio do organismo, melhorando a circulação sanguínea e aumentando a resistência corpórea. Por isso, reduz ao mínimo a necessidade de medicamentos e aumenta a eficácia terapêutica, sendo uma das técnicas que pode ser associada com outras para o fortalecimento da saúde do indivíduo como um todo. O objetivo da presente monografia é reunir evidências em bases de dados científicos como: Bireme, Scielo, Pub Med e Periódicos Capes sobre a eficácia da Acupuntura no tratamento da asma brônquica. Conforme os artigos científicos pesquisados, observou-se que a maioria dos autores utilizaram os pontos de Acupuntura: VC-17, F-3, R-3, B-13, P-1, B-47, M-DC-1 (Dingchuan), P-9, P-5 e VC-22. De acordo com o levantamento bibliográfico neste trabalho, conclui-se que pacientes asmáticos respondem bem ao tratamento com Acupuntura que vai tratar cada paciente isoladamente, porém estudos com maior número de pacientes e mais aprofundados devem ser conduzidos, pois em termos de pesquisa de campo os estudos sobre a asma brônquica estão insatisfatórios.
Palavras-chave: Asma, Bronquite Asmática, Acupuntura e Medicina Tradicional Chinesa.
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO……………………………………………………………………………7
2 METODOLOGIA……………………………………………………………………….11
3 MEDICINA TRADICIONAL CHINESA………………………………………….12
4 ACUPUNTURA…………………………………………………………………………14
4.1 Acupuntura no Brasil……………………………………………………….16
5 CONCEITO DE ASMA NA VISÃO OCIDENTAL …………………………..18
6 CONCEITO DE ASMA NA VISÃO DA MEDICINA TRADICIONAL CHINESA……………………………………………………………………………………20
7 TRATAMENTO DA ASMA PELA ACUPUNTURA………………………….24
8 CONCLUSÃO…………………………………………………………………………..29
REFERÊNCIAS……………………………………………………………………………30
1 INTRODUÇÃO
No Brasil, no ano de 2000, a asma foi identificada com causa básica em 2.597 óbitos, correspondendo ao coeficiente de mortalidade de 1,53 por 100 mil habitantes e a mortalidade proporcional de 0,27%. Como causa associada, a asma foi mencionada em outros 1.292 óbitos, totalizando 3.889 óbitos com sua menção, respectivo coeficiente de mortalidade de 2,29 por 100 mil habitantes e mortalidade proporcional de 0,41% (SANTO, 2006).
A asma é uma doença crônica inflamatória das vias aéreas inferiores em decorrência de uma reação alérgica a agentes extrínsecos e intrínsecos que ocasiona a hiper-responsividade brônquica, edema da mucosa e produção de muco (VIEIRA, 2008; BRUNNER, 2005 p. 620). A maioria dos casos de asma diagnosticados na infância é do tipo extrínseca, ou seja, possuem ligação com alérgenos. Por outro lado, os casos que são diagnosticados na fase adulta geralmente são do tipo intrínseco, ou seja, não possuem origem alérgica (VIEIRA, 2008).
O III Consenso Brasileiro no Manejo da Asma de 2002, definiu asma como uma doença inflamatória crônica caracterizada por hiper-responsividade das vias aéreas inferiores e por limitação variável ao fluxo aéreo, reversível espontaneamente ou com tratamento, manifestando-se clinicamente por episódios recorrentes de sibilância, dispnéia, aperto no peito e tosse, particularmente à noite e pela manhã ao despertar. Resulta de uma interação entre genética, exposição ambiental e outros fatores específicos que levam ao desenvolvimento e manutenção dos sintomas e inflamação. Essa inflamação leva a sintomas da crise de asma caracterizados como: tosse, opressão torácica, dispnéia progressiva e sibilância (BRUNNER, 2005 p. 620).
A asma ocorre por uma interação entre fatores hereditários e ambientais, havendo uma inflamação crônica das vias aéreas e, nas crises, os pacientes manifestam falta de ar, tosse, chiado e aperto no peito, podendo apresentar grande sofrimento e, mesmo, vir a morrer como conseqüência da doença. Embora os sintomas costumem iniciar nos primeiros anos de vida, podem surgir pela primeira vez em qualquer idade (III CONSENSO BRASILEIRO NO MANEJO DA ASMA, 2002).
Não existe uma causa única para a ocorrência da asma. Na verdade, pode-se afirmar que seja uma doença multicausal, que provocam e mantém a inflamação brônquica e por conseqüência os sintomas da doença (BRUNNER, 2005 p. 621).
As estimativas mostram que a asma é responsável na rede do Sistema Único de Saúde (SUS), anualmente por aproximadamente 350 mil internações, sendo a quarta causa de hospitalização, cerca de 2.000 óbitos e milhares de procura para assistências emergenciais e ambulatoriais (SANTOS et al., 2008; DALCIN, 2009).
Segundo o III Consenso Brasileiro no Manejo da Asma (2002), a mortalidade por asma ainda é baixa, mas apresenta uma magnitude crescente em diversos países e regiões. Nos países em desenvolvimento, a mortalidade por asma vem aumentando nos últimos 10 anos, correspondendo a 5-10% das mortes por causa respiratória, com elevada proporção de óbitos domiciliares.
A asma representa um aumento no gasto financeiro familiar e uma perda da qualidade de vida dessa população infantil e adulta, além da importância de adaptação em casa como medida preventiva tais como não ter animais domésticos, cortinas, plantas, carpetes e tapetes (CAMPOS, 2009; FROTA, 2008).
A criança asmática apresenta alterações importantes do sono, devido à tosse ou desconforto respiratório, o que compromete muito o seu rendimento escolar, e a mesma é geralmente proibida pelos familiares de praticar atividades físicas, andar de bicicleta, ingerir alimentos gelados entre outros (REZENDE et al., 2008; FROTA 2008). Já no adulto, a crise de asma pode ocasionar ausência no trabalho de pelo menos duas pessoas da família, a do asmático e a de um familiar que fica em casa para cuidar deste, sendo assim, a perda da produtividade familiar é dobrada (CAMPOS, 2009).
Podemos dizer que a asma é uma patologia complexa que envolve a participação ativa dos seus portadores e familiares e leva a limitações físicas, emocionais e sociais, é necessária que a assistência pelos profissionais de saúde seja realizada de forma holística para que possibilite o controle adequado dessa patologia e melhoria da qualidade de vida (VIEIRA, 2008).
As mortes por asma são ditas incomuns e raras, entretanto impregnadas de importância dada à possibilidade de serem evitadas na sua maioria, considera-se que a mortalidade devida a asma apresenta patamares semelhantes de magnitude em várias Unidades da Federação, sendo um problema de baixa, mas não desprezível magnitude (SANTO, 2006).
Sabendo da relação entre mente e corpo, cada vez mais as pessoas buscam equilíbrio entre estes, como também buscam terapias alternativas, em complemento às terapias convencionais. A procura pelo bem estar e pela saúde faz com que surjam terapias complementares. A Acupuntura tem sido praticada há milênios e tem como princípio o equilíbrio entre o corpo e a mente. Esta técnica apresenta resultados positivos em cerca de 70 a 80% dos pacientes. Dados da FDA (Food and Drug Administration) nos Estados Unidos mostram que “9 a 12 milhões de americanos fazem tratamentos com Acupuntura por ano. Estudo realizado na Alemanha mostrou que 90% dos 40 mil pacientes analisados declararam que o tratamento com Acupuntura aliviou a dor que sentiam”, pois a Acupuntura regula o equilíbrio do organismo, melhorando a circulação sanguínea e aumentando a resistência corpórea. Por isso, reduz ao mínimo a necessidade de medicamentos e aumenta a eficácia terapêutica, sendo uma das técnicas que pode ser associada com outras para o fortalecimento da saúde do indivíduo como um todo (CERANTO, 2008).
Achados arqueológicos permitem supor que essa fonte de conhecimento remonta há pelo menos 3000 anos. No ocidente, a partir da segunda metade do século XX, a Acupuntura foi assimilada pela medicina contemporânea, e graças às pesquisas científicas empreendidas em diversos países tanto do oriente como do ocidente, seus efeitos terapêuticos foram reconhecidos e têm sido paulatinamente explicados em trabalhos científicos publicados em respeitadas revistas científicas. Admite-se, atualmente, que a estimulação de pontos de Acupuntura provoca a liberação, no sistema nervoso central, de neurotransmissores e outras substâncias responsáveis pelas respostas de promoção de analgesia, restauração de funções orgânicas e modulação imunitária. A Organização Mundial de Saúde recomenda a Acupuntura aos seus Estados-Membros, tendo produzido várias publicações sobre sua eficácia e segurança, capacitação de profissionais, bem como métodos de pesquisa e avaliação dos resultados terapêuticos das medicinas complementares e tradicionais. O consenso do National Institutes of Health dos Estados Unidos referendou a indicação da Acupuntura, de forma isolada ou como coadjuvante, em várias doenças e agravos à saúde, tais como: odontalgias, náuseas e vômitos pós-quimioterapia ou cirurgia em adultos, dependências químicas, reabilitação após acidentes vasculares cerebrais, dismenorréia, cefaléia, epicondilite, fibromialgia, dor miofascial, osteoartrite, lombalgias e asma brônquica, entre outras (BRASIL, 2006). 
Sendo assim, o objetivo da presente monografia é reunir evidências em bases de dados científicos sobre a eficácia da Acupuntura no tratamento da asma brônquica, e identificar os pontos de Acupuntura que tenham maior índice de eficácia, com base na Medicina Tradicional Chinesa.
2 METODOLOGIA
Foi realizada uma revisão da literatura científica nas bibliotecas da UMC, USP UNIFESP e em bases de dados de confiança como: Bireme, Pub Med e Periódicos Capes sendo utilizadas as palavras chaves: Asma, Bronquite Asmática, Acupuntura e Medicina Tradicional Chinesa.
3 MEDICINA TRADICIONAL CHINESA
A Medicina Tradicional Chinesa caracteriza-se por um sistema médico integral, originado há milhares de anos na China. Utiliza linguagem que retrata simbolicamente as leis da natureza e que valoriza a inter-relação harmônica entre as partes visando à integridade. Como fundamento, aponta a teoria do Yin-Yang, divisão do mundo em duas forças ou princípios fundamentais, interpretando todos os fenômenos em opostos complementares. O objetivo desse conhecimento é obter meios de equilibrar essa dualidade. Também inclui a teoria dos Cinco Movimentos que atribui a todas as coisas e fenômenos, na natureza, assim como no corpo, uma das cinco energias (Madeira, Fogo, Terra, Metal, Água). Utiliza como elementos a anamnese, palpação do pulso, observação da face e da língua em suas várias modalidades de tratamento (acupuntura, plantas medicinais, dietoterapia). A Medicina Tradicional Chinesa inclui ainda práticas corporais (lian gong, chi gong, tuina, tai-chi-chuan); práticas mentais (meditação); orientação alimentar; e o uso de plantas medicinais (fitoterapia tradicional chinesa), relacionadas à prevenção, agravos de doenças, promoção e recuperação da saúde (BRASIL, 2006).
Segundo Yamamura (2001, p. 43) a Medicina Tradicional Chinesa concentra-se na observação dos fenômenos da natureza e no estudo e compreensão dos princípios que regem a harmonia nela existente. Constitui vasto campo de conhecimento, de origem e de concepção filosófica, abrangendo vários setores ligados à saúde e à doença. Suas concepções são voltadas muito mais ao estudo dos fatores causadores da doença, à sua maneira de tratar, conforme os estágios da evolução do processo de adoecer, e, principalmente, aos estudos das formas de prevenção, na qual reside toda a essência da filosofia e da Medicina Chinesa.
A Medicina Tradicional Chinesa é uma medicina energética, ou seja, toma como base a existência de uma estrutura energética para além do corpo físico, e afirma que no nosso corpo a energia circula por canais que têm pontos específicos que, ao serem puncturados, reorganizam a circulação energética de todo o corpo. A doença, por sua vez, é sempre uma desorganização da energia funcional que controla e dinamiza os órgãos. Este sistema beneficia o aperfeiçoamento ininterrupto há vários milhares de anos, com ele se obtêm resultados mais rápidos e profundos.
Sem ele, a Acupuntura fica reduzida a uma prática empírica, sem história científica e de alcance muito mais limitado. Toda a cultura chinesa assenta em duas teorias base: a teoria do Yin e Yang e a teoria dos Cinco Elementos. Toda a visão do mundo dos chineses nasce a partir destes dois princípios básicos. A Medicina Tradicional Chinesa, como legado cultural chinês, aplica estes princípios à compreensão da natureza e do corpo humano, e a partir daí constrói o seu corpo de saber científico tradicional. Largamente estudada e reconhecida pela Organização Mundial de Saúde, a Medicina Tradicional Chinesa possui hoje, mesmo a nível ocidental, um valor inegável. De tal modo que a própria Organização Mundial de Saúde OMS emitiu, já há alguns anos, uma lista em que reconhece a sua eficácia em patologias tais como: asma brônquica, pneumonia, rinite, sinusite, hipertensão arterial, diabetes mellitus, acne, dermatite, reumatismo, tonturas, vertigens, entre outros (NOZABIELI, 2000).
4 ACUPUNTURA
A Acupuntura está inserida no conjunto de técnicas relativas à Medicina Tradicional Chinesa, que busca compreender e tratar as doenças a partir de uma visão integradora entre o corpo e a mente. Desde o primórdio da civilização chinesa a qual abrange uma gama de modalidades de terapias todas atribuídas a alguns imperadores de uma época lendária; embora se tenha tido descobertas arqueológicas, as primeiras informações sobre a técnica vieram através de uma coleção de manuscritos chineses do século XVIII a.C. – O Nei Jing (Nei Ching), comumente conhecido como o Tratado do Imperador Amarelo, uma figura mitológica que conversa com os seus médicos, revelando os dogmas da Medicina Tradicional Chinesa (SOUZA, 2007).
Esta ciência surgiu na China em plena Idade da Pedra, isto é, há aproximadamente 4.500 anos. No entanto, apesar de sua antigüidade, continua evoluindo. Com o moderno avanço tecnológico, outros instrumentos e técnicas como o ultra-som, as radiações infravermelhas, o raio laser e outros equipamentos vieram enriquecer seus recursos fisioterápicos. Derivada dos radicais latinos acus e pungere, que significam agulha e puncionar, respectivamente, a Acupuntura visa à terapia e cura das enfermidades pela aplicação de estímulos através da pele, com a inserção de agulhas em pontos específicos chamados acupontos. Trata-se também de uma terapia reflexa, em que o estímulo de uma área age sobre outra (WEN, p. 9 2003).
Foi idealizada dentro do contexto global da filosofia do Tao e das concepções filosóficas e fisiológicas que nortearam a Medicina Tradicional Chinesa. A concepção dos Canais de Energia e dos pontos de Acupuntura, o diagnóstico energético e o tratamento baseiam-se nos preceitos do Yang e do Yin, dos Cinco Movimentos, da Energia (Qi) e do Xue (Sangue) (YAMAMURA, 2001 p. 44). 
A Acupuntura é uma modalidade de intervenção em saúde que aborda de modo integral e dinâmico o processo saúde-doença no ser humano, podendo ser usada isolada ou de forma integrada com outros recursos terapêuticos. Originária da Medicina Tradicional Chinesa, a Acupuntura compreende um conjunto de procedimentos que permitem o estímulo preciso de locais anatômicos definidos por meio da inserção de agulhas filiformes metálicas para promoção, manutenção e recuperação da saúde, bem como para prevenção de agravos e doenças (BRASIL, 2006).
A Acupuntura Tradicional é baseada em um número de conceitos filosóficos, um dos quais presume que qualquer manifestação de doença é considerado um sinal de desequilíbrio entre as forças do Yin e do Yang dentro do corpo. Na teoria clássica da Acupuntura, acredita-se que todas as desordens são refletidas em pontos específicos, ou na superfície da pele ou exatamente abaixo. A energia vital circula por todo o corpo ao longo dos tão chamados meridianos, os quais têm as características ou do Yin ou do Yang (FURLAN et al., 2005).
Seu uso fundamenta-se basicamente na filosofia de Yin-Yang e na teoria dos Cinco Elementos. O conceito Yin-Yang sintetiza as duas partes contraditórias e complementares dos fenômenos da natureza e que se relacionam mutuamente. Esse conceito pode representar tanto os dois fatores opostos, assim como duas partes que compõem a essência de um aspecto (WEN, 2003 p. 10). Nesta filosofia, o Yin significa as qualidades negativas e o Yang às positivas, um não existe sem o outro, ou seja, não existe Yin ou Yang absoluto. Juntos eles formam o Tai Chi, o princípio e o fim, isto é, a vida e a morte. Segundo esta crença, essas condições opostas e complementares devem estar em equilíbrio (CERANTO, 2008).
Quanto à teoria dos Cinco Elementos, os antigos chineses perceberam, mediante a prática e observando a vida durante anos, entre outras coisas, que Madeira, Fogo, Terra, Metal e Água são fundamentais na constituição da natureza. À medida que os chineses se aprofundaram em conhecimento material, idealizaram esta teoria que relaciona as características dos Cinco Elementos da natureza, bem como as relações, atividades e mudanças que ocorrem entre eles, um gera o outro, ou pode inibi-lo ou haver uma contra-inibição, denominada de relação mãe-filho e avó-neto, em que também se deve manter um equilíbrio. Posteriormente, eles transpuseram essa relação ao desenvolvimento das doenças (NOZABIELE et al., 2000).
A teoria para explicar o seu funcionamento passou por diversas fases no tempo. As antigas lendas chinesas falam de duas grandes forças que governam a vida humana, essas teorias tratam de dois princípios que circulam equilibrados através do corpo, o Yin e o Yang, se o equilíbrio dessas duas forças se altera aparece a doença (ESTRADA et al., 2002).
O mecanismo de ação da Acupuntura baseia-se no fato de que a introdução da agulha em pontos específicos dos meridianos energéticos gera um estímulo nas terminações nervosas dos músculos, que vai para o sistema nervoso central, onde é reconhecido e traduzido em três níveis: nível hipotalâmico, onde há ativação do eixo hipotálamo-hipófise que vai gerar a liberação de β-endorfinas (analgésicos), cortisol (antiinflamatório) e serotonina (antidepressivo) na corrente sanguínea e líquido céfalo raquidiano; nível de mesencéfalo, onde haverá a ativação de neurônios da substância cinzenta, que vão liberar endorfinas e estas vão estimular a produção de serotonina e norepinefrina, nível de medula espinal, onde haverá a ativação de interneurônios na substância gelatinosa e a liberação de dinorfinas (CERANTO, 2008).
O diagnóstico para instituição do tratamento com Acupuntura leva em consideração vários aspectos do paciente. Além da anamnese ampla, no intuito de observar o corpo como um todo, são usadas características faciais, a inspeção do pulso e da língua do paciente. Para a Medicina Tradicional Chinesa, a língua é capaz de manifestar a presença de doenças em diferentes órgãos. Cada uma de suas partes representa um órgão e a observação da cor, forma, cobertura e umidade linguais são capazes de ajudar na definição da patologia (WEN, 2003 p. 30).
4.1 ACUPUNTURA NO BRASIL
O desenvolvimento da Acupuntura no Brasil se deu através de duas vertentes básicas: os imigrantes orientais, principalmente chineses e japoneses, que se estabeleceram de preferência no sul e sudeste do país; e o Prof. Frederico Spaeth, que na década de 50 chegou ao Brasil procedente da Europa, e que, como conhecedor da Acupuntura, em pouco tempo fez uma grande clientela. Em decorrência dos resultados alcançados por Spaeth, não demorou para que vários médicos se sentissem atraídos pela Acupuntura. Assim, paulatinamente vários profissionais foram se unindo ao Prof. Spaeth, e, em algum tempo, se formou o primeiro grupo de Acupuntura organizado no país. A história da Acupuntura sempre envolveu certa aura de mistério, tais as marcantes diferenças existentes entre a Medicina Tradicional Chinesa e a ocidental. Hoje a milenar terapia das agulhas, que já foi taxada inadvertidamente até como charlatanismo e curandeirismo, é reconhecida por vários Conselhos Federais de Saúde como especialidade. Reconhecimento este, plenamente legitimado, pelo imenso apoio popular e ações governamentais obtidas em nosso país (SOUZA, 2007).
5 CONCEITO DE ASMA NA VISÃO OCIDENTAL
A asma brônquica é genericamente classificada em asma extrínseca e intrínseca, classificação que decorre da participação (ou não) de mecanismos alergênicos envolvendo a imunoglobulina E (IgE). O processo asmático é basicamente dividido em duas fases, a saber: a) fase imediata, causada principalmente por espasmo do músculo liso bronquial, caracterizando a resposta de broncoconstrição típica desta fisiopatologia; b) fase tardia, ocorre em tempo variável após a exposição ao estímulo antigênico, ocasionada essencialmente por uma resposta inflamatória aguda que normalmente progride a um estado inflamatório crônico. Esta última fase é responsável pela principal característica da asma, a hiperreatividade brônquica, que se refere à sensibilidade anormal a ampla faixa de estímulos como substâncias químicas irritantes, ar frio, fármacos, alérgenos, poluentes atmosféricos, entre outros (III CONSENSO BRASILEIRO NO MANEJO DA ASMA, 2002).
A asma pode ser desencadeada por múltiplos fatores, como os ambientais, infecções de vias aéreas, exposição ocupacional, mudanças climáticas, exercício físico e refluxo gastroesofágico, dentre outros (ARAÚJO et al., 2005).
Para Dalcin, (2009) a crise de asma é causada por diferentes gatilhos que induzem inflamação nas vias aéreas e provocam broncoespasmo. Esses desencadeantes variam de pessoa para pessoa e de momento para momento na história da doença. Os principais desencadeantes da crise asmática, identificados na prática clínica, são: alérgenos inalatórios, infecção viral das vias aéreas, poluentes atmosféricos, exercício físico, mudanças climáticas, alimentos, aditivos, drogas e estresse emocional.
A fisiopatologia subjacente na asma é a inflamação difusa reversível da via aérea. A inflamação leva a obstrução a partir do seguinte: edema das membranas que revestem as vias aéreas (edema de mucosa), reduzindo o diâmetro da via aérea; contração da musculatura lisa brônquica que circunda as vias aéreas (broncoespasmo), gerando estreitamento adicional; e produção aumentada de muco, que diminui o tamanho da via aérea e pode tamponar por completo os brônquios (BRUNNER, 2005 p. 621).
A redução do calibre das vias aéreas aumenta a resistência das mesmas, e consequente hiperinsuflação pulmonar com alterações na relação ventilação-perfusão. A hiperinsuflação pulmonar é definida como um aumento da capacidade residual funcional acima do valor teórico previsto. Portanto, respirar com pulmões hiperinsuflados exige maior esforço e, assim, contribui para a sensação de dispnéia no momento da crise asmática.
Os testes de função pulmonar auxiliam no diagnóstico e monitoramento de pacientes asmáticos. Praticamente todos os testes podem se alterar. Estes podem apresentar-se normais nos assintomáticos fora de crise ou com os mais variados graus de obstrução em função do estágio da doença em que o paciente se encontra. A asma pode ser classificada quanto à gravidade em intermitente e persistente leve, moderada e grave. Estima-se que 60% dos casos de asma sejam intermitentes ou persistentes leves, 25% a 30% moderados e 5% a 10% graves. Os asmáticos graves são a minoria, mas representam a parcela maior em utilização de recursos (III CONSENSO BRASILEIRO NO MANEJO DA ASMA, 2002).
A maioria das mortes relacionadas à asma resulta de exacerbações agudas e essas mortes são consideradas evitáveis. Essas mortes provocam questões sobre os efeitos do manejo médico e sobre a prevalência e gravidade da asma. A ocorrência dessas mortes é motivo de preocupação, pois se constituem em medida de falhas durante a assistência prestada aos doentes. Desse modo, as mortes relacionadas à asma são consideradas eventos-sentinela. A asma é subestimada nas estatísticas de mortalidade (SANTO, 2006).
6 CONCEITO DE ASMA NA VISÃO DA MEDICINA TRADICIONAL CHINESA
Na concepção da Medicina Tradicional Chinesa, existem duas formas de asma brônquica: Forma-Plenitude, que se deve à Plenitude do Yang do Fígado, que restringe a ação do Pulmão, manifestando-se pela tosse, sibilos e dispnéia, e Forma-Vazio, que se relaciona com a deficiência do Rim (CARNEIRO, et al., 1998). 
Para Wenbu, (1993, p.535), a asma é causada pela fraqueza do Baço/Pâncreas e do Estômago, embora os alimentos salgados e gordurosos também possam provocar o acúmulo de mucosidade no Pulmão. Além disso, o Vento-Frio patogênico exógeno, os alérgenos, excesso de trabalho, cansaço e hiperatividade mental constituem também as causas que incitam o acúmulo de Qi provocando a disfunção de subida e descida no Pulmão.
A asma apresenta padrões do tipo Shi (excesso) e tipo Xu (deficiência). O tipo Shi apresenta-se com síndromes de estagnação de Qi, abundância de expectoração e obstrução na circulação de Qi. O tipo Xu manifesta-se em síndromes ao se repetir a crise, consumindo o Yin do Pulmão e posteriormente lesando o Baço/Pâncreas e Rim, por isso observa-se a ocorrência das síndromes Xu durante o intervalo entre dois ataques de asma (WENBU, 1993 p.536). 
Para Estrada et al., (2002) os resultados de um espasmo de brônquios podem ser uma alergia, infecção ou distúrbios emocionais. A Medicina Tradicional Chinesa na sua fisiopatologia sugere que esses ataques de dispnéia paroxística são devido a distúrbios na energia corporal que influenciam os: fatores patogênicos exógenos devido ao excesso de Vento-Frio (que evolui com tosse produtiva, respiração curta e rápida sendo que a febre pode ou não ocorrer, não há sede, língua apresenta-se com saburra branca e o pulso superficial e tenso) ou Calor-Fleuma (ocorre quando há envolvimento do Baço/Pâncreas, a língua apresenta-se seca, tosse com expectoração amarela e o pulso rápido); ou por diminuição da resistência antipatogênica, devido a um Vazio do Rim onde a respiração fica curta e rápida, sibilância grave e retrações costais, cansaço, fraqueza, sudorese e língua pálida.
Segundo Maciocia, (1996), pode-se observar diferentes tipos de asma classificadas em cinco grupos: Asma de Início Precoce, que ocorre depois de repetidas invasões de Vento Externo provocando infecções no tórax; Asma de Início Tardio, desencadeada através de dietas irregulares, excesso de trabalho e atividade sexual, invasões de Vento Externo e ainda, estresse emocional; Asma Alérgica, oriunda da deficiência dos sistemas de defesa do Qi do Pulmão e do Rim, e através do Vento; Asma relacionada a Padrões do Fígado e Asma relacionada às Emoções.
A Asma de Início Precoce, principalmente durante a infância, pode se originar de um quadro geral de fraqueza no corpo causada por doenças, como a coqueluche, sarampo e a pneumonia. Como também, através de invasões de Vento-Frio ou Fleuma-Calor classificados como fatores patogênicos externos. Essa invasão de Vento-Frio prejudica o fluxo homogêneo do Qi do Pulmão, a pele e os pêlos, acarretando no fechamento dos poros. Com o Pulmão e o sistema defensivo superficial debilitados, o Qi do Pulmão ficará estagnado não descendendo para o Estômago e nem para o Coração, trazendo como conseqüências: gastrite, refluxo alimentar e azia (na qual, são comumente associados ao quadro clínico de um asmático na Medicina Ocidental), falha no controle dos vasos sangüíneos e na harmonia dos meridianos. Por sua vez, a Fleuma-Calor atua transformando-se em Umidade, existente há muito tempo concentrado nos Pulmões, bloqueando a passagem de ar e causando enfraquecimento do Qi dos Pulmões e, assim, apresentando respiração rápida e curta, voz forte e grossa e tosse com expectoração amarela e espessa. A sua permanência no Pulmão, provocará uma sensação sufocante no tórax. Febre, inquietude e secura na boca são causadas devido à presença do Calor do Fogo (MELO, 2002).
A Asma de Início Tardio é caracterizada principalmente por deficiência do Baço-Pâncreas, este tipo de asma é facilmente associado com dieta irregular com consumo excessivo de alimentos ácidos, gordurosos e frios, o que causa uma deficiência do Baço-Pâncreas, que acarretará na formação de mucosidade; cansaço devido a excesso de trabalho ou atividade sexual excessiva. Esses fatores influenciarão na deficiência do sistema de defesa do Rim, na qual contribuirá para a instalação de Vento nos brônquios (MELO, 2002). 
A Asma Alérgica caracteriza-se pela deficiência do sistema de defesa do Qi do Pulmão e do Rim. O Rim tem papel importantíssimo na defesa do nosso organismo através do sistema imunológico (pois as células imunológicas de defesa são originárias da Medula, que é regida pela essência do Rim). Não só por influenciar o sistema imune através da conexão entre o Yang do Rim e o Qi de Defesa, mas também por apresentar uma íntima relação entre a sua Essência com os meridianos do Vaso-Governador, Vaso-Penetração e Vaso-Concepção que são responsáveis pela proteção dos fatores patogênicos externos. Obviamente por ser uma das primeiras portas de acesso dos fatores patogênicos externos ao interior do organismo, o Pulmão desempenha também um importante papel de defesa, pois uma vez deficiente, servirá igualmente como um agente causador, no momento que a hiperreatividade imunológica, considerada um dos pontos de partida para as crises de asma, é oriunda da deficiência do sistema de defesa do Qi do Rim e do Pulmão. Por sua vez, o Vento como manifestação da asma, é comumente associado a um tipo de Vento Externo crônico que se aloja nos brônquios, causando broncoespasmos (MACIOCIA,1996 p. 125).
O Fígado também pode servir como fator causal para a asma. Tanto na precoce, como na tardia, através de condições de estresse emocional que o afeta diretamente. Tal causa poderá estar relacionada aos seguintes fatores: Estagnação do Qi do Fígado, Fogo do Fígado e Deficiência no Yin do Fígado. Por fim, problemas emocionais, tais como: raiva reprimida, frustração e ressentimento durante um longo período provocam a estagnação do Qi do Fígado que, após alguns anos, pode transformar-se em Fogo do Fígado. A tristeza poderá ainda, provocar a deficiência do Yin do Fígado que, por sua vez, falhará na nutrição dos Rins fazendo com que os mesmos não o retenham. Este, devido a sua deficiência, poderá provocar uma secura no Pulmão (MELO, 2002).
A Asma relacionada às Emoções são estímulos mentais que influenciam em nossa vida afetiva. Estas se tornam a causa da doença quando são excessivas e/ou prolongadas. Raramente um indivíduo livra-se de uma sensação de alegria, tristeza, raiva, medo, entre outras. Desta forma, tal emoção irá perturbar a mente desencadeando a doença. Em contrapartida, a mesma energia mental que produz e nutre as emoções excessivas, pode ser utilizada para fins criativos e satisfatórios. Para a Medicina Tradicional Chinesa, as emoções (como causa da doença) são estímulos mentais que prejudicam a Mente, a Alma Etérea e a Alma Corpórea na qual, através delas, modificam o equilíbrio entre os órgãos internos e a harmonia do Qi e do Sangue. Várias teorias discutiram correlações entre as emoções e os órgãos Yin, porém a mais recente delas classificou-as da seguinte forma: raiva (frustração e ressentimento) afetando o Fígado; alegria afetando o Coração; preocupação afetando os Pulmões e o Baço/Pâncreas; pensamento forçado afetando o Baço/Pâncreas; tristeza (e pesar) afetando os Pulmões; medo afetando os Rins; trauma afetando os Rins e o Coração; amor afetando o Coração; ódio afetando o Coração e o Fígado; ânsia (desejo) afetando o Coração e culpa afetando os Rins e o Coração (MACIOCIA, 1996 p. 127).
Os antigos chineses classificaram a asma em três formas: Yang, Yin e Falso-Yang. A Asma-Yang ou Asma-Plenitude caracteriza-se pelas manifestações clínicas: dispnéia, sibilos, tiragem intercostal, batimento de asa de nariz e tosse seca. A Asma-Yin também chamada de Asma-Vazio apresenta manifestações de astenia, adinamia, tosse produtiva, piora aos esforços físicos e estímulos colinérgicos. A Asma Falso-Yang é a mistura destas duas formas (CARNEIRO, et al., 1997a).
O Pulmão, segundo a teoria dos Zang Fu da Medicina Tradicional Chinesa, é o órgão gerador de Qi, responsável pela formação de várias energias, como o Zhong Qi, responsável pela respiração tissular, controle da respiração e difusão das energias, e a Wei Qi, responsável pela defesa do organismo. A relação entre o Pulmão e os Rins deve manter-se harmoniosa, para conservar a integridade de Alto-Baixo. O desequilíbrio desta relação pode ocorrer por distúrbios do Pulmão, que, não conseguindo enviar a Energia Celeste para os Rins, leva a um quadro de deficiência de Qi. Outra causa do desequilíbrio é a deficiência dos Rins; neste caso os Rins não conseguem receber ou manter a Energia Celeste enviada pelo Pulmão; que retorna ao Pulmão, lesando a função de difusão de Qi e o ritmo adequado da respiração (CARNEIRO, et al., 1997b).
7 TRATAMENTO DA ASMA PELA ACUPUNTURA
Carneiro et al. (1997a) realizaram um estudo que constou da observação de 17 crianças entre 7 e 12 anos portadoras de asma brônquica matriculadas no grupo de Acupuntura Infantil do Setor de Medicina Chinesa-Acupuntura da UNIFESP. Foram selecionados os seguintes pontos de Acupuntura para o tratamento: B-13, P-1, B-47, M-DC-1 (Dingchuan), P-9, P-5, VC-17, VC-22, F-3 e R-3. Foram realizadas 30 aplicações de Acupuntura, que mostrou, em relação aos parâmetros clínicos estudados (batimento de asa de nariz, tiragem intercostal, sibilos, tosse, alergia, expectoração e dispnéia), melhora significante em todos. Essa melhora ocorreu entre a 3ª e a 4ª aplicação de Acupuntura, enquanto a dispnéia melhorou a partir da 9ª aplicação e a alergia, da 21ª aplicação.
Wenbu (1993 p. 536) apresenta dois tipos de tratamentos. Para tratar asma tipo Shi (excesso) utiliza-se o método dispersante no VC-17, P-7, B-13 e P-5 em conjunto com B-12 se Vento-Frio, E-40 se Umidade-Calor e VC-22 se dispnéia grave. Se a asma for tipo Xu (deficiência) utiliza-se o método de tonificação em P-9, R-3, B-13, B-43 e E-36.
Carneiro et al. (1998), obtiveram através de seu estudo, utilizando o teste de McNemar, que 100% dos pacientes melhoraram em relação à intensidade das crises e 82,3% dos pacientes melhoraram após Acupuntura em relação à freqüência das crises. Utilizaram em seu estudo a técnica Shu-Mo do Pulmão (B-13 e P-1, respectivamente), para regular o Yang e o Yin deste órgão; o M-DC-1 (Dingchuan), que tem efeito broncodilatador; o VC-22, visando melhorar a dispnéia, a tosse e os sibilos; o P-9, ponto Fonte do Pulmão, para a sua tonificação; o P-5, ponto Água do canal do Pulmão, para refrescar; o VC-17, ponto auto regulador energético; o B-47, para harmonizar a via das Águas; o F-3, ponto Fonte e ponto Terra, para abafar o Calor do Fígado e o R-3, ponto Fonte para fortalecer o Rim.
Segundo Wenbu (1993 p. 536) no tratamento da asma tipo Shi (excesso), os pontos P-7 e P-5 ativam o Qi do canal Taiyin da mão; o B12 e B13 pertencem ao canal Taiyang do pé e são próximos do Pulmão, e têm a função de ativar o Pulmão e eliminar o Vento; o ponto VC-17 é o ponto que controla o Qi e o E-40 é o ponto de conexão do canal do Estômago; ao dispersar esses dois pontos pode normalizar a respiração e eliminar a Umidade Calor, por isso são importantes para tratar a asma de origem Umidade Calor. O ponto VC-22 tem a função de fazer descer o Qi, acalmar a asma e a dispnéia grave. Já no tratamento da asma tipo Xu (deficiência), os pontos P-9 e R-3 são respectivamente pontos Fonte de Pulmão e dos Rins que quando são tonificados recuperam o Qi vital. A aplicação nos pontos B-13 e B-43 aumenta o Qi dos Rins, e quando estão plenos de Qi recupera-se a função de descida e subida. Seleciona-se o ponto E-36 para normalizar o Qi do Estômago para nutrir a fonte de digestão e fazer com que suba a essência dos alimentos para o Pulmão. Quando o Pulmão estiver pleno de Qi, produz energia defensiva, chamado de Wei Qi. 
O tratamento para a Asma de Início precoce distinguiu-se nos seus diversos tipos visando trabalhar o período de crises agudas, na qual se observam dois principais padrões: o Vento-Frio (que pode ser com ou sem transpiração) e Fleuma-Calor. As principais manifestações clínicas no tipo Vento-Frio com transpiração são: transpiração branda, crises asmáticas com dispnéia e broncoespasmos, menos sibilos, poucos tremores, face pálida e sensação de pressão no tórax; neste caso deve-se aliviar o exterior, a asma e a mente, harmonizando o Qi de Defesa e de Nutrição. Os pontos indicados são: B-12 e B-13 para expelir o Vento e restabelecer a descendência do Qi do Pulmão; VC-22 para descender o Qi do Pulmão e cessar a asma, pacificando a respiração; P-6 utilizado principalmente para interromper as crises agudas; M-DC-1(Dingchuan) muito importante para pacificar a respiração; E-36 e BP-6 harmonizam o Qi de Defesa e de Nutrição; C-7 e VC-15 são muito importantes, pois acalmam a mente além de restabelecer a descida do Qi do Coração e do Pulmão, auxiliando na respiração, VG-14, P-7 e IG-4 acalmam a asma, elimina o Vento-Frio e clareia o Pulmão. Já as manifestações clínicas no tipo Vento-Frio sem transpiração são: broncoespasmo e dispnéia seguida de dificuldades na expiração, frio, espirro e tosse, neste caso deve-se acalmar a mente e a asma, expelir o Vento-Frio e aliviar o exterior. Os pontos indicados são: B-12, B-13, VC-15, VC-22, P-6, P-7, C-7 e M-DC-1 (Dingchuan); VB-20 e VB-21 trabalhando no relaxamento do pescoço e ombros, usado para liberar o Ombro-Cintura, importante na respiração; VB-21 também auxilia na descendência do Qi (MACIOCIA, 1996 p. 126).
No tipo Fleuma-Calor as principais manifestações clínicas são: febre, aversão ao frio, cefaléias, asma, sede, pressão no tórax, broncoespasmos com sibilos altos, tosse em latido e inquietação mental, neste caso deve-se: descender o Qi do Pulmão, expelir o Vento-Calor, aliviar o exterior e acalmar a mente e a asma. Os pontos indicados são: P-5 para reduzir a Fleuma-Calor e acalmar a asma; P-1, P-7 e B-13 descendem o Qi do Pulmão; P-6 para cessar as crises agudas; P-11 para expelir a Fleuma-Calor, aliviando a garganta; C-7, VC-15 e M-DC-1 (Dingchuan); VC-22 para descender o Qi e dissolver a Fleuma (MACIOCIA, 1996 p.127).
Quanto ao Tipo de Início Tardio, que se verifica no intervalo entre uma crise e outra, dá-se ênfase a cura da raiz do problema, ou seja, o tratamento é baseado na Tonificação dos Sistemas de Defesa do Qi do Pulmão e do Rim, e ao mesmo tempo, na expulsão do Vento que é a manifestação do Padrão, fazendo descender o Qi do Pulmão. Deve-se: acalmar a mente, tonificar os Sistemas de Defesa do Qi do Pulmão e do Rim, restabelecer a descida do Qi do Pulmão e tonificar o Baço/Pâncreas. Os pontos indicados para tonificar os Sistemas de Defesa do Qi do Pulmão e do Rim são: B-13, B-23, B-52, VC-4, R-16 e o P-9; visando restabelecer a descida do Qi do Pulmão utiliza-se: P-5, P-7, B-13 e VC-17; para acalmar a Mente: C-7, VG-19, VG-24 e VC-15 e para tonificar o Baço/Pâncreas: E-36, E-40, VC-12, B-20 e o B-21 (MELO, 2002).
No tratamento da Asma relacionada à Estagnação do Qi do Fígado afetando os Pulmões procura-se sedar o Fígado, regulando o Qi, restaurando o Qi do Pulmão e finalmente, acalmando a mente. Os pontos indicados são: BP-4 e CS-6 para se obter um alívio na plenitude do tórax, abrir o Meridiano Vaso-Penetração; e ainda como característica do CS-6 podemos afirmar que ele acalma a mente e trabalha o Qi do Fígado; F-14 e B-18 para movimentar o Qi do Fígado; VC-17 para fazer o Qi do tórax circular e o Qi do Pulmão descender. Em relação ao Fogo do Fígado prejudicando os Pulmões, trabalharemos na contenção do Fogo e do Qi rebelde, limpando o Fígado, descendendo o Qi do Pulmão e acalmando a Mente. Os pontos indicados são: F-2 para acalmar o Fogo do Fígado; F-14 e B-18 movendo o Qi e clareando o Fogo do Fígado; CS-6 para facilitar a respiração e acalmar a mente e o P-7 para descender o Qi do Pulmão. Já no tratamento do Yin do Fígado deficiente deve-se tonificar o Yin do Fígado, circulando o Qi do Fígado, restabelecer a descida do Qi do Pulmão e acalmar a mente. Os pontos indicados são: F-8 e VC-4 para nutrir o Fígado; BP-6 e R-3 para trabalhar o Yin do Rim, que ajudará a nutrir o Yin do Fígado; CS-6 e BP-4 para abrirem os Vasos de Conexão Yin nutrindo o sangue do Fígado e abrindo o tórax acalmando a mente (MELO, 2002).
Carneiro et al. (1997b) em seu estudo, realizaram uma avaliação pré-tratamento da história pregressa dos pacientes, e após, selecionaram os pontos: B-13, P-1, B-47, M-DC-1 (Dingchuan), P-9, P-5, VC-17, VC-22, F-3 e R-3, baseado em livros e textos da Medicina Tradicional Chinesa e fundamentada nas ações neurofisiológicas desses pontos. Foram realizadas 30 aplicações de Acupuntura, e a cada 3 aplicações realizava-se nova avaliação. Os resultados obtidos foram analisados estatisticamente pelo teste de McNemar, para comparar as percentagens de pacientes de casos melhorados e casos piorados. Em relação às práticas desportivas mostrou-se melhora significativa em relação às condições pré e pós-tratamento, com 88,2% de casos melhorados e 11,8% de casos inalterados. Quando analisado a freqüência escolar, observou-se que no pré-tratamento a ausência era de 65%, e pós-tratamento de 0%. Já em relação ao uso de medicamentos broncodilatadores no pré-tratamento 100% utilizavam algum broncodilatador, mas no pós-tratamento apenas 5,9% continuava a fazer uso do medicamento. A utilização dos pontos R-3 que é ponto Fonte, e do ponto B-47 que harmoniza a via das Águas, tem a finalidade de fortalecer os Rins, para melhorar a fadiga física e mental. O uso dos demais pontos contribui para o fortalecimento do Pulmão.
Em um estudo para se observar o efeito da Acupuntura no tratamento da asma brônquica em relação a peso e estatura de crianças, Carneiro, et al., (1999) observaram 34 crianças portadoras de asma brônquica, que foram dispostas em dois grupos: Grupo-Acupuntura, constituído por 17 crianças que receberam tratamento por Acupuntura utilizando-se os pontos F-3, R-3, B-13, P-1, B-47, M-DC-1 (Dingchuan), P-9, P-5, VC-17 e VC-22; e Grupo-Controle com outras 17 crianças que receberam tratamento com broncodilatadores por via oral e inalatória, na unidade básica de saúde. Todos os pacientes apresentavam baixo peso e estatura na avaliação inicial. Para o Grupo-Acupuntura, foram realizadas aplicações de Acupuntura semanais durante um ano; já o Grupo-Controle utilizou o tratamento convencional. A metodologia aplicada, comparando-se o Grupo-Acupuntura e o grupo tratado com broncodilatadores, mostrou melhora significante no pós-tratamento no Grupo-Acupuntura comparado com o Grupo-Controle, em relação ao peso e ao índice de massa corporal.
Guerra et al. (2000), realizaram um estudo em 30 crianças de 7 a 14 anos com asma brônquica. Em cada paciente foram realizadas 10 sessões de Acupuntura com 20 minutos diários, por 10 dias, em dias alternados. Foram utilizados os pontos: P-6 (tonificar Pulmão), IG-11 (imunodefensivo, expulsa as energias perversas) e o VC-17 (ponto de encontro das energias). Os resultados do tratamento foram
divididos em 3 categorias: Boa: quando após o início do tratamento, melhorou os quadros de dispnéia em intensidade e freqüência; Regular: quando após o início do tratamento, melhorou os quadros de dispnéia em intensidade e freqüência, porém ainda necessitavam de inalações em alguns momentos; Igual: quando, apesar do tratamento não melhorou o quadro dispnéico. Em relação com os resultados obtidos foi observado que 86,6% melhoraram consideravelmente com o tratamento, sendo considerados na categoria Boa, e apenas 13,4% foram incluídas na categoria Regular. Nenhuma criança ficou na categoria Igual.
Entretanto, ao se analisarem os estudos experimentais desenvolvidos em relação ao tratamento da asma com Acupuntura, é possível observar certa fragilidade dos resultados obtidos, devido principalmente à qualidade metodológica dos trabalhos, normalmente evidenciada pela carência de informações a respeito do tipo de agulha utilizada, a profundidade de inserção da mesma, técnica de manipulação das agulhas e outros dados importantes, como, por exemplo, o tamanho da amostra (na maioria das vezes, é pequeno), o que não permite generalizações.
8 CONCLUSÃO
A asma é uma patologia complexa que envolve a participação ativa dos seus portadores e familiares e leva a limitações físicas, emocionais e sociais. É necessária que a assistência pelos profissionais de saúde seja realizada de forma holística para que possibilite o controle adequado dessa patologia e melhoria da qualidade de vida.
Conforme os artigos científicos pesquisados, observou-se que na maioria dos artigos os pontos de Acupuntura utilizados são: VC-17, F-3, R-3, B-13, P-1, B-47, M-DC-1 (Dingchuan), P-9, P-5 e VC-22.
De acordo com o levantamento bibliográfico neste trabalho, é possível evidenciar que os pacientes tratados com Acupuntura Sistêmica apresentam melhora em relação à asma brônquica em vários aspectos da doença, seja ela em relação aos sinais e sintomas apresentados pelos pacientes tais como: batimento de asa de nariz, sibilos, tosse e tiragem intercostal (presença de melhora entre a 3ª e 4ª aplicação), dispnéia (melhora após a 9ª aplicação), intensidade e freqüência das crises (evidenciado que mais de 80% dos pacientes melhoraram após aplicação), utilização de broncodilatador (evidenciado que no pré-tratamento 100% dos pacientes utilizavam algum broncodilatador, já no pós-tratamento com Acupuntura apenas 5,9% continuavam a fazer uso); e até mesmo seu convívio social, realização de atividades diárias e desportivas.
Sendo assim, conclui-se que pacientes asmáticos respondem bem ao tratamento com Acupuntura que vai tratar cada paciente isoladamente, inclusive na prevenção, diferente da medicina ocidental que geralmente age com medicamentos após crises.
Portanto vale ressaltar, que apesar de confirmada a eficácia da Acupuntura, estudos melhor elaborados e mais aprofundados devem ser conduzidos, pois em termos de pesquisa ainda apresenta-se insatisfatória.
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