ACUPUNTURA NO TRATAMENTO DA CEFALÉIA CAUSADA PELO ESTRESSE OCUPACIONAL

domingo , 2, fevereiro 2014 Leave a comment

 

UNIVERSIDADE DE MOGI DAS CRUZES

 

JOSÉ ROBERTO FERREIRA LIMA

 

 

 ACUPUNTURA NO TRATAMENTO DA CEFALEIA CAUSADA PELO ESTRESSE OCUPACIONAL

 

Mogi das Cruzes, SP

2013

UNIVERSIDADE DE MOGI DAS CRUZES

 

JOSÉ ROBERTO FERREIRA LIMA

 

 

 

 

ACUPUNTURA NO TRATAMENTO DA CEFALÉIA CAUSADA PELO ESTRESSE OCUPACIONAL

Monografia  apresentada  ao  Programa de Pós-Graduação da

Universidade de Mogi das Cruzes, como parte dos requisitos

para  a  obtenção  do  título  de  Especialista em Acupuntura.

 

Orientadores: Profa. Ms. Romana de Souza Franco e

                Profa. Ms. Bernadete Nunes Stolai

Mogi das Cruzes, SP

2013

JOSÉ ROBERTO FERREIRA LIMA

 

  

ACUPUNTURA NO TRATAMENTO DA CEFALÉIA CAUSADA PELO ESTRESSE OCUPACIONAL

 

 

Monografia   apresentada ao Programa de Pós-Graduação da

Universidade de Mogi das Cruzes, como parte dos requisitos

para a obtenção do título de   Especialista   em   Acupuntura.

 

 

Aprovado em …………………………

BANCA EXAMINADORA:

 

 

 

Profa. Ms. Romana de Souza Franco

UMC – UNIVERSIDADE DE MOGI DAS CRUZES

 

 

 

Profa. Ms. Bernadete Nunes Stolai

UMC – UNIVERSIDADE DE MOGI DAS CRUZES

 

 

 

 

AGRADECIMENTOS

 

 

Teríamos que tecer uma enorme lista de agradecimentos aos professores que nos forjaram ao fogo de seu saber.

Tornando-me moldado aos instrumentos mais complexos que seus livros, suas mentes brilhantes.

E nos olhos modestos de alguém que me enriqueceu com sua simplicidade e enorme saber as minhas orientadoras e Professoras Romana de Souza Franco e Bernadete Nunes Stolai que elaboraram com muita paciência e dedicação, nunca se fez de rogado aos meus pedidos.  

 

  

 

DEDICATÓRIA

 

 

Há ao menos duas maneiras básicas de conseguir sucesso na vida. Ou você possui um talento excepcional em alguma área de atividade e explora isso, ou você segue o caminho comum e correto de disciplina, estudo, esforço, humildade, privações e trabalho para conseguir o que deseja. Em qualquer uma delas, não existem sonhos se realizando da noite pro dia.

Nenhuma árvore nasce, cresce e oferece frutos instantaneamente. Tudo demanda trabalho, paciência e dedicação. E também não existe sorte. O que existe é estar no lugar certo, na hora certa – mas não por coincidência, mas por estar ativo no jogo.
Não existe essa estória de marcar um gol estando no banco de reservas. Você tem que estar em campo, chamando o jogo pra si, tomando a responsabilidade: a responsabilidade por si próprio, de quem faz a própria vida, e de quem não espera, mas faz acontecer.

Seria difícil dedicar este trabalho a todos que me ajudaram de alguma forma, no entanto dedico com muito carinho aos meus pais, Neuton (in memoriam) e Zilda, e em especial a minha esposa Rosemeire Alves de Moraes que apoiou muito para eu alcançar o sucesso.

 

 

 

RESUMO

 

 

Esta pesquisa teve como ênfase tratar a cefaléia causada pelo estresse ocupacional. Configura-se quando a origem dos agentes estressores é eminentemente proveniente de correria, horários apertados, perdas de horas de sono, má alimentação, situações de risco, insatisfações pessoais, problemas familiares, aborrecimento, conflitos, frustrações evoluindo para um desgaste físico e mental. Mecanismos fisiopatológicos da cefaléia estão associados ao estresse físico e/ou mental que exercem um papel importante na gênese da dor os quais estão entre os fatores que mais afligem, debilitam e incapacitam o ser humano para o exercício do trabalho. O objetivo desta pesquisa foi intervir na fase inicial do processo estressor com a acupuntura para que os sintomas físicos apresentados não evoluam para uma fase crônica. Baseado no conhecimento da Medicina Tradicional Chinesa mapear a localização da dor e se existe alguma relação com os meridianos de acupuntura no tratamento da cefaléia do tipo tensional. E por fim avaliar os resultados da acupuntura como tratamento para a fase aguda da cefaléia causada pelo estresse ocupacional. A monografia foi realizada através de uma busca por artigos científicos em bases de dados eletrônicos como: Periodicoscapes, PubMed, Bireme, Scielo, Lilacs, Cochrane Library, Méd Line, Google Acadêmico, Web Science entre outros. Através dos artigos e livros obtidos, foram conhecidas a dinâmica do agente agressor, a causa gerada e o respectivo tratamento baseando-se nos estudos dos diferentes autores para que se pudesse chegar a uma conclusão para essa revisão bibliográfica. Os estudos demonstraram que a acupuntura exercida na estimulação de pontos específicos, pontos falsos, pontos extras ou dentro do trajeto de um meridiano resultaram em alívio imediato do quadro álgico através de respostas fisiológicas e clínicas diferenciais favorecendo a liberação de endorfinas encefálicas e dismorfina que modulam a dor. Estudos supervisionados relataram uma melhora significativa em pacientes, descrevendo menor percentual de dor de cabeça, e contribuindo para uma melhora no estresse físico e/ou mental: Conclui-se, a partir dos resultados da presente pesquisa, que a acupuntura mostrou ser uma ferramenta valiosa no tratamento para a redução da sintomatologia na fase inicial do processo estressor causador da cefaléia e demonstrou ser mais efetiva nas queixas de intensidade e freqüência do quadro álgico da desarmonia.

Palavras Chave: cefaléia, estresse, acupuntura e tratamento.

            

 

SUMÁRIO

 

        

1       INTRODUÇÃO  …………………………………………………………….            08

2       METODOLOGIA  ………………………………………………………….           16

3       CEFALÉIA  ………………………………………………………………….             17

3.1   CEFALÉIA SEGUNDO A MEDICINA OCIDENTAL  …..         20

3.2   CEFALÉIA SEGUNDO A MEDICINA TRADICINAL CHI

NESA  ………………………………………………………………….              29

3.3   PROTOCOLO DAS FUNÇÕES ENERGÉTICAS  E  IN-

DICAÇÕES NOS ACUPONTOS UTILIZADOS PARA O

TRATAMENTO DAS DORES NAS CEFALÉIAS  ……….           39

4       TRATAMENTO  ……………………………………………………………           60

5       CONCLUSÃO  ……………………………………………………………..           70

REFERÊNCIAS   ………………………………………………………………….           71


 

1   INTRODUÇÃO

 

Segundo Leite (2011, p. 13) o desgaste físico e mental tornou-se uma realidade no cotidiano da sociedade moderna. Correria, horários apertados, perdas de horas de sono, má alimentação, situações de risco, insatisfações pessoais, problemas familiares, aborrecimento, conflitos, frustrações, entre outros, são fatores que podem desencadear um processo de tensão, ansiedade, fadiga crônica ou o popular estresse.

Leite (2011, p. 13) explica que o estresse decorrente do trabalho ou stress ocupacional vem apresentando um processo crescente nas últimas décadas. O trabalho ocupa a maior parte da vida das pessoas. As longas jornadas de trabalho, com raras pausas para descanso, o ritmo acelerado e exigência em níveis altos, tanto de atenção como de concentração e desempenho, desencadeia no profissional grande desgaste, desenvolvendo dessa forma sintomas prejudiciais à sua saúde. Pesquisas realizadas, principalmente em países industrializados, apontam índices preocupantes acerca das ocorrências relacionadas ao estresse ocupacional.

Estresse não é doença e entendê-lo desta forma simplifica sua essência e sua importância. O estresse, enquanto processo, faz parte da natureza biológica do ser humano e é essencial para sua sobrevivência perante as adversidades do meio no qual está inserido (MARRAS; VELOSO, 2012, p. 1).

Segundo Marques e Abreu (2009, p. 63) para definir estresse ocupacional, é preciso ter consciência de alguns fatores. Primeiro que existe uma visão equivocada de que todo sentimento de irritabilidade e cansaço seja associado ao estresse e outro aspecto é que não podemos definir o estresse de maneira geral, pois cada pessoa reage em cada situação de maneira diferente. O mesmo serve para o estresse ocupacional, pois trata-se de um fenômeno subjetivo que depende da compreensão individual articulada às exigências do ambiente do trabalho, da característica da demanda, qualidade da resposta emocional e processo de enfrentamento mobilizado nos indivíduos.

Segundo Bicho e Pereira (2007, p.63) o estresse tornou-se uma das principais áreas de preocupação e por excelência das sociedades mais industrializadas, sendo já um modo de vida assumido e aceite que evoluiu desde o período da Revolução Industrial e chegou aos nossos dias como verdadeiro responsável pela diminuição da qualidade de vida. Ele é considerado um autêntico problema social e de saúde pública para o século XXI, a ponto de a própria União Européia ter feito da prevenção do estresse no trabalho um dos principais objetivos no que se refere à nova visão estratégica comunitária sobre a saúde e segurança.

Marras e Veloso (2012, p. 1-2) explicam que o fato de ser inerente á natureza biológica, psicológica e social dos seres humanos não significa que o estresse não seja uma preocupação vital para indivíduos e organizações e até mesmo para as entidades que lidam com a saúde pública. A diferença entre o remédio e o veneno está na dosagem. O estresse é um processo crescente no contexto moderno e pós-moderno, sendo que alguns autores chegam a associá-lo entre as principais causas de doenças e mortes não violentas no século XXI.

Segundo Cassirer (1994, p. 49) é difícil, senão impossível, compreender a abordagem sociológica de estresse sem que se faça uma menção às demais abordagens. É preciso compreender o individuo e a forma como se relaciona com seu meio social. Para tanto, faz-se necessário entender que “o homem não vive em um mundo de fatos nus e crus, ou segundo suas necessidades e desejos imediatos. Vive antes em meio a emoções imaginárias, em esperanças e temores, ilusões e desilusões, em suas fantasias e sonhos”.

Para Marras e Veloso (2012, p. 20-21) o estresse ocupacional, ou profissional, configura-se quando a origem dos agentes estressores é eminentemente proveniente do espaço de trabalho ou decorrente das atividades realizadas naquele ambiente. As fontes de pressão no trabalho podem, por exemplo, não ser significativamente suficientes para desencadear uma situação de estresse a ponto de ter conseqüências negativas para os indivíduos. Entretanto, quando adicionadas às situações do cotidiano extralaboral, as pessoas podem potencializar os agentes estressores, quase de forma sinérgica.

Esses mesmos autores (2012, p. 102) explicam que as reações e características individuais podem interferir muito na forma e intensidade em que as ações biológicas irão se desenvolver. Biologicamente o mecanismo de estresse se manifesta de forma específica, independente do agente estressor. Trata-se de uma série de reações fisiológicas que visam a preparar o indivíduo para reações de luta ou fuga. É importante que se entenda que a preparação de um indivíduo para uma reação de luta ou fuga é de natureza biológica e está associada à necessidade de sobrevivência diante de possíveis ameaças à vida. Entretanto, o sentido de uma ameaça pode ser resultante de aspectos socialmente constituídos.

Em longo prazo, Carlson (2002, p. 575) afirma que “A intensidade com que as pessoas reagem diante de estressores em potencial pode afetar a probabilidade de que elas venham a sofrer de doenças cardiovasculares”.

Sobre o sistema imunológico, Carlson (2002, p.579) afirma que “uma grande variedade de eventos estressantes na vida de uma pessoa pode aumentar sua suscetibilidade às doenças”.

De acordo com Andrade e Laganá de Andrade (2005, pp. 111-122), as vias neurofisiológicas implicadas nas reações do stress incluem o córtex cerebral, o sistema límbico, a medula, o córtex da supra renal e o sistema nervoso autônomo (simpático e parassimpático). Como conseqüência, há alterações das funções motora, secretora, de irrigação e imunomoduladora, que podem favorecer a ocorrência de disfunções ou doenças como angina, arritmias, espasmos coronários e hipertensão arterial; cefaléia tensional e cefaléia enxaquecosa; asma brônquica; síndrome de tensão pré-menstrual; síndrome do cólon irritável entre outros.

O stress pode agravar a intensidade da dor e esta, por sua vez, pode gerar stress. Por exemplo, Lehrer e Murphy (1991) encontraram em pacientes que sofrem de cefaléia crônica estímulos de calor na região frontal do cérebro, devido ao stress ocasionado pela reação dolorosa (ANGELOTTI, 2001, pp. 535-548).

Arena e Blanchard (1996, pp. 159-186) debatem o mecanismo vascular da cefaléia através de dois fatores causais na cadeia de acontecimentos que culminam com a vasodilatação: o stress psicossocial , que pode resultar na sensibilidade alimentar ou alérgica, e o papel da exacerbação do stress, que parece mais tônico do que paliativo (ANGELOTTI & DOTTI, 2005, pp. 139-146).

O stress está relacionado com a manifestação e manutenção da Cefaléia do Tipo Tensional. Galego (2006) verificou stress em 90% dos pacientes com Cefaléia Crônica Diária, e destes pacientes com stress, em 94% apresentavam o predomínio de sintomas psicológicos (GALEGO, 2006). Um estudo realizado no Ambulatório de Cefaléias do Serviço de Neurologia do Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP), do período de março de 1999 a março de 2000, verificou que dentre os pacientes com Cefaléia do Tipo Tensional Episódica, 60% apresentavam ansiedade e 32% apresentavam sintomas depressivos. Foi concluído que depressão e ansiedade são comorbidades importantes em indivíduos com Cefaléia do Tipo Tensional, e negligenciá-las pode contribuir para a falência no tratamento sintomático ou profilático, levando para uma má qualidade de vida às pessoas (MATTA & MOREIRA FILHO, 2003).

Leistad et al. (2006), estudando pacientes com Cefaléia do tipo tensional, verificou que, em resposta ao stress induzido por uma tarefa mental de uma hora de duração, o aumento da dor como resposta foi generalizada, mesmo após a tarefa ter sido cessada.  Os autores concluíram que o stress aumentou e agravou a dor de cabeça.

Fichtel e Larsson (2002) expõem que os sintomas decorrentes do stress podem relacionar-se à cefaléia e outras comorbidades, valorizando também o manejo do stress como tratamento não farmacológico importante, visto que o stress pode constituir-se em possível fator de risco para o agravamento da cefaléia, pode cooperar para o desenvolvimento de problemas emocionais.

Sousa, Silva e Ribeiro (2012, p. 62-68) realizaram um levantamento de fatores associados ao estresse ocupacional a partir dos sintomas físicos e psicológicos pelo qual foram entrevistados 25 funcionários de farmácia avaliando as variáveis tempo de serviço e tempo para descanso ou desconcentração.

Os autores identificaram os sintomas físicos em 20% dos entrevistados citando sentir cefaléia frequentemente e 4% dos entrevistados citando sentir cefaléia intensamente. Quanto a isso, Zétola (1998, p. 559-564) revela que a cefaléia é um dos sintomas mais freqüentes vistos por um clínico geral, representando a queixa mais usual num ambulatório médico. Relacionado às dores musculares, 16% dos entrevistados se queixaram frequentemente e 8% intensamente. Apesar disso, Paschoal e Tamayo (2005, p. 173-180) ressaltam a importância do exercício físico, por desenvolver o condicionamento cardíaco que provoca na corrente sanguínea uma redução de substâncias associadas ao estresse e a ansiedade como sintoma psicológico muito frequentemente relatado.

Minayo, Assis e Oliveira (2011, p. 2199-2209) analisaram o adoecimento físico e mental de 1458 policiais civis e 1108 militares quanto as doenças como resultantes dos danos psicossociais que combinam peculiaridades biológicas do sujeito como sofrimento, desgaste e estresse no trabalho.

Os problemas de saúde, as dores no pescoço, costas ou coluna apresentaram 42% nos policiais civis e 38,8% nos policiais militares e dores de cabeça freqüentes e enxaquecas 27,6% nos policiais civis e 31,8% nos policiais militares e na tabela segundo os sintomas de sofrimento psíquico que ocorrem atualmente as dores de cabeça frequentemente representaram 24,9% nos policiais civis e 35,3% nos policiais militares. Portanto esta pesquisa mostrou que, na medida de seu envelhecimento, o policial acumula efeitos associados ao estresse laboral como inadequação de comportamento como alcoolismo, jogatina descontrolada, comportamento agressivo, maior exposição a acidentes, ansiedade, insônia, explosões emocionais e vários tipos de dores crônicas. Tudo isso converge para o envelhecimento precoce.

Martins (2007, p. 109-128) refletiu e destacou os principais sintomas físicos e psicológicos de estresse encontrados em 76 professores das primeiras séries do ensino fundamental. Foi delimitado como campo de investigação um universo de 69 escolas da rede pública estadual.

Utilizado um inventário de Sintomas de Stress Lipp – ISSL com variáveis de múltiplas respostas. Trata-se de um instrumento de investigação validado no Brasil, da autora Marilda Novaes Lipp, em 2000. Este inventário analisa e classifica os sintomas do estresse em níveis físicos e psicológicos, permitindo a identificação da sintomatologia dominante.

Nos dados coletados, nesta investigação, 67,1% dos professores apresentaram estresse e apenas 32,9% não apresentaram sintomas significativos do estresse. Estudos realizados por Defrank e Stroup (1996), nos Estados Unidos, com professores de escolas elementares para avaliar a relação entre fatores pessoais, estresse, insatisfação no trabalho e saúde. Os problemas de saúde mais freqüentes foram perda de energia, impaciência, dores de cabeça, hiper-alimentação, aumento da irritabilidade e dores da coluna.

Portanto o estresse, atualmente, é reconhecido por organismos internacionais como “enfermidade profissional”: seus efeitos atingem profundamente o ambiente escolar. Estudos realizados em diversos países da América e da Europa têm demonstrado que os professores estão sujeitos à deterioração progressiva da saúde física e mental. Sem dúvida, os professores, pelo conjunto de sintomas físicos e psicológicos que foram analisados nesta investigação, poderão passar por conseqüências emocionais em razão de estarem vivenciando tensões estressantes diferenciadas no exercício de sua atividade profissional. Considerou importante registrar que as repercussões psicológicas das tensões provocadas pelo estresse deixam marcas profundas no ser humano reduzindo a motivação, a auto-estima e a afetividade.

            A relevância social, institucional e pessoal deste estudo é a de possibilitar melhorias para uma maior integração e satisfação do indivíduo num ambiente do qual ele faz parte aumentando o conhecimento na área relacionada ao estresse e cefaléia buscando formas de prevenção e/ou tratamento do mesmo, pois identificado os agentes estressores no ambiente o qual o indivíduo convive poderá subsidiar a busca por estratégias preventivas.

A cefaléia é um sintoma tão freqüente na população geral, que raro é o indivíduo que nunca a apresentou, sendo sua maior incidência na meia-idade (PEREIRA et al., 2004; BIGAL et al., 2001).

A cefaléia é uma das queixas de dor mais freqüente observada pelos médicos. Os indivíduos com cefaléia sofrem limitações significativas da produtividade no trabalho e nas atividades rotineiras, com grande comprometimento da qualidade de vida em função da dor e da ansiedade (MORAIS; BENSEÑOR, 2009).

A cefaléia ou dor de cabeça, como popularmente é conhecida, constitui um problema freqüente na população em geral, considerada como a afecção mais comum do ser humano é a terceira queixa mais freqüente na prática médica no Brasil. (SANTOS, 2006; GOMES; NEVES, 2006).

            Estudo realizado no Brasil, concluiu que não houve diferença na prevalência de cefaléia em relação ao tipo de atividade profissional, sendo o estresse apontado como o fator causal mais freqüente. Somente 9% dos afetados estavam sob supervisão médica (DOMINGUES et al. 2004).

            Segundo Rodrigues (2001) nos últimos anos, a técnica de acupuntura também tem se tornado um método importante no tratamento das cefaléias, principalmente nos casos de cefaléia primária, sem causa conhecida. A razão não está apenas em seu efeito analgésico, mas também em seu potencial de cura, desde que o tratamento e o diagnóstico sejam feitos de forma correta.

.           A acupuntura pode ser uma ferramenta valiosa não farmacológica em pacientes com freqüente, episódica ou crônica, dor de cabeça tensional, deve ser considerada uma opção para os pacientes dispostos a esse tratamento (LINDEK et al., 2009).

            Araújo e Almeida (2009) demonstram que o uso da acupuntura obtém menos crises que o uso de analgésicos e a técnica de terapia manual com a acupuntura foram observados que ambas poderiam ser usadas como tratamento único para crises de cefaléia e ter uma boa eficiência.

De acordo com Yamamura (2001, p. LVIII-LIX) a eficácia da acupuntura como método terapêutico, praticada durante milênios, no Oriente e, mais recentemente, sua aplicação na analgesia cirúrgica motivaram pesquisas com objetivo de encontrar alguma explicação científica de seu modo de ação. Há basicamente duas formas distintas de explicar seu mecanismo. Uma energética e outra científica: a) A escola tradicional chinesa define que a estimulação adequada dos pontos de acupuntura situados nos Canais de Energia regulariza a corrente de Qi que circula nos mesmos e, consequentemente, nos Zang Fu (Órgãos/Vísceras),distribuindo esse Qi por todo o corpo. Quando determinado ponto de acupuntura sistêmico é estimulado intensamente por longo tempo provoca o esvaziamento da energia da região ou do órgão que é regido por esse ponto, provocando, então, a analgesia daquela região. b) A escola científica procura descrever explicação anatomofisiológica postulando que: estímulo dos pontos de acupuntura sistêmico ou auricular transmite-se por via nervosa, mais especificamente nas fibras nervosa A-delta e C, isso porque a maioria dos pontos está situada sobre ou nas proximidades dos nervos periféricos: Comprova-se o fato, pois não se obtém a analgesia desejada por acupuntura, injetando-se previamente um anestésico local na região do ponto correspondente. Igualmente acontece nas paralisias dos membros afetados pela polineurite. O efeito da acupuntura é obtido por reflexo viscerocutâneo ou cutâneo visceral; A estimulação da acupuntura possivelmente transmite-se também por via humoral.

Segundo o mesmo autor (2001, p. LIX) experimentalmente, obteve-se analgesia nos animais com circulação cruzada aplicando-se acupuntura em um deles. Outro fato que explica esse mecanismo é a alteração energética, funcional ou orgânica, provocada pelas Energias Mental ou Perversa e demais fatores etiopatogênicos energéticos; Estímulo provocado pela acupuntura bloqueia os impulsos nocivos transmitidos por fibras finas ou substância gelatinosa no corno posterior da medula espinhal, explicando sua ação metamérica; Estudos mais recentes têm enfatizado a liberação de substâncias, como as endomorfinas, encefalinas betalipotropina, betaendorfina, gamaendorfina na explicação da analgesia, via acupuntura. Outras substâncias, como a ACTH, acetilcolina, íons magnésio, cálcio e outras são responsáveis pelo efeito analgésico; É importante salientar que essas substâncias responsáveis pela analgesia são liberadas pelo estímulo provocado nos pontos de acupuntura, cuja ação se faz no cérebro.

Para um conhecimento científico mais profundo, este trabalho faz uma revisão bibliográfica com o objetivo de intervir na fase inicial do processo estressor com a acupuntura para que os sintomas físicos apresentados não evoluam para uma fase crônica. Baseado no conhecimento da Medicina Tradicional Chinesa mapear a localização da dor e se existe alguma relação com os meridianos de acupuntura e mostrar através de estudos científicos realizados em monografias, artigos de revistas, jornais e livros, a aplicação das técnicas de acupuntura no tratamento da cefaléia do tipo tensional. E por fim avaliar os resultados da acupuntura como tratamento para a fase aguda da cefaléia causada pelo estresse ocupacional.

2   METODOLOGIA

 

            O projeto de monografia foi realizado através de uma busca por artigos científicos em bases de dados eletrônicos como: Periodicoscapes, PubMed, Bireme, Scielo, Lilacs, Cochrane Library, Méd Line, Google Acadêmico, Web Science entre outros,  levantamento literário cientifico disponível na biblioteca eletrônica da USP e a biblioteca visitada foi a da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) localizada na cidade de Mogi das Cruzes.

Como estratégia de busca, utilizou-se os seguintes termos: estresse, estresse ocupacional, fases do estresse, cefaléia, dor, dor de cabeça, cefaléia, cefaléia tensional, cefaléia segundo a MTC, acupuntura, tratamento da cefaléia com acupuntura.

Os artigos foram coletados nos idiomas português, inglês e espanhol. Priorizaram-se os artigos, livros e periódicos eletrônicos publicados que apresentavam dados referentes ao tema em questão.

Através dos artigos e livros obtidos, foram realizados análises e desenvolvimentos baseando-se nos estudos dos diferentes autores, onde se pôde chegar a uma conclusão para essa revisão bibliográfica.

 

3   CEFALÉIA

 

A dor é definida pela Associação Internacional para o estudo da dor (IASP) como sendo uma “experiência sensorial e emocional desagradável associada a lesões reais ou potenciais” (BOTTEGA; FONTANA, 2010). Dessa definição, depreende-se que a relação entre lesão tecidual e dor não é exclusiva ou direta e que, na experiência dolorosa, aspectos sensitivos, emocionais, cognitivos e socioculturais estão interrelacionados (RIGOTTI; FERREIRA, 2005).

A Associação Internacional para o Estudo da Dor (IASP) é órgão mais conceituado na área, sendo a sua definição de dor a mais utilizada em todo o mundo (HARSTALL & OSPINA, 2003; VON KORFF; MIGLIORETTI, 2005).

A IASP foi fundada em 1973, com o intuito de encorajar e apoiar a pesquisa na área da dor, seus mecanismos e síndromes, de modo a melhorar a intervenção dos profissionais de saúde junto dos utentes com dor aguda e dor crônica (HARSTALL e OSPINA, 2003).

Desde 1973 têm sido várias as definições de dor e conceitos relacionados adaptadas pela IASP, evoluindo consoante o conhecimento acerca dos mecanismos da dor. Com o intuito de atualizar as definições dos conceitos e adicionar novas definições, consoante a nova informação disponível, em 2003 a IASP formou uma Task Force on Taxonomy. Em 2005 durante o congresso mundial da dor em Sydney, a Task Force submeteu a sua nova lista ao conselho da IASP. Em Novembro de 2007, num encontro em Kyoto, o conselho da IASP aprovou a publicação da nova lista de definições para 2008. Assim conceitos como; estímulo nocivo, nociceptor, dor neuropática, dor neuropática periférica, dor neuropática central, alodínia, hiperalgesia, limiar de dor e nível de tolerância de dor, sofreram alterações na sua definição, bem como surgiram novas definições de conceitos, como; neurônio nociceptivo, nocicepção, estímulo nociceptivo, dor nociceptiva, sensitização, sensitização periférica e sensitização central (www.iasp-pain.org).

Segundo Stillman (2006), qualquer tentativa de definir este fenômeno tão complexo em termos sucintos, subestima a sua significância, visto que a sua definição requer vários pontos-chave. A dor não é apenas um acontecimento a nível sensorial, é uma causa de sofrimento a todos os níveis.

Segundo Zhuo (2007), a dor encontra-se dividida em dois grandes grupos, dor fisiológica e dor patológica. A dor fisiológica é considerada uma importante função fisiológica para a sobrevivência. É com esta experiência de dor, que animais e humanos, adquirem conhecimento acerca de estímulos potencialmente nocivos no meio envolvente, memorizando estes estímulos, de forma a protegerem-se futuramente. A dor patológica, ao contrário da dor fisiológica que atua como uma “defesa” ou um “aviso” do organismo, esta surge após uma lesão no sistema nervoso central e/ou periférico. As alterações a longo prazo ocorrem habitualmente após uma lesão periférica e central. Consequentemente a lesão e áreas afetadas pela lesão, estão sujeitas as alterações plásticas, sendo que a sensação de dor aumenta significativamente, ocorrendo o fenômeno de hiperalgesia, ou pode até mesmo suceder a sensação de dor sem estímulo algum nocivo, ocorrendo o fenômeno de alodínia. Do ponto de vista evolutivo e fisiológico a função da dor é proteção contra algo nocivo, funciona como um sistema de alerta. Na atualidade, nem todo o tipo de dor tem um papel de adaptação ou de proteção, realçando assim a dificuldade da problemática da dor patológica. (STILLMAN, 2006).

Segundo Steiss (2006) apud Garcia (2008) o trajeto da dor pode ser resumido da seguinte forma: o impulso somatossensorial vindo do corpo é processado no corno dorsal da medula espinhal ou, vindo da cabeça, no núcleo espinhal do trato trigeminal. Depois da lesão os impulsos, das fibras nociceptivas A-delta e C dentro dos nervos periféricos, viajam através das raízes dorsais e ascendem ou descendem de um a três segmentos no trato de Lissauer. Os terminais centrais desses neurônios sensoriais fazem sinapse com neurônios de projeção e interneurônios (inibitórios ou excitatórios) no corno dorsal da medula espinhal. A substância cinzenta do corno dorsal é dividida em dez lâminas, chamadas de “lâminas de Rexed”. As fibras A-delta transmitem principalmente as dores mecânica e térmica e terminam principalmente na lâmina I do corno dorsal, ativando então os neurônios do trato neoespinotalâmico. Esses neurônios têm axônios longos que cruzam imediatamente para o lado oposto da medula espinal e ascendem ao cérebro nas colunas ântero-laterais. A maioria dos axônios faz sinapse no tálamo no complexo ventrobasal. Algumas fibras do trato neoespinotalâmico terminam nas áreas reticulares do tronco cerebral e no grupo nuclear posterior do tálamo. Dessas áreas os sinais são transmitidos para outras regiões basais do cérebro e ao córtex somatossensorial. Ao contrário, as fibras C que transmitem as informações dolorosas terminam nas lâminas II e III do corno dorsal, área também conhecida como substância gelatinosa. A substância gelatinosa é digna de nota porque desempenha um papel na teoria do portão para controle da dor. Os sinais passam através de um ou mais neurônios adicionais de fibras curtas dentro do corno dorsal e depois penetram principalmente na lâmina V do corno dorsal. Os neurônios desta região têm axônios longos que se ligam às fibras do trajeto A-delta, de condução mais rápida. Algumas dessas fibras viajam homolateralmente em direção ao cérebro. As fibras nesse sistema terminam amplamente no tronco cerebral. Menos da metade alcança o tálamo, terminando, em vez disso, nos núcleos reticulares de medula, ponte e mesencéfalo, na área tectal do mesencéfalo e na substância cinzenta periaquedutal (SCP), que rodeia o aqueduto de Sylvius. Da área reticular do tronco cerebral, os neurônios de fibras curtas retransmitem os sinais dolorosos para os núcleos intralaminares do tálamo e para certas partes do hipotálamo e outras regiões do cérebro basal. A localização da dor dentro desse sistema é insignificante.

De acordo com Wink e Cartana (2006) a ocorrência de dor, de qualquer localização e causa, sempre esteve presente na história da humanidade, é crescente em nossos dias. Possivelmente, esse fenômeno esteja relacionado a vários fatores, entre os quais estão as mudanças ambientais, novos hábitos de vida, maior longevidade e, inegavelmente, os avanços da biomedicina centrada na integridade física e fisiológica, propiciando sobrevida aos doentes portadores de patologias anteriormente fatais. A dor é um sinal de alerta, um aviso para prestar atenção em algo. É um evento subjetivo, e cada pessoa constrói o significado que tem para si, a partir de suas experiências dolorosas, físicas ou não.

Segundo Figueiró, Angelotti e Pimenta (2006, p. 123) a sociedade atual tem como um dos seus principais objetivos melhorar ou manter a qualidade de vida do ser humano. Tal objetivo envolve, entre outras funções, desenvolver métodos de intervenção que possibilitem às pessoas lidar com sintomas muitas vezes debilitantes de patologias que requerem uma terapêutica clínica específica. Tanto o estresse como a dor estão entre os fatores que mais afligem, debilitam e incapacitam o ser humano para o exercício do trabalho, para o viver de qualidade e o usufruto da felicidade. A dor, como sintoma secundário de várias doenças, a dor que não responde à medicação, que impede o funcionamento normal do indivíduo, que produz medo e angústia torna-se uma das áreas de maior atenção da Psicologia da Saúde, do mesmo modo como o estresse emocional permanece também como um dos pontos fundamentais das preocupações da atualidade. Há que se atentar para o fato de que muitas vezes os dois fenômenos (dor e estresse) estão intrinsecamente ligados. Existem dois modos específicos de associação entre dor e estresse: o estresse como conseqüência da dor e o estresse como fator desencadeante ou contribuinte para a etiologia da dor crônica. No que se refere ao primeiro aspecto, não há dúvida de que uma das fontes de tensão e estresse pode ser a sensação de dor, seja ela aguda, seja ela difusa ou crônica.

Como a dor, segundo este mesmo autor (2006, p. 124) não só é um fator incapacitante para o indivíduo que a tem, mas como ela acarreta prejuízos para a sociedade em geral, em termos de absenteísmo, queda de produtividade e custos médicos, o interesse no seu controle adquire uma dimensão que transcende o pessoal e alcança o âmbito da sociedade como um todo. Desse modo, todo o esforço destinado à descoberta de tratamentos que sejam genuinamente eficazes para a sua redução ou controle adquire interesse científico e clínico.

3.1 CEFAFÉIA SEGUNDO A MEDICINA OCIDENTAL

 

Em 7000 a.C. acreditavam que a cefaléia fosse a manifestação física de espíritos perturbadores e praticavam a trepanação (cirurgia com perfuração do crânio) para libertar os espíritos. No Egito em 1200 a.C. papiros descreviam o tratamento da cefaléia com compressão externa da cabeça por filhotes de crocodilos. Hipocrates em 400 a.C. descrevia uma síndrome onde os sintomas visuais precediam crises de cefaléia intensa, aliviada por vômitos e relacionada ao esforço físico, alguns tipos de alimentos e atividades intelectuais (PICCOLO, 2005).

De acordo com Hoffmann e Teodoroski (2005) atualmente, a cefaléia tem sido um dos sintomas que mais acometem os indivíduos. O estabelecimento de posturas errôneas e a sua manutenção combinada ao ritmo intenso diário, à ansiedade, à depressão ou até mesmo a outras patologias que geram contração excessiva da musculatura cervical que provocam dor, são considerados fatores etiológicos para a determinação deste tipo de cefaléia.

Na população geral, durante o curso da vida, a prevalência de cefaléia é maior que 90%, representando o terceiro diagnóstico mais comum (10,3%) pelos neurologistas (GUIMARÃES et al., 2006).

A cefaléia afeta indivíduos de todas as faixas etárias e de ambos os sexos, sendo mais prevalente em mulheres. É uma condição limitante que interfere na qualidade de vida e na produtividade, além de comprometer o relacionamento social e afetivo (LOYOLA FILHO et al., 2010).

Uma das classificações mais comuns hoje em dia é a cefaléia do tipo tensional considerada a “variante de cefaléia mais relatada de todas, que costuma ser bilateral e com predominância temporal, occipital ou frontal”. Originando uma dor surda e constante, como plenitude, aperto (OLIVEIRA, 2010).

Como a cefaléia interfere com a vida cotidiana, muitos pacientes procuram tratamento sem acompanhamento médico, com a automedicação (LOYOLA FILHO et al., 2010).

.Segundo Nogier e Boucinhas (2006) sendo relatada por vários pesquisadores a dor é como um alerta, vários estudos nos mostram que nos tempos de hoje as pessoas estão fugindo mais de remédios alopáticos e buscando mais tratamento alternativo para o alivio da dor e mantendo um melhor padrão de vida, sendo assim mais utilizada  as técnicas de acupuntura que proporcionam resultados maravilhosos nos problemas funcionais e no alivio da dor.

De acordo com Fumal e Schoenen (2005) a literatura especializada apresenta relatos sobre diferentes formas de dor de cabeça desde os primórdios da civilização humana. Embora se observe, ao longo da história da medicina, inúmeras propostas terapêuticas com o objetivo de eliminar, ou pelo menos aliviar o sofrimento de indivíduos que manifestam episódios recorrentes de cefaléia.

A Organização Mundial da Saúde estima que cerca de 40% dos adultos padeçam de algum tipo de dor que, invariavelmente, acarreta em ausências freqüentes ao trabalho, aposentadorias por doença e baixa produtividade. A cefaléia está entre elas, sendo uma das mais comuns (IHS, 2003).

Segundo a Classificação das Cefaléias pela Sociedade Internacional de Cefaléia, em 2004, as cefaléias podem ser classificadas como primárias ou secundárias ou neurológicas cranianas, dor facial primária e central e outras cefaléias, de acordo com a sua causa. As primárias são denominadas sem nenhuma origem de uma patologia especifica, enquanto as secundárias estão relacionadas com algum processo patológico associado.

Quadro 1: Classificação Internacional da Cefaléia:

 

Primárias

Migrânea
Cefaléia do tipo tensional
Cefaléia em salvas e outras cefaléias trigemio-autonomicas
Outras cefaléias primárias

Secundárias

Cefaléia atribuída a trauma cefálico e/ou cervical
Cefaléia atribuída a doença vascular craniana ou cervical
Cefaléia atribuída a transtorno intracraniano não-vascular
Cefaléia atribuída a uma substância ou a sua retirada
Cefaléia atribuída a infecção
Cefaléia atribuída a transtorno da homeostase
Cefaléia ou dor facial atribuída a transtorno do crânio, pescoço, olhos, ouvidos, nariz, seios da face, dentes, boca ou outras estruturas faciais ou cranianas
Cefaléia atribuída a transtorno psiquiátrico

Neurologias cranianas, dor facial primária ou central e outras cefaléias

Neuralgias cranianas e causas centrais de dor facial
Outras cefaléias, neuralgias cranianas e dor facial primária ou central

Fonte: Internacional Headache Socciety-2004 (SANTOS, 2010).

 

Segundo Raffaelli; Neto e Roesler (2005, p. 15) com a descrição de outros tipos de cefaléia, a Classificação das Cefaléias de 1962 teve de ser revisada e ampliada. A segunda classificação foi organizada em 1988, por 55 cefaliatras da Europa, Estados Unidos, Canadá e Brasil. Foram descritos 150 tipos de cefaléia. Já existem outras, mas que não entraram nessa classificação por terem sido reconhecido após a sua elaboração. Em 2004 foi publicada a 3ª classificação das cefaléias, com descrição de quase 300 tipos diferentes de dor.

A classificação das cefaléias do tipo tensional segundo o comitê de classificação das cefaléias da Sociedade Internacional de Cefaléia de 2004 são: Cefaléia do tipo tensional episódica infrequente, Cefaléia do tipo tensional episódica freqüente, Cefaléia do tipo crônica e Cefaléia do tipo tensional.

O diagnóstico de cefaléia é importante para todos os profissionais da área da saúde, não apenas aos médicos, mas a todos aqueles envolvidos no atendimento aos pacientes (GALDINO; ALBUQUERQUE; MEDEIROS, 2007).

Segundo Pizzatto (2010, p. 24-25) o conceito desse tipo de cefaléia surgiu no século XIX. William Osler, nos EUA, foi o primeiro a opinar que tais cefaléias pudessem ser devidas à contração muscular. Referiu-se a cefalodínia como reumatismo muscular da cabeça. James Cyriax, também americano, injetou, no início deste século, solução hipertônica nos músculos da cabeça, levando-os a um espasmo palpável e conseqüente cefaléia. Cinco anos mais tarde, Harold Wolff reproduziu essa experiência e postulou que qualquer cefaléia poderia resultar em contratura muscular reflexa, na cabeça e pescoço, e também que tensão emocional poderia resultar em contraturas musculares, as quais resultam nas cefaléias mais comuns. Segundo Harold Wolff, as assim chamadas cefaléias por contração muscular (sinônimo de tensional) eram causadas pela contratura da musculatura da cabeça, levando a compressão das 31 artérias subjacentes, resultando num processo isquêmico-doloroso. Não há duvida que existam músculos na cabeça e no pescoço e que eles podem doer. Porém, há sérias dúvidas se essa é a verdadeira causa da assim chamada cefaléia tensional.

Segundo Krymchantowski (2003) o termo cefaléia do tipo tensional define as cefaléias primárias anteriormente denominadas de cefaléias tensionais, cefaléias de contração muscular, psicogênicas, psicomiogênicas, de estresse, essencial e de tensão. Essas denominações revelavam-se ambíguas e controversas, incluindo simultaneamente aspectos clínicos e propostas de fisiopatologia, não sendo universalmente aceitas e dificultando a realização de estudos aceitos pela comunidade científica. Com a classificação internacional de cefaléias de 1988, as cefaléias do tipo tensional puderam ser mais bem definidas e hoje, com a classificação de 2003, seus critérios diagnósticos estão mais claros e próximos da realidade.

   Segundo Santos et al. (2007, p. 25) a cefaléia tensional pode durar de 30 minutos a vários dias, podendo ser contínua em casos severos. A dor é de intensidade média ou moderada e descrita como sensação de opressão, pressão ou cefaléia persistente, geralmente dada de forma bilateral, estendendo-se desde a fronte, passando pelas têmporas e chegando até o occipito. Os pacientes sempre reportam uma irradiação da tensão do occipto para os músculos posteriores do pescoço e, em casos mais severos, estendendo-se para toda musculatura da cintura escapular.

É de domínio do profissional da área da saúde o conhecimento da anatomia e biomecânica do corpo humano, pois segundo Castro (2004, p. 20), o crânio é constituído por oito ossos, dos quais quatro são ímpares e dois são pares. Os pares são o parietal e temporal e os ímpares são o frontal, occipital, esfenóide e etmóide.

De acordo com Moore e Dalley (2011, p. 20) as suturas do crânio são exemplos de articulações fibrosas. Esses ossos estão muito próximos, ou se entrelaçam ao longo de uma linha ondulada ou se sobrepõem. Uma articulação fibrosa do tipo sindesmose une os ossos por meio de uma lâmina de tecido fibroso, um ligamento ou uma membrana fibrosa. Conseqüentemente este tipo de articulação é parcialmente móvel. A quantidade de movimento que ocorre em uma articulação fibrosa depende, na maioria dos casos, do comprimento das fibras que unem os ossos articulares.

Segundo Williams (1995, p. 530) o crânio consiste no músculo epicrânio que é formado pelos músculos occipito-frontal e temporoparietal e uma aponeurose superficial no couro cabeludo denominado gálea aponeurótica. O músculo occipito-frontal cobre a abóbada craniana das linhas nucais supremas até os supercílios. É considerado um músculo superficial, pois são inserções em estruturas ósseas e sua ação é retrair o couro cabeludo. O ventre frontal eleva os supercílios e a pele do nariz. A parte temporoparietal é uma lâmina muscular variavelmente desenvolvida entre a parte frontal e os músculos auriculares anterior e superior. A parte occipital do músculo occipito-frontal é suprida pelo ramo auricular posterior; a parte frontal, pelos ramos temporais do nervo facial (VII par craniano).

As vértebras cervicais formam o esqueleto ósseo do pescoço e estão localizadas entre o crânio e o tórax (MOORE; DALLEY, 2011, p 385).

 De acordo com Hoppenfeld (1997), todas as vértebras, da segunda até a primeira sacral, articulam-se por meio de articulações cartilagíneas entre seus corpos, articulações sinoviais entre seus processos articulares e articulações fibrosas entre suas lâminas, processos transversos e espinhosos. (WILLIAMS, 1995, p. 452)

Os corpos vertebrais são unidos por ligamentos longitudinais anterior e posterior e por discos intervertebrais fibrocartilagíneos entre lâminas de cartilagem hialina. (WILLIAMS, 1995, p. 452).

 

Quadro 2: Músculos da coluna cervical.

 

REGIÃO ANTERIOR

MÚSCULOS

AÇÃO

Esternocleidomastóideo Inclina a cabeça ipsilateralmente e roda a face para o lado oposto, flexão cervical e ação inspiratória
Escaleno Anterior Flexão da cervical e inclinação ipsilateral e rotação contra-lateral da cabeça e ação inspiratória (eleva a primeira costela)
Escaleno Médio Inclina a cervical ipsilateralmente e ação inspiratória (eleva a primeira costela)
Pré-vertebrais Flexão da cabeça e do pescoço

REGIÃO POSTERIOR

MÚSCULOS

AÇÃO

Trapézio Eleva a escápula, retrai a escápula
Elevador da escápula Eleva a escápula e inclina a cabeça ipsilateralmente
Esplênio da cabeça Retrai a cabeça, inclinação e rotação ipsilateral
Triângulo

suboccipitalReto posterior maior da cabeçaExtensão e rotação ipsilateral da cabeçaReto posterior menor da cabeçaExtensão da cabeçaOblíquo superior da cabeçaFlexão póstero-lateral da cabeçaOblíquo inferior da cabeçaRotação ipsilateral da cabeça

 

Fonte: Williams (1995).

Segundo Flores e Costa (2004) a fisiopatologia da cefaléia é considerada bastante complexa, sendo possível observar um histórico evolutivo de hipóteses para o problema. Originalmente, no início do século XX, foi levantada a hipótese da contração muscular na etiologia da dor. A contração surgiria como uma reação física a estímulos ambientais ou psicológicos, nocivos. Esta contração provocaria uma isquemia muscular na região da nuca e no crânio, resultando em episódios prolongados de dor.

            Sanvito e Monzillo (2001) relatam que os mecanismos fisiopatológicos da cefaléia tipo tensional são pouco claros e, aparentemente, o estresse físico e/ou mental exercem um papel importante na gênese da dor. O conceito clássico de que a contração dos músculos pericranianos exerceria um papel importante no aparecimento da dor é hoje contestado. A contração muscular prolongada acarretaria uma “isquemia” dos músculos cefálicos com o desencadeamento dos fenômenos álgicos. A dor é parte integrante da vida, presente ao longo de todo o ciclo de desenvolvimento desde o nascimento até a morte. Aparece associada a doenças, processos inflamatórios, acidentes e procedimentos médicos ou cirúrgicos e, embora tão desagradável e estressante, é essencial para a sobrevivência porque exerce uma função protetora para o organismo.

            Para Branco et al. (2005) a dor, aguda ou crônica, constitui o principal motivo pelo qual um indivíduo procura tratamento médico. É uma experiência vivenciada pela quase totalidade dos seres humanos e, como sintoma ou doença, é frequentemente objeto da procura pelo sistema de saúde. Enquanto a dor aguda é fundamental para a preservação da integridade do indivíduo, por ser um sintoma que alerta para a ocorrência de lesões no organismo, a dor crônica não tem esse valor biológico, constituindo uma importante causa de incapacidade. As dores crônicas estão entre os problemas mais difíceis de serem controlados na vida profissional.

            De acordo com a Portaria GM/MS n° 1.318 de 23 de julho de 2002, (VIEIRA e ZUCCHI, 2009), a dor pode ser classificada de acordo com seu mecanismo fisiopatológico em: dor nociceptiva e neuropática. A dor nociceptiva compreende a dor somática e visceral e ocorre diretamente por estimulação química ou física de terminações nervosas normais localizadas na pele ou tecidos mais profundos e é usualmente localizada. Segundo Gomes et al. (2005), os receptores sensoriais, preferencialmente sensíveis a estímulos nocivos encontram-se na pele, músculos, tecidos conjuntivos e vísceras torácicas e abdominais. Caracterizam-se pelos seus padrões de reações a estímulos cutâneos, mecânicos, térmicos e químicos.

            A teoria da dor, segundo as comportas de Melzark e Wall (1965), diz que diversas fibras nervosas do tipo nociceptivas carregam estímulos sensitivos ao corno posterior da medula espinhal. Esses estímulos dolorosos são enviados através das fibras tipo C (finas, não mielinizadas e de condução lenta) e das fibras tipo A (delta, finas e mielinizadas). Os estímulos como tato e pressão são orientados pelas fibras de condução rápidas tipo A-alfa e A-beta (grossas e mielinizadas). No corno posterior da medula, as fibras tipo T recebem os estímulos dolorosos e transmitem ao cérebro. Contudo, uma substância gelatinosa do corno posterior da medula é capaz de modular estimulando ou inibindo as células T, agindo como comportas da dor. Se as fibras grossas forem estimuladas, conduzirão os estímulos mais rapidamente fechando as comportas da dor inibindo a transmissão de estímulos dolorosos até o cérebro. Esse efeito é causado pela estimulação elétrica (Transcutaneous Electrical Nerve Stimulation – TENS) e pelo tato, explicando assim porque muitas vezes esfregar a região onde há dor acaba causando o seu alívio (SILVA; CAMPOS, 2006).

            A definição atual de dor neuropática, proposta pela International Association for the Study of Pain (IASP), é a dor iniciada ou causada por uma lesão ou disfunção primária do sistema nervoso (BACKONJA, 2003). Esta definição tem sido útil para diferenciar a dor neuropática de outros tipos de dor, mas carece de especificidade diagnóstica e de precisão anatômica (TREEDE et al., 2008) pelo que há que distinguir a dor neuropática da dor: 1) secundária à neuroplasticidade do sistema nociceptivo resultante da estimulação nociceptiva exacerbada; e 2) músculo-esquelética e outros tipos de dor que aumentam indiretamente no curso dos distúrbios neurológicos (TREEDE et al., 2008; BARON; TÖLLE, 2008).

            A lesão do sistema nervoso resulta em alterações funcionais que podem localizar-se em qualquer nível do eixo nervoso desde o nervo periférico ao cérebro (FINNERUP; SINDRUP; JENSEN, 2007). Sempre que possível, a dor neuropática deverá ser classificada em central ou periférica, consoante a localização da lesão/disfunção, pois apresentam manifestações clínicas e patofisiologia distintas (TREEDE et al., 2008; DWORKIN, 2003). A dor neuropática pode ainda classificar-se, consoante à duração, em “aguda” ou “crônica”; esta, mais freqüente, é a dor que persiste para além do período normal de cicatrização ou por mais de três meses (DWORKIN, 2003; BENNETT; BOUHASSIRA, 2007).

            A Dor Neuropática (DN) é amplamente conhecida como uma das condições dolorosas crônicas mais difíceis de reconhecer e tratar, constituindo um desafio significativo para clínicos gerais e especialistas da dor (TORRANCE; SMITH; BENNETT, 2007; HERR, 2004). É particularmente problemática pela sua severidade, etiologia heterogênea, cronicidade e resistência às terapias analgésicas convencionais (GILRON; WATSON; MOULIN, 2006; VADALOUCA; SIAFAKA; VRACHNOU, 2006). O tratamento com analgésicos não-convencionais como anti-epilépticos ou antidepressivos pode ser eficaz nesta situação (TORRANCE; SMITH; BENNETT, 2007). O impacto pessoal da DN é vivido intensamente por estes pacientes que a classificam de “devastadora” e “exaustiva” (CLOSS et al., 2007), pois há interferência na qualidade de vida, humor, atividades da vida diária e capacidade de trabalho (GILRON; WATSON; MOULIN, 2006).

            Segundo Baron (2009) a fisiopatologia da DN ainda não é completamente conhecida. Mas o entendimento dos mecanismos celulares e moleculares dessa dor tem avançado com o desenvolvimento de vários modelos experimentais de lesão nervosa. Ambos mecanismos periféricos e centrais têm sido propostos como sendo relevantes para a patogênese da DN. A dor neuropática surge após lesão do nervo ou sua disfunção. Uma variedade de mecanismos fisiopatológicos distintos no sistema nervoso periférico e central podem operar conjuntamente. Em alguns pacientes, a lesão do nervo provoca alterações moleculares nos neurônios nociceptivos que se tornam anormalmente sensíveis e desenvolvem atividade espontânea patológica (upregulation dos canais de sódio e os receptores). Estes fenômenos podem levar a dor espontânea, disparando sensações de dor, bem como hiperalgesia e dor simpaticamente mantida.  Atividade espontânea de grandes fibras A nociceptivas pode levar a parestesias. A hiperatividade em nociceptores, por sua vez induz alterações secundárias (hiperexcitabilidade) de neurônios na medula espinhal e no cérebro. Esta sensibilização central faz com que a entrada de impulsos nas fibras mecanoreceptivas sejam percebidas como dor (alodínia mecânica). Alterações neuroplásticas no centro de sistemas modulatórios descendentes da dor (inibitória ou facilitadora) podem levar a mais hiperexcitabilidade.

            De acordo com Gilron et al. (2006) depois de dano no nervo, a transcrição e o tráfico axonal dos canais de sódio para o local da lesão é aumentada, com atenuação concomitante de canais de potássio. A expressão alterada de canais iônicos geram atividade ectópica, que é considerada a gênese da dor espontânea e paroxística. A lesão do nervo periférico provoca uma série de mudanças na transcrição de genes e ativação de proteino quinases, incluindo o reforço da N-metil-D-aspartato (NMDA) a atividade do receptor.

3.2 CEFALÉIA SEGUNDO A MEDICINA TRADICIONAL CHINESA

 

A Medicina Tradicional Chinesa (MTC) vem sendo estudada milenarmente. Seus primeiros relatos em uso terapêutico dos pontos de Acupuntura datam aproximadamente 5200 anos, tendo se difundido nos países orientais (ERTHAL, 2008).

Segundo Silvadoria (2010) o texto mais antigo que se tem notícia é o Clássico da Medicina Interna do Imperado Amarelo, texto clássico e fundamental da Medicina Tradicional Chinesa, que descreve aspectos anatômicos, fisiológicos, diagnósticos e terapêuticos das moléstias. Provavelmente ele foi implantado ao longo de vários séculos, até sua versão definitiva por volta do século I A.C.

Segundo Oliveira (2010), os primeiros relatos de tradição oral a respeito da Medicina Tradicional Chinesa remontam a século VI A.C., na figura de um médico de nome Yi He, que atribuía a doença como resultado de interações entre os fatores climáticos (frio, calor, chuva, sol, umidade, secura) yin e yang, considerados como duas forças que compunham o Universo: uma representando a luz e outra representando a escuridão, ou masculino e feminino.

            Segundo Yamamura (2001, p. XLIII) a MTC concentra-se na observação dos fenômenos da Natureza e no estudo e compreensão dos princípios que regem a harmonia nela existente. Na concepção chinesa, o Universo e o Ser Humano estão submetidos às mesmas influências, sendo partes integrantes do Universo como um todo. Desse modo, observando-se os fenômenos que ocorrem na Natureza, pode-se por analogia estendê-los à fisiologia do corpo humano, pois nele se reproduzem os mesmos fenômenos naturais. Nessa visão global de integração Natureza-Ser Humano, todas as ciências são coerentes e concordantes entre si, todos os ramos do conhecimento humano partem ou confluem para o saber básico, estruturado sobre os princípios da Fisiologia Chinesa.

            Esse mesmo autor descreve a concepção filosófica chinesa a respeito do Universo está apoiada em três pilares básicos: a teoria do Yang/Yin, dos Cinco Movimentos e dos Zang Fu (Órgãos e Vísceras): Conceito do Yang/Yin: conceito básico e fundamental de todas as ciências orientais que corresponde à condição primordial e essencial para a origem de todos os fenômenos naturais, como, por exemplo, o princípio da energia e da matéria. Conceito dos Cinco Movimentos: por meio desse conceito, procuram-se explicar os processos evolutivos da Natureza, do Universo, da Saúde e da Doença. Conceito do Zang Fu (Órgãos/Vísceras): aborda a fisiologia em energética dos Órgãos, das Vísceras e das Vísceras Curiosas do Ser Humano, que constituem o alicerce para a compreensão da fisiologia e da propedêutica energética e da fisiopatologia das doenças e seu tratamento.

Segundo Yamamura (2001, p. LVI) a acupuntura, o recurso terapêutico mais conhecido da Medicina Tradicional Chinesa no Ocidente, é o meio pelo qual, mediante inserção de agulhas são feitos a introdução, a mobilização, a circulação e o desbloqueio da energia, além da retirada das Energias Turvas (Perversas), promovendo a harmonização, o fortalecimento dos Órgãos, das Vísceras e do corpo.

A palavra “acupuntura” origina-se do latim, a partir de acus (agulha) e punctura (puncionar). A Acupuntura refere-se, portanto, à inserção de agulhas através da pele, nos tecidos subjacentes, em diferentes profundidades e em pontos estratégicos do corpo, para produzir o efeito terapêutico desejado (KIDSON, 2006).

Trata-se de uma técnica, onde as agulhas são inseridas com o objetivo de estimular determinados pontos do corpo, denominados acupontos. Esses acupontos são localizados em canais de energia (SALAZAR; REYES, 2004). Os canais de energia ou meridianos como também são conhecidos, se projetam na pele, cuja dimensão não ultrapassa alguns milímetros quadrados (YAMAMURA, 2001, p. LVI).

            A estimulação dada na acupuntura, em determinados pontos da pele por meio das agulhas é de uma freqüência de 2 a 3 Hz, capazes de ativar as fibras nervosas, que conduzem os estímulos, provocando um seqüência de reações fisiológicas (MELZACK, 1975).

            Para Erthal (2008) essa estimulação na pele em pontos específicos deve produzir uma sensação especifica denominada de “Dequi” ou “Qi”, sendo obtido pela manipulação manual da agulha consistindo em rotações e pistonagens (movimentos de subida e descida) que podem ser breves (alguns segundos) ou prolongados por minutos dependendo da situação clínica. Com a aplicação ativam-se os canais energéticos provocando uma sensação de choque, queimação ou tumefação na área, desencadeando uma resposta fisiológica pelas vias aferentes.

O Primeiro livro que trata da acupuntura é o Nei Ching, surgiu no terceiro século antes de Cristo, chamado também de A Bíblia da Acupuntura. É atribuído ao lendário Imperador Huang-Ti, também chamado de Imperador Amarelo e o Médico da corte Qi Pó (SILVADORIA, 2010).

Segundo Silvadoria (2010), a medicina praticada pelos chineses já chegava ao Ocidente em meados de 1255, com a viagem a terra dos Mongóis. Tempos depois o primeiro interesse da comunidade médica no ocidente pela acupuntura surgiu após a noticia de que o jornalista americano James Reston foi tratado com acupuntura, do que na China a Acupuntura era usada como analgésicas em cirurgias. Varias clínicas de dor crônica passaram a usá-la como terapia e, com o despertar do movimento alternativo, mais e mais médicos passaram a se interessar pela a acupuntura.

De acordo com Branco et al. (2005), no entanto, com a difusão da Medicina Tradicional Chinesa (MTC) no ocidente, muitos pesquisadores começaram a questionar sobre a participação de estruturas orgânicas no mecanismo de ação da acupuntura, e o desenvolvimento de pesquisas nessa área, principalmente nas últimas décadas, evidenciou estreita relação entre os efeitos da acupuntura e o sistema nervoso central e o periférico, bem como vários tipos de neuro-hormônios.

Segundo Lin; Hsing e Pai (2008), com o destaque na imprensa, acupuntura atingiu um status como uma alternativa exótica de tratamento. O reconhecimento da Organização Mundial da Saúde, considerando a acupuntura como um procedimento válido na saúde e o painel do National Institutes of Health, em 1988, criando o Centro de Medicina Alternativa e Complementar para validar e recomendar acupuntura para algumas indicações específicas, elevaram a modalidade como prática aceita pela comunidade médica.

            Hoje a acupuntura tem recebido grande destaque na mídia nas últimas décadas como uma modalidade terapêutica alternativa aos tratamentos convencionais. Muitas teorias tem sido elaboradas sobre os possíveis mecanismos fisiológicos com liberação de substâncias analgésicas e anti-inflamatórias (CHRIST, 2005).

            Segundo Oliveira (2010), por toda a comprovação da eficácia relatada por médicos e pacientes, a acupuntura, nos últimos anos, tem-se tornado um importante método no tratamento das cefaléias, em especial, cefaléia primária, sem causa conhecida, não somente pelo seu efeito analgésico, mas pelo potencial de cura, desde que o diagnóstico e tratamento estejam corretos. Nos últimos anos, surgiram vários estudos investigando a eficácia da acupuntura no tratamento da cefaléia.

            O controle da dor pela acupuntura, segundo Botey & Rodriguez (2005) apud Garcia (2008) pode ser explicado pelas teorias neurológicas da “comporta” e “controle de entrada”. A percepção da dor está modulada por vias do Sistema Nervoso Central. Em circunstâncias normais, a entrada está “aberta” e os impulsos dolorosos passam livremente, porém quando as agulhas são inseridas, parte um segundo impulso do ponto de inserção. Este chega à porta de entrada, bloqueia esses impulsos dolorosos e origina o fechamento da entrada, ou seja, existe uma competição entre o impulso doloroso e o não doloroso, assim o cérebro deixa de registrar a dor. Também possui uma função importante o sistema nervoso simpático e parassimpático, pois existem evidências que as fibras nervosas localizadas ao redor dos vasos arteriais enviam ao cérebro e à medula espinhal os impulsos originados pelas agulhas. Como apoio às teorias nervosas que explicam a analgesia pela acupuntura, sabe-se que esta técnica produz liberação de endorfinas hipofisárias, as quais inibem de forma pré-sináptica a transmissão de impulsos dolorosos, tarefa em que também participam outros neurotransmissores inibidores, como GABA (inibidor neuronal) e serotonina. Tem-se demonstrado que os impulsos nervosos que chegam ao tálamo por estimulação da acupuntura inibem os estímulos da dor no núcleo contralateral e parafascicular do tálamo. Esses impulsos de dor somente podem ser bloqueados com morfina, endorfinas e a ação da acupuntura sobre as fibras sensoriais de certos pontos distribuídos pela pele.

Uma das explicações, de acordo com Lin, Hsing e Pai (2008), é que acupuntura agiria como um estímulo nociceptivo, estimulando a fibra A-delta, cujos impulsos trafegam mais velozmente do que os estímulos de dor carregados pelas fibras C não mielinizadas e, através de conexões neuronais dentro do mesencéfalo, geraria um impulso inibitório descendente, gerando analgesia. Isso, em parte, explicaria por que uma agulha espetada em um local longe do sítio de dor poderia levar à analgesia do mesmo.

            A acupuntura segundo este mesmo autor também estimularia a liberação de opióides endógenos e neurotransmissores como serotonina, o que explicaria o mecanismo de controle da dor aguda e crônica, além de possíveis ações em distúrbios depressivos. Outros estudos demonstraram que níveis de endorfina e encefalina no líquor são influenciados pela acupuntura e, cujos efeitos, são bloqueados por naloxone. Por outro lado, a presença de uma agulha pode ser interpretada como um estímulo imunomodulador, ativando a liberação de fatores mediadores de inflamação localmente, além da elevação de ACTH e conseqüentemente corticosteróide endógeno.

Segundo os autores Araújo e Almeida (2009), uma vez estimulada a área dos pontos de acupuntura, localizados sobre áreas de terminações nervosas, ocorre o envio de estímulos ao Sistema Nervoso Central, passando pela Medula Espinhal, área de formação reticular no tronco cerebral, atingindo o mesencéfalo, hipocampo e hipotálamo, ocorrendo a liberação de endorfinas encefálicas e dismorfina que bloqueiam os estímulos de dor, além da estimulação das vias serotoninérgicas e encefalinérgicas, que liberam os opióides promovendo um efeito analgésico da terapia realizada pela acupuntura, ocorrendo, assim, a redução do uso de medicamentos.

De acordo com Pai (2010), a acupuntura atua aumentando a ação do Sistema Supressor de Dor. No encéfalo e no hipotálamo, existem complexos nervosos reguladores das sensações de dor, os quais, uma vez estimulados por agulhas nos terminais nervosos (pontos), geram um impulso que aumenta a liberação de neurotransmissores no complexo supressor de dor, ou seja, é produzido o efeito analgésico em nível cerebral. Além disso, atua na liberação dos neurotransmissores encefalina e dinorfina, que bloqueiam a transmissão de dor da medula espinhal para o cérebro e, nas células brancas do local inflamado, a acupuntura provoca maior concentração de endorfina, e esta atua como analgésico local.

Segundo a Medicina Tradicional Chinesa (MTC), a condição de saúde é resultante da condição da existência de certo equilíbrio entre todos os sistemas internos físicos ou psíquicos. Saúde em sentido amplo. (SILVA, 2007).

A situação de desequilíbrio é expressa por sinais de hiperfuncionalidade, excitação, excesso, ou por uma manifestação de hipofuncionalidade, como a depressão ou uma insuficiência. Tais sinais poderiam apontar a direção de uma condição que levará ao sofrimento, seja ele físico ou mental (SILVA, 2007).

A doença, na MTC, é considerada um bloqueio ou distorção de energia vital e sua causa está relacionada com a tensão emocional e com fatores climáticos a que o corpo é exposto. Na MTC, existem energias que protegem e que destroem o organismo; o entendimento dessas energias permite o controle do corpo e a boa saúde (FRÖNER, 2007).

Para Maciocia (2007, p. 264) a dor pode ser causada pelas condições de Excesso ou de Deficiência. O caráter de Excesso ou de Deficiência da dor sempre deveria ser averiguado, especialmente em relação à dor experimentada na cabeça, no tórax ou no abdome. Como regra geral e segura, a dor de uma condição de Excesso é mais intensa e mais aguda que a de uma condição de Deficiência, a qual tende a ser surda e muito menos intensa.

Este mesmo autor (2010, p. 2) explica que a etiologia apresenta padrões como: Exterior por Vento-Frio, Vento-Calor e Vento-Umidade. Interior por Excesso: Subida do Yang do Fígado, Fogo do Fígado, Vento do Fígado, Estagnação do Qi do Fígado, Estagnação de Frio no Canal do Fígado, Umidade, Fleuma Turva, Vento-Fleuma Turva, subida do Yang do Fígado com Fleuma na cabeça, Retenção de Alimentos, Estagnação de Sangue, Calor do Estômago. Interior por Deficiência de Qi, Deficiência de Sangue e Deficiência do Rim.

Fatores externos como clima ou alterações de tempo também ocasionam a cefaléia que segundo Maresh apud Bischko (1984) que se baseou nas observações de vários parâmetros relatou que os pacientes não reagem as alterações barométricas e sim ao deslocamento de correntes quentes ou frias, uma por cima da outra com diferentes graus de umidade.

De acordo com Yamamura (2001, p. 789) as cefaléias e a enxaqueca constituem uma das queixas mais freqüentes na clínica diária e sua etiopatogenia está ligada a vários fatores, entre os quais, destacam-se o acometimento pelas Energias Perversas Vento e Calor, o estado de Yang excessivo do Gan (Fígado-Yang), o acometimento pela Mucosidade e Umidade e o vazio de Qi, principalmente do Shen (Rins). As cefaléias na concepção da Medicina Tradicional Chinesa, podem ser classificadas segundo suas origens decorrentes de acometimento dos Canais de Energia Tendinomusculares, Curiosos, Distintos e/ou dos Canais de Energia Principais afetados.

Segundo Maciocia (2009, p. 2) a constituição do corpo, herdada dos pais, depende de três aspectos: da saúde geral dos pais; da saúde dos pais no momento da concepção; das condições da gravidez da mãe. Quaisquer desses fatores podem afetar o estado do corpo e se tornar, mais tarde, uma causa de cefaléias. Dores de cabeça persistentes e recorrentes que começam na infância (normalmente entre 7 e 10 anos de idade) indicam forte presença de um fator constitucional da doença. Se o Qi e a Essência dos pais forem fracos, a Essência do Céu Anterior resultante na criança também será fraca, ocorrendo o mesmo quando os pais conceberem muito idosos. As duas situações podem gerar dores de cabeça que se iniciam durante a infância, provenientes de deficiência do Rim ou do Fígado. Mesmo que a saúde geral dos pais seja boa, se ela estiver fraca no momento da concepção (talvez por excesso de trabalho e de atividade sexual, por consumo excessivo de álcool ou uso de determinados remédios ou drogas, tais como cannabis ou cocaína), isso resultará em uma criança de constituição fraca, que possivelmente sofrerá de dores de cabeça. Nesse caso, a fraqueza produzirá efeito não no Rim ou no Fígado, mas em quaisquer outros órgãos, isto é, no Baço, no Pulmão ou no Coração, dependendo da condição em particular que é negativamente afetada na saúde dos pais. A fraqueza hereditária do Baço da criança pode manifestar-se por tono muscular fraco, fraqueza física, problemas digestivos e, as dores ocorrerão na fronte, estando relacionadas à ingestão de alimentos.

Este mesmo autor (2009, p. 4) descreve que trabalhar muitas horas sem o adequado descanso enfraquece o Qi do Baço e, em última análise, o Yin do Rim. Essa é a causa mais comum de deficiência de Yin nas sociedades industriais ocidentais. A deficiência do Yin do Rim provocará dores em toda a cabeça ou permitirá a subida do Yang do Fígado, o que causa cefaléias do tipo enxaqueca sobre o canal da Vesícula Biliar.

Segundo Kikko, Castro e Hagashiama (2012, p. 14) a cefaléia após atividade sexual intensa é comum nos homens, sob a perda temporária de essência do Rim, é rapidamente restabelecida não causando assim a doença. Porém quando não há tempo para restabelecer a Essência, resulta em deficiência Yin ou Yang do Rim, dependendo da constituição, e nas mulheres, a deficiência do Rim pode ocorrer com muitos partos em curto espaço de tempo, sendo indicado moderar a atividade sexual, a quantidade é relativa depende de cada pessoa, da constituição e da força da Essência. A dieta tem profunda influência na etiologia das cefaléias. Podendo afetar diferentes órgãos e localização da dor, a falta de alimentação pode causar deficiência de Qi e Sangue e a localização da dor geralmente é no topo da cabeça, o excesso de alimentação obstrui o Qi do Estômago, enfraquece o Baço/Pâncreas e a localização é frontal com característica aguda, no caso de excesso de alimentos quentes podem causar Fogo no Fígado e/ou calor no Estômago e a localização da dor é temporal e frontal respectivamente, com característica aguda. Ex.: pimenta, curry, carne vermelha, álcool. O excesso de alimentos que produzem Umidade afeta o Baço/Pâncreas e provoca Mucosidade, a localização da dor é frontal, com sensação de peso na cabeça. Ex.: leite e derivados, açúcar branco, alimentos frios, frituras. O excesso de sal causará a deficiência de Rim, a localização é em toda a cabeça ou região occipital. Ex.: salsicha, bacon, sopas prontas, cereais.

            Segundo Schiapparelli (2011) os mecanismos envolvidos no desenvolvimento da cefaléia na Medicina Tradicional Chinesa (MTC) têm dois quadros de diagnóstico: por meridiano, com base na localização e trajeto da dor; ou por síndrome, a qual dependente de fatores externos ou internos e características da dor. As síndromes podem ser devido ao excesso ou déficit em geral, as síndromes por excesso correspondem na maioria dos casos à enxaqueca e as síndromes por déficit à cefaléia do tipo tensional. A acupuntura é uma intervenção complexa, que também é caracterizado por uma estreita interação entre paciente e terapeuta. O complicado sistema da MTC na classificação de dores de cabeça frequentemente tem gerado grande diversidade entre as várias abordagens terapêuticas utilizadas nos diferentes estudos sobre a acupuntura no tratamento da cefaléia.

            De acordo com Yamamura (2004 p. XLIII-XLIV) os meridianos envolvidos na cefaléia: Vesícula Biliar caracterizando a cefaléia Shaoyang, Baço/Pâncreas na cefaléia Taiyin, Bexiga na cefaléia Taiyang, Fígado na cefaléia Jueyin e menstruação, Estômago na cefaléia Yangwei, cefaléia na região do vértice com comprometimento da mente, cefaléia por vazio Sangue e Qi, afecções por Vento, cefaléia generalizada afetando todo o encéfalo, cefaléia Yinwei associada à dor precordial.

            Segundo Zhang et al. (2009) de acordo com a MTC, a classificação das cefaléias é realizada por diferenciação de síndromes, que por sua vez, são definidas de acordo com o meridiano acometido, o que é avaliado tendo em vista a região da cabeça em que as dores são mais comuns, a saber; Região Temporal (Shao Yang): quando a dor ocorre na região temporal. Esta área corresponde ao Meridiano da Vesícula Biliar (VB). Esta dor normalmente é aguda e do tipo latejante; Região Occipital (Tai Yang): quando a dor ocorre na região occipital. Corresponde a área do Meridiano da Bexiga (B). Dor geralmente acompanhada de rigidez nas costas e pescoço; Região Frontal (Yang Ming): quando a dor ocorre na região frontal. Corresponde a área do Meridiano do Estômago (E). Normalmente associada com uma sensação de peso na cabeça, atordoamento e falta de concentração; Região do topo da cabeça (Jue Ying): quando a dor atinge o topo da cabeça. O Meridiano responsável é o Fígado (F). A dor é do tipo surda e melhora quando o indivíduo se deita.

            Segundo os autores Maciocia (2009, p. 10-12) e Yamamura (2004 p. XLIII-XLIV) a localização na nuca indica invasão exterior de Vento-Frio ou deficiência do Rim com sensação de vazio, a cefaléia crônica na área occipital ocorre geralmente por deficiência do Rim manifestando no meridiano da Bexiga. Dores agudas ocorrem devido à invasão de Vento-Frio com rigidez nas costas e pescoço. Dor crônica com rigidez em ombro e pescoço indica ascensão do Yang do Fígado. Na região temporal pode ser decorrente de Vento Frio ou Calor ou aumento de Fogo na Vesícula Biliar ou no Fígado; a dor é aguda e latejante. Quando a dor é unilateral corresponde na MTC que o lado esquerdo é por deficiência e o direito por excesso. Na região frontal indica Calor no Estômago se a dor for aguda, no caso de dor contínua pode indicar deficiência de Estômago ou de Sangue. A dor atrás dos olhos ocorre devido à deficiência de Sangue do Fígado com dor do tipo surda, ou à ascensão de Yang do Fígado se for aguda e severa. Dor no vértice indica deficiência de Sangue ou Fígado, melhora quando o paciente deitar. Quando afeta a cabeça inteira indica invasão exterior do Vento-Frio.

Estes mesmos autores explicam se houver mais de um padrão a dor pode ocorrer em várias partes da cabeça. Se ficar mudando o tempo todo indica Vento no Fígado. Presença de dor no meridiano da Vesícula Biliar o padrão é de ascensão do Yang do Fígado. Presença de dor no meridiano da Bexiga o padrão é de deficiência do Rim. Diagnóstico de acordo com o padrão: Vento-Frio afeta a região occipital, severa com rigidez pronunciada; Vento-Calor afeta a cabeça toda, severa com distensão; Vento-Umidade com sensação de peso como se a cabeça estive coberta; Yang ou Fogo no Fígado manifesta distensão; Vento no Fígado manifesta puxão, aperto, tensão; Estase de Sangue assemelha à facada, alucinante perfurante; Mucosidade tem sensação de peso, tontura. Deficiência de Qi e Sangue dor surda; na deficiência de Rim apresenta sensação de Vazio. O início recente indica ataque exterior de Vento-Frio, o início gradual indica ataque interior.

            De acordo com os autores Maciocia (2009, p. 10-12) e Yamamura (2004 p. XLIII-XLIV) o tipo de dor em sensação de peso indica Umidade e Mucosidade, Estase de Sangue ou Calor no Estômago causando obstrução e impedindo o Yang Qi puro subir para a cabeça e o Yin Qi turvo descer, podendo apresentar dificuldade de pensar e concentrar, especialmente de manhã. Na Mucosidade ocorre ainda a visão turva e tontura. Dor no interior da cabeça indica deficiência do Rim, dor pulsante em distensão indica aumento do Yang do Fígado, dor maçante por Estase de Sangue. Dores agudas ocorrem devido à invasão de Vento externo Frio ou Calor, quando piora com Frio ou Calor indica padrão Frio ou Calor com plenitude, com sensação de puxão, por ascensão do Yang do Fígado, Vento do Fígado. Agravada pela fadiga e melhora com o repouso indica deficiência de Qi. Dor surda indica condição de Vazio, de causa interna, por deficiência de Qi e/ou de Sangue, deficiência do Rim, deficiência de Sangue no Fígado. Sensação de vazio: indica deficiência de Rim Yin ou Yang. Dor com rigidez muscular indica invasão de Vento Frio externo. Dor em distensão: corresponde à latejante, pulsátil, relacionada ao Yang ou Fogo do Fígado com dor na região lateral, ou por Vento-Calor que poderá afetar toda a cabeça. Puxão, tensão, aperto, indica vento do Fígado interno. Facada, perfurante, alucinante, intensa e fixa, indica Estase de Sangue.

Estes mesmos autores concluem outra causa de dor aguda pode ser o padrão de Umidade-Calor na Bexiga. Alguns fatores desencadeantes da cefaléia como a condição climática quando piora com o Calor e melhora com o Frio indica ascensão do Yang ou Fogo do Fígado, quando piora com o Frio indica deficiência de Yang, quando piora com o tempo úmido indica a presença da Umidade ou Mucosidade. Quando piora com a atividade e melhora com repouso indica deficiência de Qi ou Sangue, se melhora com a atividade leve indica ascensão de Yang do Fígado, quando piora em repouso indica Umidade ou Mucosidade. Em relação à atividade sexual pode piorar com a ejaculação ou orgasmo indicando deficiência do Rim, quando melhora indica Fogo do Fígado. Na alimentação em casos de intolerância alimentar, pode piorar com a retenção de alimento por Calor no Estômago, Umidade ou Mucosidade. Quando melhora com a alimentação indica deficiência de Qi ou Sangue. Quando piora com alimentos ácidos indica ascensão do Yang do Fígado. A postura ao deitar diminuir a dor indica deficiência, se piorar ao deitar e melhorar ao sentar indica excesso, nessa situação quando a dor é severa indica ascensão do Yang do Fígado. Menstruação: dor no início do ciclo indica ascensão do Yang do Fígado, no meio do ciclo indica ascensão do fogo do Fígado ou Estase de Sangue, no final do ciclo indica deficiência de Sangue. Quando melhora com a compressão indica deficiência, se piora indica excesso. O horário durante o dia indica deficiência de Qi ou Yang, durante a noite indica deficiência de Sangue ou Yin.

3.3 PROTOCOLO DAS FUNÇÕES ENERGÉTICAS E INDICAÇÕES NOS ACUPONTOS UTILIZADOS PARA O TRATAMENTO DAS DORES NAS CEFALÉIAS

 

            Esse item detalha os pontos de Acupuntura para o tratamento das dores nos diferentes padrões de cefaléias nos Canais de Energia Principais e fora deles, como os Canais Tendinomusculares (TM), Pontos Extras (EX) conhecidos também por pontos de Miscelânea (M) em todo o corpo e Vasos Maravilhosos. Para uma melhor escolha dos pontos de Acupuntura, seguem abaixo protocolos já estudados por outros autores, a fim de promover analgesia no organismo.

P-7 (Liegue) Harmoniza o Fei Qi (Pulmão). Promove a circulação de Fei Qi (Pulmão). Promove o peristaltismo intestinal. Regulariza o Qi do canal de energia curioso Ren Mai. Dispersa o Vento perverso. Promove a dispersão do Yang excessivo do Fei (Pulmão). Indicações: Tosse, angina, hemicrania, dores do punho e cotovelo, calor na palma da mão, polaciúria, paralisia facial, urticária, desmaio, trismo, amnésia, convulsão infantil, transtorno mentais depressivos e maníacos, risos incessantes, alucinações (YAMAMURA, 2001, p. 63-64). Promove a dispersão e a descida do Qi do Pulmão. Expele fatores patogênicos, em especial o vento externo e o vento frio. Também expele o calor do vento em menor grau. Promove a sudorese. Desobstrução nasal. Utilizado em problemas mentais e emocionais resultantes da desarmonia do Pulmão, como sofrimento não solucionado. Indicações: Rinite, cefaléia, disfunção autônoma, disfunção miccional, disfunções psicossomáticas (HECKER et al., 2007, p. 72).

Principal ponto para dispersar o Vento patogênico. Harmoniza, redireciona promove a circulação do Qi do Pulmão. Tonifica o Qi Defensivo e alivia a dor de garganta. Promove a dispersão do Yang excessivo do Pulmão, abrindo o tórax. Elimina Qi patogênico, regula a sudorese, elimina Vento, Umidade e Calor em face e Pulmão. Controla as áreas de pulmão, garganta, nariz, nuca e cabeça. Promove o peristaltismo intestinal. Regula e desobstrui o Qi do Ren Mai. Abre a Via das Águas, beneficia a Bexiga. Tonifica o Qi do corpo e harmoniza o Shen. Efeito psicológico, liberta a tensão emocional. Indicações: Hemicrania, resfriado, tosse, bronquite, dispnéia, rinite crônica, alergia, sinusite, espirros, aversão ao frio, trismo, odontalgia, dor e edema da garganta, secura na garganta e nos olhos, neuralgia do trigêmeo, angina, dor e/ou fraqueza do punho e do cotovelo, dor e/ou fraqueza de ombro e coluna cervical, vazio ou opressão torácica, paralisia facial, lombalgia, patologia dos tecidos moles que rodeiam o punho, desmaio, calor na palma da mão, fraqueza, anodinia, amenorréia, retenção de lóquios, dor na genitália, doenças das vias urinárias, obstipação, amnésia, convulsão infantil, tristeza, depressão, introspecção, astenia geral, distúrbios mentais depressivos e maníacos, risos incessantes e alucinações (MARTINS, 2011, p.64-65).

IG-4 (Hegu) Facilita o trânsito e a descida dos alimentos do Wei (Estômago) para os intestinos. Libera o Calor perverso interno para a superfície do corpo. Dispersa o Vento, o Vento-Calor e o Vento-Frio. Dispersa o excesso de Xin Qi (Coração). Promove a desobstrução de Qi estagnado dos canais de energia. Ativa a circulação de Qi e de Xue (Sangue) nos vasos sangüíneos. Clareia a visão. Reanima o estado de inconsciência. Transforma a Mucosidade, a Umidade-Calor. Tonifica o Wei Qi (energia de defesa). Indicações: Cefaléia, amigdalite, odontalgia, rinite, obstrução nasal, faringite, paralisia facial, afonia, astenia mental, dor e paralisia de membros superiores, dores em geral, depressão, mania, dor abdominal, dores oculares, artrite temporomandibular, neurastenia, epilepsia, parto prolongado, urticária (YAMAMURA, 2001, p. 76-77). Expele fatores patogênicos externos, em especial o Vento (alivia a superfície). Dissipa o Frio. Elimina o Calor e o Calor do Verão. Acalma a mente (Shen). Regula o Qi do meridiano do Intestino Grosso. Harmoniza a ascensão e a descida do Qi. Distribui o Qi do Pulmão. Indicações: Dor – ponto analgésico mais importante. Afecções da região frontal da cabeça (envolvendo dor, inflamação ou sintomas de alergias). Disfunções dolorosas ao longo do meridiano (HECKER et al., 2007, p. 84-85).

 Ativa a circulação do Qi e do Sangue nos vasos sanguíneos, desobstruindo o Qi estagnado dos Canais de Energia. Harmoniza a subida e a descida do Qi e suprime a dor. Tonifica o Qi, estimula a função dispersora do Pulmão e o Wei Qi, transforma Fleuma. Dispersa Vento, Calor, libera Calor patogênico interno à superfície, regula a transpiração e reduz a febre. Dispersa excesso de Qi do Coração e acalma a mente. Interrompe convulsões e restaura a consciência. Facilita o transito dos alimentos do estômago para os intestinos. Clareia olhos, abre orifício do nariz. Beneficia o útero e promove o trabalho de parto. Indicações: Cefaléia, alterações nas regiões de face, boca e garganta, dispnéia, resfriado, febre com anidrose, epistaxe, tonsilite, odontalgia, gengivite, periodontite, trismo, surdez, neuralgia do trigêmeo, obstrução nasal, espirro, tosse, faringite, laringofaringite, nasossinusite, rinorreia, rinite alérgica e outras alergias, úlceras bucais, parotidite, paralisia facial, hemiplegia, afonia, dor, inflamação e rubor ocular, conjuntivite, hiper-hidrose, artrite temporomandibular, epigastralgia, regurgitação, má digestão, obstipação/diarréia, disenteria, hemorróida, rigidez e dor cervical, dor e paralisia dos membros superiores, espasmos dos dedos, dor em geral, dor abdominal, febre ondulante, parto prolongado, abortamento de feto morto, aborto, dor intestinal e uterina, epilepsia, depressão, mania, acidente vascular cerebral (AVC), histeria, ansiedade, amenorréia, dismenorréia, neurose, distúrbio mental, esquizofrenia, irritabilidade, convulsão infantil, anestesia por acupuntura em cabeça e pescoço (MARTINS, 2011, p. 86-87).

E-8 (Touwei) Clareia a visão. Dispersa o Vento e o Calor do Yang Ming. Indicações: Cefaléia frontal, enxaqueca, dores nos olhos, diminuição de acuidade visual, paralisia facial, psicose (YAMAMURA, 2001, p. 104-105). Expele o Vento externo. Remove o Calor. Remove a estagnação do Intestino Grosso. Transforma a Umidade. Indicações: Cefaléia, em especial, frontal, enxaqueca, vertigem, dor atrás dos olhos, dor miofascial crônica (HECKER et al., 2007, p. 105). Elimina o Calor ascendente. Dispersa Vento, Calor e Fogo patogênicos do Yangming. Alivia a tontura e a dor. Beneficia a visão, ilumina os olhos e interrompe o lacrimejamento. Indicações: Cefaléia frontal, cefaléia unilateral, enxaqueca, patologias oculares como dor nos olhos, tique das pálpebras, conjuntivite, visão turba, lacrimejamento (Vento), diminuição da acuidade visual, neurite óptica, paralisia facial, vertigem, tontura, psicose, esquizofrenia (MARTINS, 2011, p. 142-143).

E-25 (Tianshu) Regulariza a circulação de Qi. Harmoniza o Qi do Wei (estômago) e dos Intestinos. Harmoniza o Qi da Nutrição (Yang Qi) e fortalece o Pi (Baço/Pâncreas)/Wei (Estômago). Dispersa a Umidade e a Umidade-Calor. Drena a Umidade e a Umidade-Frio. Aquece o Frio. Regulariza o Qi e o Xue (Sangue). Produz o Jin Ye (Líquido Orgânico). Dispersa a estagnação de Qi e de alimentos do Wei (Estômago) e dos intestinos. Regulariza a menstruação. Indicações: Este ponto deve ser puncionado nos casos de todas as afecções crônicas do Wei (Estômago) e dos Intestinos (vômitos, indigestão, borborigmos, distensão abdominal, disenteria, dores intestinais, ascite, constipação, gastrites aguda e crônica, enterites aguda e crônica) (YAMAMURA, 2001, p. 118-119). Promove a circulação do Qi. Esfria o Calor. Remove a estagnação do Intestino Grosso. Indicações: Dismenorréia, síndrome pré-menstrual com tensão no abdome inferior (cólicas menstruais) (HECKER et al., 2007, p. 106). Transforma a Umidade. Elimina o Calor, aquece o Frio e cessa a dor. Produz líquido orgânico. Desobstrui e regula a circulação de Qi e Sangue. Resolve Umidade, Umidade-Calor e Umidade-Frio. Harmoniza o Qi Nutritivo, fortalece Baço e Estômago, remove a estagnação do Qi e dos alimentos do Estômago e dos Intestinos (promove a evacuação), expulsa parasitas. Regula a menstruação. Indicações: Lombalgias, dor/distensão abdominal, edema, doenças de Intestino Grosso e Baço devido ao Calor, todas as afecções crônicas de Estômago e Intestino (vômitos, verminoses, indigestão, borborigmo, disenteria, diarréia, paralisia intestinal, dor em torno da cicatriz umbilical, dores intestinais, ascite, obstipação com fezes secas, pus ou sangue nas fezes, muco, colite ulcerativa, apendicite aguda, gastrite aguda e crônica, peritonite, enterites agudas e crônicas), todas as afecções ginecológicas (menstruação irregular, dismenorréia, infertilidade, endometriose, endometrite), irritação mental, ansiedade, esquizofrenia (MARTINS, 2011, p. 176-177).

E-36 (Zusanli) Regulariza, harmoniza e fortalece o Qi Mediano [Pi (Baço/Pâncreas) /Wei (Estômago)]. Tonifica o Qi Nutritivo (Yong Qi), o Qi e o Xue (Sangue). Regulariza e umedece os Intestinos. Harmoniza e tonifica o Fei Qi (Pulmão). Tonifica o Shen Qi (Rins) e o Yuan Qi.Tonifica o Wei Qi, restaura o Yang Qi e forma o Jin Ye (Líquido Orgânico). Faz circular o Qi e o Xue (Sangue). Aumenta a Energia Essencial. Redireciona o Qi em tumulto (contracorrente). Transforma a Umidade e a Umidade-Calor. Drena a Umidade e a Umidade-Frio. Dispersa o Vento e o Frio. Indicações: Gastrites aguda e crônica, úlceras gástrica e duodenal, enterites aguda e crônica, pancreatite aguda, indigestão, gastralgia, hemiplegia, estado de choque, fraqueza geral, anemia, alergia, hipotensão, icterícia, convulsão, asma, enurese, neurastenia, afecções do sistema reprodutor, dor e distensão abdominal, náuseas, vômitos, dificuldade de urinar, epilepsia, palpitação, estupor, depressão e mania, gritos histéricos (YAMAMURA, 2001, p. 129 e 131).

Hecker et al. (2007, p. 109) explica como indicações: Transtornos do trato gastrointestinal. Síndromes crônicas associadas à fadiga e à fraqueza. Transtornos psicossomáticos. Disfunções dolorosas do joelho e dos membros inferiores.

Regulariza, harmoniza e fortalece o Qi do Jiao Médio e redireciona o Qi do Estômago. Tonifica, faz circular o Qi, nutre Sangue e Yin. É um dos quatro pontos gerais de tonificação. Aumenta a função de contração do Estômago para espasmo e relaxamento do piloro e regulariza a secreção gástrica. Fortalece as condições deficientes e as fraquezas. Tonifica o Wei Qi, restaura o Yang Qi e forma os líquidos corporais, restaurando a função do corpo. Transforma Umidade e Umidade-Calor, resolve edemas. Dispersa Vento e Frio e alivia dor. Regulariza e umedece os Intestinos. Harmoniza e tonifica o Qi do Pulmão. Aumenta a Energia Essencial e acalma o Espírito. Estimula a contração da Vesícula Biliar. Ascende o Qi límpido para a cabeça. Beneficia o joelho. Indicações: Distúrbios do trato gastrintestinal, tais como gastrites aguda e crônica, úlceras gástrica e duodenal, epigastralgia, distensão epigástrica e anorexia, enterites aguda e crônica, pancreatite aguda, apendicite, indigestão, gastralgia, dor e distensão abdominal, náuseas, soluço, borborigmo, disenteria, diarréia, vômito, obstipação, obstrução intestinal, disúria, enurese, anemia, alergia, icterícia, asma, hemiplegia, hipertensão, hipotensão, lombalgia, convulsão, afecções do sistema reprodutor, edema, estados de inquietação, epilepsia, irritabilidade, palpitação, neurastenia, neurose, estupor, depressão e mania, gritos histéricos, vertigem, tontura, insônia, choque, fraqueza geral, apoplexia, emagrecimento por deficiência geral, cansaço, fadiga causada por debilidade ou trabalhos excessivos, beribéri, cefaléia, visão fraca, febre, sudorese espontânea, mastite, deficiência da lactação, síndrome dolorosa do joelho e pulso, perna dolorida (MARTINS, 2011, p. 198-199).

E-42 (Chongyang) Fortalece o Pi Qi do (Baço/Pâncreas) e do Wei (Estômago). Acalma o Shen (Mente). Harmoniza a circulação de Qi dos Canais de Energia Luo. Dispersa a limpeza do Carlo do Wei (Estômago) e do Calor Perverso. Circula o Qi para o pé. Indicações: Edema de face, cefaléias, paralisia facial, odontalgia, ponto específico para o tratamento da patologia do pé; paralisia e fraqueza do pé ou do braço, epilepsia, gengivite, dor e inflamação do dorso do pé, febre, insanidade mental, depressão e mania (YAMAMURA, 2001, p. 139). Fortalece o Estômago e o Baço. Remove obstruções do meridiano. Indicações: Disfunções gástricas (HECKER et al., 2007, p. 115). Harmoniza a circulação de Qi dos Colaterais e alivia a dor. Fortalece o Qi do Baço e do Estômago. Dispersa Umidade e Vento e Elimina o Calor patogênico. Dispersa o Frio das articulações e beneficia a face e o pé. Acalma o Shen. é usado para palpar o pulso pedioso. Indicações: Edema de face, cefaléia, tontura, paralisia facial, desvio da comissura de boca e olhos, odontalgia, gengivite, paralisia, enfraquecimento motor de pé ou braço, atrofia muscular do membro inferior, febre, vermelhidão, inflamação, dor do dorso do pé, distensão abdominal, dor epigástrica, gastralgia, epilepsia, insanidade mental, vertigem, psicose, esquizofrenia, convulsões, depressão, mania, histeria, síndrome dolorosa decorrente do Frio, malária (MARTINS, 2011, p. 210-211).

E-44 (Neiting) Harmoniza o Qi do Wei (estômago) e dos Intestinos. Faz circular o Qi do Wei (Estômago). Dissipa a estagnação de Qi do Yang Ming. Transforma a Umidade-Calor. Dissipa o Vento-Calor. Faz a limpeza do Calor do Wei (Estômago) e do Calor-Perverso. Refresca o Calor do Yang Ming. Indicações: Odontalgia, epistaxe, distensão abdominal, diarréia, contraturas de membros inferiores, edema de face, trigemealgia, amigdalite, gastralgia, gastrite tipo Yang, enterites aguda e crônica, vômitos, dor nos olhos, conjuntivite, prurido nos olhos, paralisia de lábios, aftas (YAMAMURA, 2001, p. 140-141). Esfria o Fogo e o Calor do Estômago. Alivia a dor ao longo do meridiano do Estômago. Dissipa o Vento da face. Desce o Qi rebelde. Regula a ascensão do Qi. Harmoniza o fluxo do Qi do Estômago e do Intestino. Indicações: Doenças dolorosas na região frontal da face, disfunções agudas do trato gastrointestinal (gastroenterite), tonsilite, paresia facial, neuralgia do trigêmeo (HECKER et al., 2007, p. 116).

Regula o Qi do Estômago e dos Intestinos e promove a digestão. Limpa o Calor patogênico, elimina plenitude e alivia dor. Transforma a Umidade-Calor e dispersa o Vento-Calor. Relaxa diafragma e acalma o Espírito. Elimina Vento da face. Alivia garganta. Indicações: Odontalgia da arcada superior, dor mandibular, epistaxe, dor e distensão abdominal, contraturas de membro inferior, edema e dor no dorso do pé, dor e edema de face, neuralgia do trigêmeo, doenças febris, tonsilite, garganta dolorida, sede, regurgitação ácida, dor epigástrica, gastralgia, diarréia, disenteria, enterites aguda e crônica, dor intestinal, hérnia inguinal, beribéri, obstipação, dor e prurido nos olhos, conjuntivite, espasmo das cordas vocais, do estômago e do músculo diafragma, aftas, sangramento gengival, cefaléia, insônia, dismenorréia, urticária, inchaço, edema (MARTINS, 2011, p. 214-215).

BP-6 (Sanyinjiao) Harmoniza, fortalece e tonifica o Pi Qi (Baço/Pâncreas). Tonifica o Shen Qi (Rins) e a Essência. Harmoniza o Gan Qi (Fígado). Fortalece o Qi dos três Yin do Pé. Harmoniza a circulação de Qi e de Xue (Sangue). Harmoniza o Qi do Wei (Estômago) e dos Aquecedores Médio e Inferior. Tonifica o Qi e o Xue (Sangue). Harmoniza a via das Águas. Harmoniza o Qi do útero e da próstata. Dissolve a Umidade e a Umidade-Calor. Drena a Umidade e a Umidade-Frio. Indicações: Plenitude do tórax e do abdome, dor no escroto, amenorréia, menstruações irregulares, disúria, enurese noturna, ejaculação precoce, impotência sexual, astenia mental, afecções do sistema reprodutor, retenção de placenta, trabalho de parto difícil, infertilidade da mulher, distensão e empachamento do epigástrio, diarréia, tonturas, desmaios, insônia, palpitação, estupor, preocupação, tristeza, choros, amnésia e letargia (YAMAMURA, 2001, p. 150-152). Nutre sobretudo o Yin. Fortalece o Baço/Pâncreas e o Sangue. Move o Qi e o Sangue. Remove a estagnação do Sangue e alivia a dor no Aquecedor Inferior. Controla o útero e a menstruação. Remove a estagnação no Fígado. Acalma a ascensão do Yang do Fígado. Fortalece o Yin do Fígado e o Sangue do Fígado. Expele a Umidade, especialmente do Aquecedor Inferior. Esfria o Calor do Sangue. Tonifica o Rim. Acalma a mente (Shen), em especial nos casos de Calor no Sangue e deficiência do Yin. Indicações: Transtornos ginecológicos, transtornos urogenitais, transtornos crônicos do trato gastrointestinal, doenças psicossomáticas (HECKER et al., 2007, p. 134).

Harmoniza, fortalece e tonifica o Qi do Baço. Tonifica o Qi do Rim e a Essência, nutre o Yin e beneficia a micção. Promove o Qi do Fígado. Fortalece o Qi dos três Canais Yin do Pé. Harmoniza e tonifica a circulação do Qi e do Sangue, eliminando estase e esfriando o Sangue. Harmoniza o Qi do Estômago e dos Jiao Médio e Inferior. Harmoniza a Via das Águas e transforma a Umidade. Harmoniza o Qi do útero e da próstata, regula a menstruação. Cessa a dor e acalma a mente. Indicações: Afecções do sistema reprodutor, digestivo e urinário, indigestão, anorexia, fezes moles com alimento não digerido, diarréia, distúrbio inflamatório intestinal, borborigmo, dor e distensão abdominais, plenitude de tórax e abdome, distensão e empachamento epigástrico, prurido na genitália externa, dor e distensão nos testículos, prostatite, amenorréia, espermatorréia, emissão noturna, ejaculação precoce, impotência sexual, menstruação irregular e dolorosa, dismenorréia, metrorragia, leucorréia, menorragia, prolapso do útero, trabalho de parto difícil, retenção de placenta, infertilidade da mulher, menopausa, dor no baixo-ventre, retenção urinária, disúria, urina turva, incontinência urinária, enurese, cistite, uretrite, blenorragia, edema, hemorróida, hepatite, eczema, urticária, icterícia, atrofia muscular, hérnia, dor/parestesia/enfraquecimento e desequilíbrio motor, paralisia das extremidades inferiores, gota, astenia mental, tontura, vertigem, desmaio, tinido, insônia, palpitação, estupor, cansaço crônico, preocupação, sensação de calor, boca seca, tristeza, choro, letargia, amnésia, neurastenia, irritabilidade, sudorese noturna, beribéri (MARTINS, 2011, p. 234-235).

ID-3 (Houxi) Harmoniza a circulação do Qi dos Canais de Energia Principais e dos Luo. Dispersa o Calor do Xin (Coração), afasta o Calor interno. Tranqüiliza o Shen (Mente). Libera a energia perversa do interior para o exterior. Harmoniza o Qi do Du Mai. Dispersa o Qi estagnado dos Canais Tendinomusculares. Indicações: Cefaléia occipital e do vértex, rigidez de pescoço, torcicolo, zumbido, surdez, paralisia de membros superiores, sudorese noturna, epilepsia, psicose, histeria, dores em todos os dedos, afecções oculares e conjuntivites (YAMAMURA, 2001, p. 182-183). Abre o Vaso Governador (Du Mai). Expele fatores patogênicos externos, especialmente Vento e Calor. Remove o Vento Interno do Vaso Governador. Abre o meridiano e seus Vasos Colaterais. Relaxa músculos e tendões. Clareia e acalma a mente (Shen). Indicações: Cervicalgias, disfunções dolorosas da região do ombro, cefaléia occipital, disfunções dolorosas da região lombar e de toda a coluna vertebral, dor na mão e no punho, zumbido, paresia dos braços, vertigem, cefaléia posterior (HECKER et al., 2007, p. 158-159).

Ativa os Canais e Colaterais e alivia dor. Dispersa Calor do Coração e tranqüiliza e revigora a mente. Expele Vento Exterior e resolve a Umidade. Afasta o Calor Interno e reduz a febre. Harmoniza o Qi do Du Mai. Resolve icterícia, trata epilepsia. Dispersa o Qi dos Canais Musculares e beneficia tendões. Alivia garganta e beneficia região occipital, costas e pescoço. Indicações: Cefaléia occipital, dor e rigidez cervical, plenitude torácica, deslocamento lombar agudo, cervicalgia, lombalgia, dorsalgia, intercostalgia, dor, entorse e contratura de cotovelo, ombro, braços e dedos, dores em todos os dedos, malária, tinidos, vertigem, epistaxe, surdez, surdimutismo, sudorese noturna, sudorese fria, doenças febris, pleurite, pterígio, conjuntivite, afecções ocular e auditiva, dor e edema de garganta, odontalgia, icterícia, distúrbios mentais, convulsão, meningite, epilepsia, histeria, mania, tremor (MARTINS, 2011, p. 300-301).

B-60 (Kunlun) Fortalece o Shen Qi (Rins). Harmoniza o Qi do útero. Relaxa os tendões e os músculos. Harmoniza a circulação de Qi e de Xue (Sangue) nos canais de energia. Remove as obstruções dos canais de energia. Harmoniza e fortalece o Xue Qi (Sangue). Dispersa o Vento e o Calor (YAMAMURA, 2001, p. 262-263). Fortalece o Rim, o dorso e os joelhos. Relaxa os músculos e os tendões. Remove obstruções do meridiano e dos Vasos Colaterais. Expele o Calor. Move o Sangue e resolve a estagnação do Sangue no útero. Expele fatores patogênicos do eixo Taiyang. Expele o Vento interno e externo. Indicações: Disfunções dolorosas da região envolvendo a coluna lombar, a pelve e o quadril, disfunções dolorosas do tornozelo e do calcanhar, disfunções dolorosas da região ombro-pescoço, cefaléias na região posterior da cabeça (HECKER et al., 2007, p. 203). Indicações: Torções e edemas de tornozelo, anquiloses, dores isquiáticas e cervicalgia, cefaléia, contratura muscular, lombalgia, paralisia de membro inferior (TAFFAREAL; FREITAS, 2009). Elimina o Calor e baixa o Yang. Pacifica o Vento e elimina o Excesso. Ativa o Canal e alivia a dor. Fortalece o Qi do Rim e harmoniza o Qi do útero, promove o parto. Relaxa músculos e tendões. Fortalece baixo-ventre, região lombar, costas e joelhos. Indicações: Cefaléia, rigidez de pescoço, ombros, costas e braços, cervicalgia, contratura muscular e dor da região lombar, ciatalgia, paralisia dos membros inferiores, afecções de tornozelo, calcanhar e tecidos moles adjacentes, tontura, vertigem, tinido, retenção placentária, epilepsia e convulsões, parto laborioso, sensação de queimação ao urinar, epistaxe, visão turva, medo em crianças, epilepsia, menstruação dolorosa com coágulo escuro (MARTINS, 2011, p. 458-459).

R-3 (Taixi) Tonifica o Shen Qi (Rins). Nutre o Qi, o Xue (Sangue) e a Essência. Restaura o colapso do Yin Qi. Acalma o feto e restaura o Qi do útero. Fortalece o Encéfalo. Harmoniza a via das Águas. Aquece o Frio. Indicações: Disminorréia, impotência sexual, paludismo, moléstias degenerativas, tosse, asma, enurese noturna, nefrite, cistite, paralisia de membros inferiores, polução noturna, alopecia, laringite crônica, dor na planta do pé, lombalgia, poliúria, nictúria, hipodesenvolvimento pôndero-estatural (YAMAMURA, 2001, p. 277-279). Suporta a Essência (Jing), os ossos e a medula óssea. Desce o Fogo e esfria o Calor na deficiência (nos casos de deficiência de Yin). Regula o útero. Estabiliza as emoções e a mente (Shen). Fortalece o Rim (Qi, Yin e Yang). Indicações: Disfunções dolorosas crônicas da região lombar, disfunções dolorosas da região envolvendo as articulações talocrural, subtalar e talocalcaneonavicular e o maléolo medial, condições crônicas de fraqueza geral, transtornos ginecológicos e urogenitais crônicos, disfunções sexuais crônicas, disfunções crônicas do trato respiratório, disfunções otológicas crônicas, transtornos psicossomáticos (ansiedades existenciais e sexuais) (HECKER et al., 2007, p. 226).

 Nutre o Yin para reduzir o Calor patogênico. Tonifica o Qi do Rim e aquece o Frio. Ancora o Qi e beneficia o Pulmão. Nutre o Sangue e a Essência, acalma o feto e restaura o Qi do útero. Tonifica os ossos e a medula; fortalece o cérebro. Fortalece a lombar e o joelho; reforça as articulações das pernas. Promove e regulariza a função do San Jiao, harmonizando a Via das Águas. Indicações: Inflamação e dor de garganta, odontalgia, laringite crônica, faringite, mastite, enfisema, dismenorréia, menstruação irregular, amenorréia, sangramento excessivo, prolapso uterino, prurido na área genital, emissão noturna, espermatorréia, impotência sexual, infertilidade, dor e inchaço no escroto, distúrbio de visão, vertigem, tinido, surdez, asma, hemoptise, sede, nefrite, cistite, enurese, polaciúria, lombalgia, plantalgia, paralisia de membros inferiores, alopecia, distúrbio mentais, psicose, alegria excessiva, epilepsia noturna, insônia, tristeza, melancolia, desejo de ficar na cama, ansiedade, palpitação, neurastenia, esgotamento (MARTINS, 2011, p. 484-485).

TA-5 (Waiguan) Harmoniza o Sanjiao Qi (Triplo Aquecedor) e do Yang Qiao Mai. Libera para o exterior as energias perversas. Relaxa e fortalece os tendões. Facilita a circulação de Qi nos bloqueios de Qi nos Canais de Energia. Indicações: Cefaléias, enxaquecas, zumbidos, vertigens, surdez, mudez repentina, febre, resfriado, torcicolo, paralisia dos membros superiores, dores torácicas, pneumonia, parotidite, enurese noturna, cervicalgia, hemiplegia, toda patologia do quadril (YAMAMURA, 2001, p. 318-319). Um ponto importante na eliminação dos fatores patogênicos externos, em especial o Calor do Vento. Esfria o Calor e remove toxinas. Remove obstruções do meridiano. Regula a ascensão do Yang do Fígado. Indicações: Enxaqueca, cefaléia temporal, disfunções dolorosas da região lateral ombro-braço, doenças infecciosas agudas do trato respiratório superior associadas a febre, disfunções auditivas, ponto principal no tratamento do desconforto reumático (HECKER et al., 2007, p. 259-260). Expele Vento, Calor, Umidade, Secura, Fogo e reduz a febre. Harmoniza o Qi do San Jiao e do Yang Wei Mai. Relaxa e fortalece os tendões. Regula o Yang do Fígado. Beneficia a cabeça e o ouvido. Indicações: Cefaléia, hemicrania, enxaqueca, resfriado, dor de garganta, pneumonia, sudorese leve, aversão ao frio, doenças febris, febre alternada com calafrios, gosto amargo na boca, conjuntivite, visão turva com pulso em corda, dor na bochecha, parotidite epidêmica, surdez, tinido, infecção auditiva, mudez repentina, enurese, vertigens, torcicolo, artralgias, dor nas articulações/paralisia dos membros superiores, tremor/dor dos dedos e mãos, transtornos motores de cotovelo e braço, dor torácica, dor no hipocôndrio, paralisia facial, tensão no pescoço, cervicalgia, hemiplegia, irritabilidade (MARTINS, 2011, p.572-573).

TA-8 (Sanyangluo) Remove as obstruções de Qi dos Canais de Energia. Abre os orifícios sensoriais. Dispersa o Vento. Indicações: Surdez repentina, dor no braço, afonia súbita, lassitude (YAMAMURA, 2001, p. 322). Indicações: Disfunções dolorosas da região ombro-pescoço (HECKER et al., 2007, p. 268). Dispersa o Vento. Elimina Calor e reduz febre. Abre os orifícios sensoriais. Ativa Canais e Colaterais para aliviar a dor. Indicações: Surdez/afonia repentina, febre e calafrios, resfriado, lassitude, lombalgia, dor em braço e mão, dor de dente, dor torácica, dor na região hipocondríaca, dor nos ombros (MARTINS, 2011, p. 578-579).

TA-19 (Luxi) Clareia a mente. Fortalece a audição. Dispersa o Calor e a Mucosidade. Indicações: Zumbido, surdez, náuseas e vômitos, otite média, cefaléia, otalgia, convulsão infantil epilética (YAMAMURA, 2001, p. 333). Indicações: Disfunções auditivas, cefaléia temporal (HECKER et al., 2007, p. 271). Dispersa Calor e Fleuma e reduz a febre. Dissipa Vento. Clareia a Mente. Beneficia a audição. Indicações: Surdez, tinidos, otalgia, otite média, cefaléia, enxaqueca, resfriado, náuseas e vômito, vômito infantil, convulsão infantil epiléptica (MARTINS, 2011, p. 600-601).

TA-20 (Jiaosun) Indicações: Otite, pterígio, odontalgia, zumbido, parotidite (YAMAURA, 2001, p. 334). Indicações: Disfunções auditivas, cefaléia temporal (HECKER et al., 2007, p. 271). Elimina Calor e acalma o Vento. Melhora a acuidade auditiva. Beneficia dentes, lábios e gengivas. Indicações: Otite, surdez, tinidos, vermelhidão e edema do lóbulo da orelha, inchaço, vermelhidão e dor nos olhos, conjuntivite, opacidade da córnea, pterígio, neurite óptica, enxaqueca, odontalgia, gengivite, parotidite, rigidez cervical, secura em lábios e boca (MARTINS, 2011, p. 602-603).

VB-8 (Shuaigu) Harmoniza o Zhong Jiao Qi (Aquecedor Médio). Dispersa o Vento e o Calor perverso. Indicações: Enxaqueca, hemicrania, vertigens, desequilíbrio de origem vestibular, doenças dos olhos (YAMAMURA, 2001, p. 346-347). Abre a orelha e beneficia a audição. Remove obstruções do meridiano. Expele o Vento externo. Indicações: Disfunções auditivas, cefaléia unilateral, enxaqueca (HECKER et al., 2007, p. 277). Dispersa Vento e Calor patogênico. Desobstrui e ativa Canais e Colaterais. Harmoniza o Qi do Jiao Médio. Beneficia o ouvido. Indicações: Enxaqueca, opressão no tórax, hemicrania, tinido, surdez, vertigem, vômito, tosse, expectoração, convulsão infantil, patologia ocular, hiperemia da conjuntiva e dor ocular, espasmo infantil agudo e crônico, paralisia facial (MARTINS, 2011, p. 632-633).

VB-13 (Benshen) Dispersa a Umidade-Calor, o Vento e o Frio. Acalma convulsões. Indicações: Epilepsia com salivação, torcicolo, cefaléia, enxaqueca, tontura, vertigem, cervicalgia, hemiplegia, espasmo infantil (YAMAMURA, 2001, p. 350-351). Indicações Cefaléia temporal (HECKER, et al., 2007, p. 294). Dispersa Umidade-Calor, Vento e Frio. Acalma as convulsões e cessa vertigem. Alivia cefaléia e acalma a mente. Indicações: Epilepsia com salivação, cervicalgia, rigidez cervical, costalgia, cefaléia, enxaqueca, tontura, vertigem, vômito, convulsão, paralisia facial, paralisia das extremidades inferiores, hemiplegia, espasmo infantil, insônia, demência (MARTINS, 2011, p. 642-643).

VB-20 (Fengchi) Clareia a visão. Nutre o encéfalo. Harmoniza o excesso de Yang Qi. Melhora as funções das articulações. Exterioriza as Energias Perversas. Ativa a circulação de Xue (Sangue). Remove as obstruções de Qi dos Canais de Energia. Relaxa os músculos e os tendões. Dispersa o Vento, o Vento-Frio, o Vento-Calor e o Frio. Dispersa o Vento do Gan (Fígado). Indicações: Hemicrania, nevralgias da cabeça, torcicolo, apoplexia e coma devido ao vento perverso, disartria, surdez, zumbidos, afecções oculares e nasais, hipertensão, resfriados, vertigem, doenças cerebrais, insônia, desmaio (YAMAMURA, 2001, p. 356). Importante ponto para expelir os Ventos externo e interno. Acalma o Yang do Fígado. Esfria o Fogo e o Calor do Fígado. Relaxa os músculos e os tendões. Remove obstruções do meridiano. Clareia a cabeça e os olhos. Liberta os sentidos. Harmoniza o Qi e o Sangue. Beneficia a audição e a visão. Indicações: Cefaléias, dor na região do ombro-pescoço, disfunções visuais, vertigem, infecções semelhantes à gripe, dificuldade para deglutir (HECKER et al., 2007, p. 280). Dispersa Vento, Vento-Frio, Vento-Calor e Frio. Regulariza o Qi, ativa a circulação de Sangue e alivia dor. Remove síndromes exteriores, faz descer a subida excessiva do Yang. Clareia os órgãos dos sentidos, promove o brilho dos olhos. Beneficia a cabeça, nutre o cérebro e clareia a mente. Relaxa músculos e tendões; beneficia as articulações. Indicações: Hemicrania, neuralgia da cabeça, cefaléia occipital, enxaqueca, torcicolo, dor e rigidez cervical, coma, disartria, surdez, tinidos, afecções oculares e nasais, visão turva, catarata, iridociclite, retinite, irite, atrofia do nervo óptico, miopia, dor nos olhos, conjuntivite, glaucoma, rinite, obstrução nasal, resfriados, rinorréia, doenças febris, epistaxe, vertigem, tontura, doenças cerebrais, hipertensão arterial, convulsões, epilepsia, convulsão infantil, hemiplegia, neuropsicose, transtornos mentais, memória debilitada, insônia, desmaios (MARTINS, 2011, p. 656-657).

VB-33 ( Xiyangguan) Fortalece os joelhos. Dispersa o Vento e o Frio. Afasta a Umidade. Indicações: Dores na face lateral do joelho, afecção de partes moles do joelho, paralisia de membro inferior, dificuldade de fletir ou estender o joelho (YAMAMURA, 2001, p.371). Indicações: dor lateral no joelho, disfunções dolorosas laterais e paralisia da perna (HECKER et al., 2007, p. 299). Dispersa Vento, afasta Umidade e Frio. Ativa os Colaterais para aliviar a dor, relaxa tendões e beneficia articulações. Fortalece o joelho. Reduz a febre. Indicações: Dor e edema na face lateral do joelho, parestesia na face lateral da perna, contratura dos tendões da fossa poplítea, afecção das partes moles do joelho, intumescimento/paralisia nas pernas, artrite reumatoide, dor no nervo isquiático, dificuldade de flexionar ou estender o joelho, náusea, vômito, problemas dos tendões (MARTINS, 2011, p. 682-683).

VB-34 (Yanglingquan) Promove a circulação Gan Qi (Fígado) e do Dan (Vesícula Biliar). Ativa a circulação do Xue (Sangue) nos Canais de Energia. Regulariza a mobilidade das articulações. Relaxa e fortalece os tendões e os músculos. Fortalece os ossos e o joelho. Dispersa o Calor (Yang excessivo) do Gan (Fígado) e do Dan (Vesícula Biliar). Dispersa o Vento e a Umidade-Calor das articulações do membro inferior. Indicações: Hemiplegia, hepatite, colecistite, hipertensão arterial, dor na face lateral da perna, tonturas, vômitos ácidos, dores torácicas e costais, edema de face, periartrite de ombro, paralisia de membro inferior, constipação intestinal, vesícula preguiçosa, indecisão, cólica biliar, insônia, sonhos excessivos, boca amarga, garganta seca (YAMAMURA, 2001, p.373-374). O ponto mais importante de suporte do fluxo livre do Qi do Fígado. Relaxa os tendões. Regula o Fígado e a Vesícula Biliar. Acalma o Yang do Fígado e o Vento do Fígado. Expele o Calor úmido. Elimina a Umidade e a Fleuma. Remove obstruções do meridiano. Indicações: Disfunções das pernas associadas a dor ou paresias, dor na região lombar, na pelve e no quadril, irradiando para a perna, cefaléia temporal, enxaqueca, dor e tensão no tórax oj n as porções superior e inferior do abdome. (HECKER et al., 2007, p. 287-288).

Promove circulação do Qi de Fígado e Vesícula Biliar. Elimina Calor e Umidade-Calor no Jiao Médio. Dispersa o Vento. Ativa a circulação nos Canais e alivia dor. Relaxa tendões e beneficia articulações. Fortalece as regiões lombar e costal lateral, além dos membros. Indicações: Patologias relacionadas ao fígado e à vesícula biliar, hepatite, colecistite, ascaridíase do colédoco, cólica biliar, icterícia, constipação intestinal habitual, hemiplegia, hipertensão arterial, dor nos hipocôndrios, dores torácica e costal, periartrite de ombro, atrofia muscular/dor/fraqueza/parestesia/paralisia de membros inferiores, patologia do tecido circundante da articulação do joelho, câimbra, espasmos ciatalgia, edema facial, pleurite, indecisão, tonturas, vômitos, insônia, sonhos excessivos, boca amarga, garganta seca, beribéri, gonalgia (MARTINS, 2011, p. 684-685).

VB-40 (Qiuxu) Harmoniza o Gan Qi (Fígado), do Dan (Vesícula Biliar) e do Xue (Sangue). Faz circular o Gan Qi (Fígado). Dispersa o Qi Perverso alojado na superfície e na profundidade. Dispersa a Umidade-Calor. Redireciona o Qi em tumulto contracorrente (Afluxo Contrário). Indicações: Dores nos membros inferiores, dores torácicas, opacificações da córnea, ciática, colecistite, linfadenite axilar, doenças do tornozelo e das partes moles adjacentes, dores na face lateral do tornozelo e do pé, edema inframaleolar lateral (YAMAMURA, 2001, p. 380-381). Indicações: Lombociatalgia, dor na região lateral do tornozelo, cefaléia temporal (HECKER et al., 2007, p. 300). Harmoniza o Qi de Fígado e Vesícula Biliar. Dispersa Umidade-Calor. Alivia a rigidez das articulações. Desobstrui os Colaterais e alivia dor. Redireciona o Qi Invertido. Promove a força mental relacionada com a Vesícula Biliar. Indicações: Desequilíbrio motor, fraqueza, atrofia muscular e dor nos membros inferiores, dor em pescoço, tórax e região do hipocôndrio, distensão nos hipocôndrios, atrofia muscular, ciatalgia, intercostalgia, colecistite, linfoadenite axilar, doenças do tornozelo e das partes moles adjacentes, dor e edema maleolar externo e do pé, opacificação da córnea, calafrios e febre, beribéri, miopia e neurite óptica, pleurisia, indecisão, regurgitação ácida, náuseas, fortalece o aspecto mental da Vesícula Biliar (fortalecimento do caráter e tomada de decisão) (MARTINS, 2011, p. 696-697).

VB-42 (Diwuhui) Indicações: Dores axilares, zumbido, mastite, lombalgia, dor no dorso do pé (YAMAMURA, 2001, p.383-384). Indicação: Dor na região do pé (HECKER et al., 2007, p. 301). Remove o Calor da Vesícula Biliar. Faz circular o Qi do Fígado. Indicações: Dor axilar, tinido, mastite, lombalgia, dor/edema do dorso do pé, dor em distensão no peito, hemoptise, olhos vermelhos e doloridos, dor no ângulo dos olhos, prurido ocular, edema do mamilo, enterorragia por lesão interna, artrite reumatoide, neuralgia axilar (MARTINS, 2011, p. 700-701).

F-3 (Taichong) Harmoniza e tonifica o Gan Qi (Fígado) e do Xue (Sangue). Harmoniza o Qi e o Dan Qi (Vesícula Biliar). Redireciona o Qi em tumulto contracorrente (Afluxo Contrário). Dispersa a Umidade-Calor. Faz a limpeza do Fogo do Gan (Fígado) e do Calor. Refresca o Xue (Sangue). Relaxa os tendões e os músculos. Indicações: Menstruações irregulares, uretrites, disúria, metrorragia, dismenorréia, dores no baixo-ventre, hipertensão arterial do tipo Yang, cefaléia, vertigens, convulsão infantil, afecções oculares, hérnia inguinal, mastite, trombocitopenia, enxaqueca, doenças hepáticas e biliares, agitação psicomotora, paralisia cerebral, sensação de plenitude no tórax, dores nos flancos, insônia, irritabilidade, sonhos excessivos (YAMAMURA, 2001, p. 390-392). Esfria o Calor do Fígado e da Vesícula Biliar. Regula o Qi do Fígado e a estagnação do Sangue. Domina o Yang do Fígado. Expele o Vento do Fígado. Abre os olhos. Acalma a mente (Shen). Remove o Calor úmido do Aquecedor Inferior. Indicações: Cefaléia temporal, enxaqueca, tensão muscular, câimbras musculares, (o ponto tem efeito espasmolítico), disfunções do trato digestivo, doenças ginecológicas e urogenitais, sintomas psicossomáticos associados a tensão e inquietação (HECKER et al., 2007, p. 307-308).

Elimina o Fogo e o Calor do Fígado. Dispersa a Umidade-Calor. Harmoniza e tonifica o Qi do Fígado e redireciona o Qi Invertido. Domina o Yang do Fígado, extingue o Vento e nutre Yin e Sangue. Controla o Vento Interno e alivia espasmos. Acalma a mente. Refresca o Sangue. Harmoniza o Qi da Vesícula Biliar. Abre os Canais Energéticos. Clareia cabeça e olhos. Regulariza o fluxo menstrual. Atua nas seguintes áreas: cabeça, epigástrio, hipocôndrio e abdome. Relaxa tendões e músculos. Indicações: Uretrites, enurese, disúria, retenção urinária, disenteria, dismenorréia, metrorragia, menstruações irregulares, edema genital, orquite, secreção vaginal crônica de coloração branca, dor nos hipocôndrios, dores no baixo-ventre, dor das articulações das extremidades inferiores, sensação de plenitude no tórax, dor nos flancos, dor no aspecto anterior do maléolo medial, hipertensão arterial, doenças hepáticas e biliares, hepatite, cólica biliar, cefaléias, enxaqueca por subida do Yang do Fígado, vertigens, neurite sacral, afecções oculares, congestão, inchaço e dor no olho, visão turva, hérnia inguinal, mastite, pleurisia, paralisia facial e tique, agitação psicomotora, paralisia cerebral, epilepsia, convulsão infantil, convulsões, espasmos, insônia, distúrbios do sono, sonhos excessivos, irritabilidade, tensão nervosa decorrente de estresse, fúria reprimida, esquizofrenia, depressão (MARTINS, 2011, p. 716-717).

F-5 (Ligou) Harmoniza e tonifica o Gan (Fígado) e o Xue Qi (Sangue). Fortalece o Yin Qi. Remove as obstruções de Qi dos Canais de Energia. Indicações: Inflamação dos órgãos da pelve, retenção urinária, espermatorréia, hérnia inguinal, dores no pênis, leucorréia, branca ou avermelhada, menstruações irregulares, uretrite, vaginismo, dor nos genitais externos (YAMAMURA, 2001, P.394-395). Indicações: Disfunções dolorosas da face medial da perna, doenças do trato urogenital, globo hictérico, dismenorréia (HECKER et al., 2007, p. 312). Harmoniza, tonifica e circula Qi do Fígado e Sangue. Remove Calor e Umidade do Fígado e fortalece Yin. Beneficia a garganta. Regula a menstruação e cessa a leucorréia. Indicações: Doença inflamatória pélvica, orquite, impotência, ejaculação precoce, uretrite, retenção urinária, enurese, urina turva, distensão e dor antes da micção, dor de hérnia inguinal, espermatorréia, dores no pênis, menstruação irregular, prurido vulvar, leucorréia profusa, leucorréia branca ou avermelhada, dismenorréia, eczema vaginal, hemorragia uterina, vaginismo, dor nos genitais externos, distensão no hipogástrio, opressão torácica e na garganta, nó na garganta e dificuldade de engolir, fraqueza, dor e atrofia muscular da perna (MARTINS, 2011, p.720-721).

F-8 (Ququan) Harmoniza e tonifica o Gan Qi (Fígado) e o Xue Qi (Sangue). Fortalece o Qi do joelho. Dissipa o Yang excessivo do Gan (Fígado-Yang) e do Canal de Energia Principal do Gan (Fígado). Tonifica e circula o Qi do Pangguang (Bexiga). Circula o Qi do Xia Jiao (Aquecedor Inferior). Relaxa os tendões e os músculos. Dissipa a Umidade-Calor. Indicações: Afecções geniturinárias, vaginite, prostatite, nefrite, espermatorréia, impotência sexual, hérnia inguinal, afecções do joelho, hemorragias intestinais, prolapso uterino, dores no baixo-ventre, disúria, prurido vulvar, dor no pênis, patologias hepáticas e biliares (YAMAMURA, 2001, p. 397-398). Remove a Umidade do Aquecedor Inferior. Nutre o Sangue do Fígado. Relaxa e suporta os músculos. Regula o Qi do Fígado. Beneficia a Bexiga. Indicações: Disfunções dolorosas da região inguinal, quadril, joelho (medial) e perna (medial), doenças ginecológicas e urogenitais, doenças associadas à anemia (HECKER et al., 2007, p. 309). Harmoniza, circula e tonifica o Qi do Fígado e dos Colaterais. Revigora o Sangue e o Yin; beneficia o útero. Dispersa Yang excessivo do Fígado e do Canal de Energia do Fígado. Dispersa a Umidade, reduz o Calor do Jiao Inferior. Tonifica e circula o Qi da Bexiga e tonifica a função do Rim. Relaxa tendões e músculos. Fortalece o Qi do joelho e beneficia a genitália. Indicações: Afecção geniturinária, vaginite, prostatite, prolapso uterino, menstruação irregular, dor/prurido nos genitais externos, espermatorréia, emissão seminal, impotência sexual, dismenorréia, leucorréia, dor pélvica, dor no baixo-ventre, infertilidade, hérnia inguinal (dor), disúria, nefrite, retenção urinária, urina turva, sensação de queimação, dor, edema e afecções do joelho e sua partes moles, hemorróida, hemorragia intestinal, enterite, disenteria, doença hepática e biliar, cirrose hepática, esquizofrenia, histeria (MARTINS, 2011, P. 726-727).

F-14 (Qimen) Harmoniza o Gan (Fígado) e do Dan (Vesícula Biliar). Promove a difusão do Gan Qi (Fígado). Remove as estagnações de Xue (Sangue), provocadas pelo Frio Perverso. Dissipa o Calor Perverso e a Mucosidade do Gan (Fígado). Ponto de entrada e saída do Wei Qi (Energia de Defesa). Indicações: Hepatite, colecistite, hepatomegalia, retenção de placenta, pleurite, dor no peito, dor nos hipocôndrios, neuralgia intercostal, disfagia, gastrite nervosa, mialgias, cãibras musculares, sensação de plenitude do tórax, anorexia (YAMAMURA, 2001, p. 403-404). Promove o fluxo harmonioso do Qi do Fígado. Resolve a estagnação do Qi do Fígado e do Sangue. Transforma a Fleuma. Esfria o Calor do Sangue. Beneficia a lactação. Promove a descida do Qi rebelde. Indicações: Eructação, náuseas, vômito associado à tensão no epigástrio., hepatopatia, vertigem, dismenorréia, problemas com a lactação (HECKER et al., 2007, p.311). Harmoniza o Qi do Fígado e da Vesícula Biliar, dispersando o Calor patogênico e a mucosidade. Promove a circulação do Sangue e remove a estase. Remove a estase de Sangue provocada por Frio patogênico. Beneficia o Estômago. Esfria o Sangue. Indicações: Hepatite, colecistite, hepatomegalia, cirrose hepática, dor, distensão e plenitude nos hipocôndrios, dor/opressão/plenitude na região do tórax, distensão abdominal, retenção de placenta, mastite, pleurite, dor no peito, angina do peito, miocardite, cistite, enurese, retenção urinária, neuralgia intercostal, náuseas, vômito, soluço, regurgitação ácida, eructação, disfagia, disfunção nervosa do estômago, gastrite nervosa, depressão, doenças febris, mialgias, câimbas musculares, anorexia (MARTINS, 2011, p. 738-739).

VG-20 (Baihui) Mantém o Yang Qi do corpo. Remove e dispersa o excesso de Yang dos canais de energia principais Yang. Estabiliza a subida do Yang Qi. Acalma o Shen (Mente) e as emoções e clareia a mente. Reanima a inconsciência. Circula o Gan Qi (Figado) e dispersa o Yang Qi excessivo do Gan (Fígado). Dispersa o Vento interno do Gan (Fígado) e o Vento perverso. Relaxa os tendões e os músculos. Indicações: Insônia, epilepsia, esquizofrenia, convulsão, apoplexia, cefaléia do vértex, hemiplegia, perda de memória, obstrução nasal, zumbidos, prolapso retal, surdez, prolapso uterino, hemorróidas, zonzeira, desfalecimento, tontura rotatória, ansiedade, palpitação, desejo de chorar (YAMAMURA, 2001, p. 428-429). Expele o Vento interno. Clareia e acalma a mente (Shen). Acalma o Vento do Fígado e o Yang do Fígado. Abre os órgãos sensoriais. Indicações: Condições de inquietação, sono difícil, todos os tipos de cefaléia, vertigem (HECKER et al., 2007, p. 345). Tonifica, mantém e estabiliza a subida do Yang Qi. Abre orifícios superiores e restaura a consciência. Remove e dispersa o excesso de Yang dos Canais Yang. Acalma o Shen, desobstrui a mente, promove funções cerebrais, eleva o espírito e regula as emoções. Alivia o Calor; elimina o Vento Interno e pacifica o Yang do Fígado. Fortalece a função de subida do Baço e relaxa tendões e músculos. Indicações: Síncope, hemiplegia, doença cerebrovascular, afasia e distúrbio mental pós-AVC, dor de cabeça, cefaléia do vértice, palpitação, desejo de chorar, surdez, sensação de peso na cabeça, visão turva, vertigem, tontura rotatória, convulsão, desfalecimento, histeria, esquizofrenia, insônia, ansiedade, depressão, tinido, memória fraca, perda de memória, obstrução nasal, prolapso de útero, ânus, estômago, bexiga ou vagina, hemorróidas (MARTINS, 2011, p.834-835).

VG-23 (Shangxing) Clareia a mente e a visão. Elimina o Calor e dispersa o Vento-Calor. Induz a reanimação. Indicações: Cefaléia, rinite, afecções oculares, obstrução nasal epistaxes, pólipo nasal, ceratite, úlcera da córnea, epilepsia, esquizofrenia (YAMAMURA, 2001, p. 431). Indicações: Rinite e sinusite, cefaléias posterior e frontal (HECKER et al., 2007, p. 351). Dispersa Vento e Calor. Desobstrui e ativa Canais e Colaterais. Auxilia a função dispersora do Pulmão. Clareia e tranqüiliza a mente e induz à reanimação. Abre os orifícios nasais e clareia a visão. Interrompe convulsões. Alivia a dor. Indicações: Cefaléia, sinusite, rinite, rinorréia, pólipo nasal, obstrução nasal, epistaxe, doenças oculares, convulsão, convulsão infantil, ceratite, úlcera da córnea, febres, esquizofrenia, histeria, distúrbio mental, vertigem, visão turva, malária, hipertensão, arteriosclerose, doença cerebrovascular (MARTINS, 2011, p. 840-841).

VG-24 (Shenting) Clareia a mente. Elimina o Calor e dispersa o Vento-Calor. Induz a reanimação. Indicações: Cefaléia frontal, vertigem, ansiedade, insônia, manias com excitação emocional, sono agitado, palpitações, desmaio, convulsão, rinite, febre com cefaléia, dispnéia, sede, aftas bucais, coma, epilepsia (YAMAMURA, 2001, p. 432). Indicações: Cefaléias posterior e frontal, inquietação (HECKER et al., 2007, p. 352).  Elimina o Calor e dispersa o Vento-Calor. Reduz a febre, interrompe convulsões e trata vômito. Clareia e acalma a mente e induz à reanimação. Beneficia o nariz. Indicações: Cefaléia frontal, febre com cefaléia, convulsão, tontura, vertigem, rinite, rinorréia, polipose nasal, dispnéia, sede, aftas bucais, estomatite, vômito, taquicardia, pterígio, trismo, convulsões, coma, desmaios, agitação, ansiedade, palpitação, insônia, esquizofrenia, neurose, histeria, mania com excitação emocional, sono agitado (MARTINS, 2011, p. 842-843).

Canal de Energia TM do Da Chang (Intestino Grosso). É indicado para dores, contraturas e cãibras musculares no trajeto do canal de energia Tendinomuscular. Cefaléia com irradiação “em capacete”. Limitação do movimento de abdução do braço. Limitação do movimento de rotação do pescoço (YAMAMURA, 2001, p. 579-580).

De acordo com este mesmo autor (2001, p. 563-565) canal de Energia TM do Wei (Estômago). É indicado para contraturas musculares dos músculos situados no dorso do pé, entre o 2º, 3º e 4º dedos do pé e na face ântero-lateral da perna. Cãibras nos músculos da coxa. Inchaço doloroso na parte anterior da pelve. Espasmo dos músculos abdominais. Dores na fossa supraclavilular. Dores e contraturas dos músculos do pescoço e da mandíbula. Espasmo muscular da boca. Flacidez dos músculos das pálpebras. Deformação súbita da boca. Cefaléia frontal que se irradia de um lado para o outro.

Segundo Lian et al. (2005, p. 301-343) os pontos extras tendem em sua maioria a localizar-se fora dos meridianos e são classificados pelas cinco regiões do corpo, sendo cabeça e pescoço (CP), tórax e abdômen (TA), costas (C), braço e mão (BM) e perna e pé (PP).

M-CP-6 (Yuyao) Indicação: Miopia, conjuntivite aguda, oftalmoplegia, neuralgia supra-orbital, paralisia facial. Associado ao ponto VB-20 (Fengchi), IG-4 (Hegu), unir M-CP-6 (Yuyao) a B-2 (Zanzhu) Indicação: Cefaléia frontal (YAMAMURA, 2001, p. 585-586). EX-CP 4 (Yuyao) Elimina o Fogo do Fígado. Melhora a visão. Alivia a dor e os espasmos. Indicações: Disfunções visuais, cefaléias com envolvimento dos olhos (HECKER et al., 2007, p. 360). Ponto Extra (Yuyao) Remove obstruções, alivia espasmos e interrompe dor. Elimina Calor no Fígado. Promove brilho e ilumina os olhos. Indicações: Miopia, hiperemia da conjuntiva, oftalmoplegia, neuralgia supraorbital, contrações espasmódicas das pálpebras, paralisia facial, ptose palpebral, dor e inchaço nos olhos, nebulosidade da córnea, visão turva ou flutuações decorrente de Deficiência de Sangue no Fígado (MARTINS, 2011, p. 854).

Segundo Yamamura (2001, p. 509; 511; 513) o Vaso Governador (DU MAI) através dos pontos ID-3 (Houxi) e B-62 (Shenmai). Para o tratamento das doenças internas como alucinações amigdalite, conjuntivite, diarréia aquosa, dores oculares, enxaqueca, epilepsia, edema dos olhos com lacrimejamento, edema da faringe com impossibilidade de engolir, estomatite, faringite, gengivite, glaucoma, glosites, hipoacusia, lacrimejamento, obnubilação, ceratite, surdez. Outras: afasia motora, cefaléia, estados de excitação, histeria, irritação, vertigem. O Vaso Yang do Calcanhar (YANG QIAO MAI) através dos pontos B-62 (Shenmai) para tratamento das doenças internas como abscessos, abscesso de mama, afasia, cefaléia supra-orbitária, congestão cerebral, coma por AVC, conjuntivite, déficit de crescimento pôndero-estatural, dermatoses, dores oculares, epistaxes, furunculoses, hemiplegia pós-AVC, hemorragia cerebral, hipodesenvolvimento psíquico dos jovens, hipogalactia, miopia, nevralgia da região frontal, paralisia facial, surdez, patologia do nariz, zumbidos. O Vaso da Cintura (DAÍ MAI) através dos pontos VB-41 (Linqi) e TA-5 (Waiguan). Para o tratamento das doenças internas como anemia, artrite gotosa, cefaléias com edema de face, conjuntivite, debilidades física e mental profundas com esgotamento, disúria, dores pélvicas em mulheres, enfraquecimento com debilidade e tremores, espasmos esofágicos, faringites, inchaço abdominal, leucorréias, mastites, menstruações irregulares, nevralgia ocular, oligomenorréia, surdez, vertigens, vômitos.

Esse mesmo autor Yamamura (2001, p. 515; 520) cita o Vaso Yang de Conexão (YANG WEI MAI) através dos pontos TA-5 (Waiguan) e VB-41 (Zulinqi) para tratamento das doenças internas como acne, blefarites, cefaléia, coréia, dermatites, dores oculares, enxaqueca, epistaxes, febres, glaucoma, hematêmeses, hemoptises, hemorragia em geral, melena, metrorragia, neuralgia do trigêmeo, odontalgia, otalgia, otites, piorréia, prurido generalizado, retinopatia pigmentar, sudorese noturna, transtornos da fala, trismo. O Vaso Diretor (REN MAI) com os pontos P-7 (Lieque) e R-6 (Zhaohai). Para o tratamento de abscesso da mama, agalactia, bócio, bócio exoftalmico, cefaléia occipital, convulsão infantil, diabetes melito, disúria, dor abdominal, encefalite, espasmo uterino, hemorróida, insuficiência pancreática, mastite, meningismo em crianças, feto retido.

 

4   TRATAMENTO

 

De acordo com Choi; Jiang e Longhurst (2012, p. 1-5) há controvérsia sobre a existência de ponto especifico na acupuntura, porque muitos estudos usando este princípio na escolha dos pontos como método de tratamento descobriram que falsos pontos de acupuntura têm efeitos semelhantes aos acupontos verdadeiros. Além disso, resultados de estudos relacionados com a dor, com base nas escalas analógicas visuais não sustentaram o conceito da existência de pontos específicos de acupuntura na Medicina Tradicional Chinesa. Em contrapartida, estudos hemodinâmicos, neurofisiológicos e ressonância magnética funcional puderam determinar respostas a estimulações de vários pontos de acupuntura sobre a superfície do corpo as quais mostraram ações presentes nos pontos específicos. O objetivo dos autores concentrou-se na transparência de estudos clínicos e laboratoriais no apóio à existência de ponto de especificidade em acupuntura e também abordou estudos que não consideraram este conceito.

Ponto específico continua sendo um importante princípio subjacente utilizado para a prescrição no tratamento de acupuntura na Medicina Tradicional Chinesa (MTC). De acordo com a teoria da MTC, a estimulação de acupontos provoca respostas funcionais que podem ser usadas para tratar doenças (LOW, 2001). Praticantes acreditam que os efeitos terapêuticos na estimulação dos acupontos ocorrem principalmente nos 12 meridianos principais que representam canais energéticos conhecidos pela circulação do Qi (LONGHURST, 2010). O fluxo anormal de Qi nos meridianos está relacionado com a doença em órgãos principais segundo a MTC (FILSHIE; WHITE, 1998), e o seu fluxo natural é restaurado pela estimulação dos acupontos apropriados (STUX; BERMAN; POMERANZ, 2003). Ao escolher os pontos de acupuntura, acupunturistas devem primeiro examinar os sintomas do paciente para determinar quais meridianos estão envolvidos e, posteriormente, estimular ao longo dos meridianos para evocar as maiores respostas clínicas (LANGEVIN et al., 2011).

Por exemplo, dores de cabeça frontais são tratadas estimulando acupontos VG-23 (Shangxing) e IG-4 (Hegu), enquanto dores de cabeça occipital são tratados com pontos de acupuntura VB-20 (Fengchi), B-60 (Kunlun) e P-7 (Lieque) (CHOI, 1973). Os pacientes também são examinados para a presença de pontos Ashi, que são pontos de pressão não específicos que provocam dor à palpação e podem ser usados juntamente com os outros acupontos para tratar a dor local (STUX; BERMAN; POMERANZ, 2003). Diferentes pontos de acupuntura podem ser estimulados em freqüências e intensidades semelhantes ou diferentes dependendo das condições do paciente (LOW, 2001).

Agulhas são aplicadas sem estimulação ou com estimulação mecânica girando rapidamente as agulhas e por aplicação eletricamente nas agulhas através de uma pequena corrente pulsante (VINCENT; LEWITH, 1995 e SANDBERG et al., 2002). Apesar do uso popular do agulhamento superficial em pontos considerados fora dos meridianos de acupuntura como um controle simulado, muitos ensaios clínicos sugeriram que este tipo de controle tem o potencial de evocar analgesia através da estimulação de aferentes nervos cutâneos (LUND; NASLUND; LUNDEBERG, 2009).

Agulhamento nos pontos de acupuntura quando estes não estão ligeiramente inchados ou apresentando um pequeno nódulo espontaneamente doloroso ou não, chamados de inativos ou fora dos meridianos são regras comuns utilizadas para estudos em acupuntura (CAHN et al., 1978 e LIU et al., 2004). Pontos de acupuntura inativos são escolhidos de acordo com suas localizações anatômicas, subjacentes vias neurais, correspondentes aos meridianos chineses, a proximidade de pontos de acupuntura da MTC com funções no tratamento de doenças (TJEN-A-LOOI; LI; LONGHURST, 2004, ZHOU, 2005, FENG, 2004 e LI; AYANNUSI; REID; LONGHURST, 2004) e pontos de acupuntura fora dos meridianos são pontos localizados vários milímetros ou centímetros dos pontos de acupuntura da MTC, a meio caminho entre dois meridianos paralelos ou arbitrariamente ao lado do tronco ou região do ombro longe da maioria dos meridianos (HAN; HO, 2011).

Portanto dados recentes revelam que a estimulação de diferentes pontos no corpo provoca respostas distintas em hemodinâmica, ressonância magnética de imagem funcional (fMRI) e respostas eletrofisiológicas neuro centrais. Estudos de imagens cerebrais mostraram que a estimulação de diferentes pontos provoca padrões cerebrais únicos que também são específicos da doença.  Embora estudos de fMRI mostrar que as diferentes regiões do cérebro são ativadas, estes estudos não mostram os caminhos através dos quais estas mudanças ocorrem. Estudos em laboratório demonstraram que a estimulação de pontos específicos nas vias de conexão neural subjacente em regiões do cérebro variavelmente conduziram respostas fisiológicas e clínicas diferenciais.

Segundo Schiapparelli et al. (2011, p. S15-S18) acupuntura tem uma longa tradição no uso para o tratamento das diversas condições de dores, incluindo a dor de cabeça. Sua eficácia tem sido estudada principalmente para cefaléias primárias, particularmente para enxaqueca e cefaléia do tipo tensional (CTT). Medicina Tradicional Chinesa (MTC) tem dois quadros para o diagnóstico das dores de cabeça: diagnóstico dos meridianos, com base na localização da dor e nos meridianos (ou canais) que passam por ela; diagnóstico da síndrome, dependente de fatores externos ou internos, e as características da dor. Os quatro meridianos envolvidos na cefaléia são Shaoyang (canais TA-VB, lados da cabeça, região temporal); Taiyang (canais ID-B, região occipital); Yangming (canais IG-E, região frontal) e Jueyin (canais PC-F, região do vértice). As síndromes podem ser devido a um excesso ou déficit. Em geral, as síndromes de excesso correspondem na maioria dos casos para a enxaqueca e as síndromes deficitárias correspondem para a CTT. As síndromes deficitárias que mais frequentemente dão origem a dor de cabeça são as de Deficiência de Qi, Deficiência de Sangue do Fígado e Deficiência de Yin e Yang do Rim. Geralmente, as dores de cabeça de déficit correspondem as CTT.

A síndrome de deficiência de Qi é causada pela fraqueza constitucional, estresse, excesso de trabalho, idade avançada, doenças crônicas debilitantes, nutrição deficiente ou inadequada e hemorragias pós-parto. A dor de cabeça é caracterizada pela dor maçante, constante tipo “capacete” que dura um longo tempo, até mesmo dias, com início no período da manhã ou durante o dia por causa da fadiga psicofísica. A localização é frontal ou estendida ao longo da cabeça. As causas da síndrome de deficiência de sangue são; alimentação pobre ou inadequada, excesso de atividade mental, estresse, choques emocionais, e hemorragias. É uma dor de cabeça do tipo tensional. Quando comparada com a síndrome de deficiência de Qi, a dor é maçante, contínua e forte, com alterações na intensidade. Ela começa pela manhã, melhora com repouso e com leves movimentos, que tendem a agravar-se para a noite (devido à fadiga). Ela está localizada ao longo da cabeça, principalmente no vértice. Deficiência de Yin e Yang dos Rins é devido a: excesso de trabalho, estresse, fraqueza constitucional, doenças crônicas e terminais, idade avançada, excesso de atividade sexual e abuso de substâncias. A cefaléia apresenta uma sensação de vazio, vertigens e tonturas. A dor é difusa, localizada no centro da cabeça ou na região occipital (SCHIAPPARELLI et al., 2011, p. S17).

O sistema complicado de classificação das dores de cabeça segundo a MTC freqüentemente tem gerado grande diversidade entre as várias abordagens terapêuticas utilizadas nos diferentes estudos sobre acupuntura no tratamento da cefaléia.  Apesar destas diferenças, os recentes comentários da sistemática Cochrane sobre acupuntura na enxaqueca e cefaléia do tipo tensional sugerem que a acupuntura é uma opção eficaz e valiosa para pacientes que sofrem de enxaqueca ou CTT freqüente. Além disso, acupuntura parece ser um tratamento de baixo custo (SCHIAPPARELLI et al., 2011, p. S15).

            Recentemente, uma revisão sistemática dos ensaios controlados disponíveis de acupuntura para enxaqueca e CTT em cinco bancos de dados eletrônicos (Centro de Registro de Ensaios Clínicos Cochrane, Medline, Embase, PsycINFO e Cinahl) analisaram os métodos de tratamentos utilizados em ensaios para identificar as semelhanças entre as abordagens terapêuticas (ZHENG et al., 2010). As informações dos protocolos sugerem o uso bilateral dos pontos de acupuntura específicos. Além disso, a estimulação manual dos acupontos é recomendada para conseguir a sensação característica de irradiação relatada pelos pacientes através do agulhamento eficaz e comumente chamado de De-Qi. A freqüência ideal de tratamento é duas vezes por semana com uma semana de repouso do início até as últimas 10 sessões de tratamento. A duração de uma sessão é de 30 minutos, utilizando-se cerca de 20 agulhas. A duração total do tratamento deve ser pelo menos 10 semanas. A distribuição dos diagnósticos segundo a MTC foi analisada em um grupo de 1042 pacientes que sofriam de enxaqueca ou CTT (BÖWING et al., 2010). Schiapparelli et al (2011, p. S17) descobriram que os diagnósticos de enxaqueca e CTT foram espelhados por diferentes padrões de diagnósticos segundo a MTC. O diagnóstico mais comum foi o meridiano da cefaléia Shaoyang tanto o grupo da enxaqueca quanto o grupo da CTT e o diagnóstico menos comum foi o meridiano da cefaléia Jueyin. A maior diferença na ocorrência da freqüência entre a CTT e a enxaqueca foi encontrada no meridiano da cefaléia Taiyang, pois a CTT é mais frequentemente relacionada a esta área que a enxaqueca.

            Portanto a acupuntura é uma intervenção complexa e também caracterizada por uma estreita interação entre o paciente e o terapeuta.  Além disso, pacientes com uma atitude e expectativa positiva têm melhores resultados significativamente (KONG et al., 2009). Além da intervenção simples de inserção e seus efeitos benéficos, a acupuntura é um procedimento que constrói uma relação de tratamento, é um processo que pode motivar mudanças de estilo de vida e facilitar o engajamento do paciente ativamente em sua própria recuperação.  De acordo com os valores internacionais, a acupuntura parece ser um tratamento de baixo custo (WITT, et al., 2008). Além disso, existem menos efeitos adversos associados com a terapia do que muitos regimes padrões de tratamento com drogas usado para a cefaléia em gestão.

            Medicina Ocidental e Medicina Tradicional Chinesa são dois mundos profundamente diferentes, porém eles não são incompatíveis: a correta abordagem para a MTC e para seus paradigmas pode construir uma ponte com base comum para uma melhor compreensão dos pacientes e para a busca do possível tratamento mais eficaz.

            De acordo com Vercelino e Carvalho (2010, p. 323-328) os mecanismos fisiológicos da terapia por acupuntura por muito tempo permaneceram envoltos de véus de mistério, sendo até mesmo considerada como efeito placebo. Atualmente é uma das mais promissoras linhas de pesquisa no âmbito da dor aguda e crônica, sendo desvendados seus mecanismos neurofisiológicos através de pesquisas de ótimo nível em diversos centros do mundo. A cefaléia é uma condição comum nas clínicas de dor e acomete mais de 10% dos pacientes que sofrem de dores crônicas. O objetivo do estudo foi revisar as substâncias neuroquímicas liberadas que favorecem a analgesia durante a acupuntura e mostrar as evidências dessa terapia no tratamento da cefaléia.

            De acordo com a Medicina Tradicional Chinesa (MTC), a classificação das cefaléias é realizada por diferenciação de síndromes, que por sua vez, são definidas de acordo com o meridiano acometido, o que é avaliado tendo em vista a região da cabeça em que as dores são mais comuns (ZHANG et al., 2009).

            Ensaios clínicos aleatórios têm sido realizados com intuito de verificar a eficácia da acupuntura na redução dos sintomas da cefaléia, incluindo a cefaléia e a enxaqueca (LI; LIANG; YU, 2008, LOH; NATHAN; SCHOTT, 1984 e MELCHART; HAGER; HAGER, 2004). Quando comparada com tratamento farmacológico, a acupuntura também se mostrou mais efetiva na intensidade e freqüência das dores de cabeça (SUN; GAN, 2008).

            Em pesquisa realizada na China, Zhang et al. (2009) recrutaram 140 voluntários que apresentavam cefaléia sem aura. Os seguintes acupontos foram escolhidos: VG-20 (Baihui), VG-24 (Shenting), VB-13 (Bemshen), VB-8 (Shuaigu), VB-20 (Fengchi) e TA-20 (Jiaosun) que foram utilizados em todos os pacientes avaliados. Pontos adicionais foram acrescentados de acordo com a diferenciação por síndromes dos meridianos, conforme a seguir; Cefaléia Shao Yang: TA-5 (Waiguan), VB-34 (Yanglingquan), Cefaléia Yang Ming: IG-4 (Hegu) e E-44 (Neiting), Cefaléia Tai Yang: B-60 (Kunlun) e ID-3 (Houxi), Cefaléia Jue Yin: F-3 (Taichong) e VB-40 (Qiuxu). As agulhas foram inseridas 10 a15 mm de profundidade e manipuladas manualmente por método de rotação para produzir a característica sensação do De Qi, que só é  alcançado quando a agulha penetra mais profundamente, alcançando tecidos mais profundos.

            Nos anos 1970, Pomeranz e Chiu sugeriram que a acupuntura ativa fibras aferentes A-delta e C nos músculos e assim levam sinais, via medula, para centros superiores no cérebro, favorecendo a liberação endógena de neurotransmissores que favorecem a analgesia (POMERANZ; CHIU, 1976). Um fato interessante, e o que admirou a comunidade científica, cética aos efeitos da acupuntura, é que a introdução de uma agulha na camada muscular poderia exercer efeitos analgésicos importantes, e que este efeito está relacionado à liberação de substâncias no Sistema Nervoso Central (SNC).

            Ainda nesta década, Ji-sheng Han, neurocientista e diretor do Neuroscience Research Institute na Peking University, em Beijing, China, executou experimentos de excelência que determinaram qual o efeito da acupuntura no SNC e quais neurotransmissores eram liberados (YU, 2008). As pesquisas experimentais de Ji-sheng Han estavam focadas no papel dos peptídeos opioides e como eles se comportam em diferentes freqüências de estimulação através de eletroacupuntura (EA) (HAN, 2004).

            Portanto a pesquisa básica mostrou que a acupuntura favorece a liberação de substâncias endógenas que modulam a dor. A maioria das pesquisas que utiliza a acupuntura para o tratamento das cefaléias aponta que há significante proporção de pacientes que se beneficiam com essa terapia, Apesar da dificuldade de se fazer estudos rigorosamente controlados com acupuntura Sham, a experiência clínica de diversos especialistas em acupuntura, no mundo inteiro, mostra que é uma terapia eficaz e existe interesse crescente em seus mecanismos neuroquímicos e fisiológicos.

            Segundo Li et al. (2008, p. 1-8) o resultado deste ensaio irá demonstrar a eficácia da utilização da acupuntura para tratar cefaléia, e verificar se os efeitos dos pontos específicos de acupuntura existem e se os efeitos desses pontos estão relacionados aos meridianos e uma confluência de Qi entre eles.

            O tratamento com acupuntura consiste em 20 sessões por paciente com um período de observação de 20 semanas. No total, 480 pacientes com cefaléia são registrados neste estudo dentro de oito hospitais na China a partir de Março de 2008 a Junho de 2009. Estes pacientes foram distribuídos aleatoriamente para compor um dos quatro grupos de tratamento com acupuntura, isto é; 1) 120 pacientes no tratamento de pontos específicos de acupuntura no meridiano Shaoyang, 2) 120 pacientes no tratamento de pontos não específicos de acupuntura no meridiano  Shaoyang, 3) 120 pacientes no tratamento de acupuntura nos outros meridianos, e 4) 120 pacientes no tratamento de um grupo controle com inserção de agulhas em  pontos falsos de acupuntura.

            Com base na teoria da MTC e acupuntura, cefaléia diz respeito à dor de cabeça Shaoyang e tem uma estreita relação com o meridiano Shaoyang o qual não se relaciona com os outros meridianos, portanto o efeito da acupuntura no meridiano Shaoyang é diferente dos demais meridianos para o tratamento da cefaléia. Além disso, no mesmo meridiano, o efeito dos acupontos específicos é diferente dos acupontos falsos.

            Tratamento do Grupo 1) TA-5 (Waiguan), VB-34 (Yanglingquan), VB-40 (Qiuxu), VB-20 (Fengchi) são perfurados por agulhas filiformes de forma unilateral. TA-5 (Waiguan) é perfurado perpendicularmente 0,5-1 cun. VB-34 (Yanglingquan) é perfurado perpendicularmente 1-1,5 cun. VB-40 (Qiuxu) é perfurado perpendicularmente 0,5-0,8 cun. VB-20 (Fengchi) é perfurado obliquamente 0,8-1,2 cun, a ponta da agulha direcionada para a ponta do nariz. Grupo 2) TA-19 (Luxi), TA-8 (Sanyangluo), VB-33 (Xiyangguan) e VB-42 (Diwuhui) são perfurados por agulhas filiformes de forma unilateral. TA-19 (Luxi) é perfurado transversalmente 0,3-0,5 cun. TA-8 (Sanyangluo) é perfurado perpendicularmente 0,5-1 cun. VB-33 (Xi Yangguan) é perfurado perpendicularmente 1-1,5 cun. VB-42 (Diwuhui) é perfurado perpendicularmente 0,5-0,8 cun. Grupo 3) E-8 (Touwei), IG-6 (Pianli), E-36 (Zusanli), E-42 (Chongyang) são perfurados por agulhas filiformes de forma unilateral. E-8 (Touwei) é perfurado transversalmente 0,5-1,0 cun. IG-6 (Pianli) é perfurado perpendicularmente 0,3-0,5 com. E-36 (Zusanli) é perfurado perpendicularmente 1,0-2,0 cun. E-42 (Chongyang) é perfurado perpendicularmente 0,3-0,5 cun, evitando o agulhamento na artéria. Grupo Controle) Inserção na extremidade anterior do músculo deltóide entre a junção dos músculos deltóide e bíceps é perfurado perpendicularmente 0,5-1,0 cun (ASSEFI et al., 2005).

Chang et al, (2005) tratam com inserção na borda da tíbia 1 a2 cm lateralmente à E-36 (Zusanli) lateralmente sendo perfurado perpendicularmente 0,5-1,0 cun.

 Brinkhaus et al. (2004) consideram a inserção no centro entre a extremidade do cotovelo e a axila  e no centro entre os epicôndilos mediais do úmero e ulna ao lado do pulso sendo perfurado perpendicularmente 0,5-1,0 cun. Todos os pontos falsos de acupuntura são perfurados por agulhas filiformes unilateralmente.

            Em cada sessão, todos os pontos de acupuntura e os pontos falsos são perfurados por agulhas filiformes unilateralmente e lados esquerdo e direito são usados alternadamente. Depois da inserção de 4 acupontos ou pontos falsos, 4 agulhas auxiliares serão inseridas a 2 mm lateral a cada ponto de acupuntura ou pontos falsos e aprofundados até 2 mm sem estimulação manual.

            Estimulação elétrica transcutânea de pontos de acupuntura (HANS: estimulador de nervo dos acupontos de Han, HANS-200, feita em Nanjing, China), é usado para a estimulação eletro-acupuntura em todos os pontos de acupuntura ou pontos falsos após a inserção da agulha. Cada agulha inserida nos pontos de acupuntura ou pontos falsos e pontos auxiliares estão ligados eletricamente pelo estimulador HANS por 30 minutos. A freqüência de estimulação é de 2/100 Hz. A intensidade de estimulação variou de 0,1 mA a 1,0 mA até que o paciente se sinta confortável.

            As principais medidas de resultados no estudo são as diferenças entre o número de dias com cefaléia e intensidade da dor de cabeça relatadas nos diários de dor de cabeça durante 4 semanas antes da aleatorização e 4, 8 e 16 semanas após a aleatorização. A intensidade da dor de cabeça inclui o grau de intensidade (0-3) e Escala Analógica Visual (EAV) com pontuação de 0-10. Todos os pacientes preenchem antes da aleatorização os diários de dor de cabeça durante 4 semanas  (fase inicial) e 4, 8 e 16 semanas após a aleatorização. Nos diários eles documentam o início e a suspensão da dor de cabeça, a intensidade, a freqüência, a localização e a causa da mesma, associada aos sintomas de cada episódio da cefaléia.

            Portanto foi defendido, no entanto, através desta investigação precoce e passando por um controle multicêntrico aleatório com julgamento em larga escala, que a acupuntura tem efeito no tratamento da cefaléia. Através dos estudos relatados neste artigo foi examinada a eficácia da acupuntura no tratamento da cefaléia em uma grande amostragem de pacientes. Além disso, foi investigado se a eficácia do tratamento nos acupontos dos três diferentes grupos é devido aos pontos de acupuntura nos diferentes meridianos ou em um meridiano. Foi acreditado que este julgamento conseguiu demonstrar que a eficácia do uso de acupuntura para o tratamento da cefaléia não é devido aos efeitos fisiológicos dos acupontos suspeitados (LINDE et al., 2005), mas o real “efeitos específicos” dos acupontos baseado em meridianos e uma confluência de Qi entre eles.

            De acordo com Kuruvilla, (2007, p. 137-139) estudos de base populacional sugerem que 17,6% das mulheres e 5,6% dos homens sofrem de cefaléia. Diferentes mecanismos de fisiopatologia são relatados na medicina alopática em que tratamentos farmacêuticos são baseados.  A Medicina Tradicional Chinesa delineia Excesso de Yang de Fígado (Elemento Madeira) relativo ou absoluto resultado da Deficiência Yin de Fígado causando dores de cabeça com sensações explosivas. Uma vez que Fígado representa os olhos como órgãos do sentido, podem ocorrer alguns sintomas visuais como fotofobia, portanto os autores teve como objetivo utilizar os princípios dos Cinco Elementos para encontrar uma diferente hipótese para a fisiopatologia e determinar os resultados dos pacientes com cefaléia após o tratamento com acupuntura.

            A hipótese testada no estudo foi baseada na teoria dos Cinco Elementos e acupuntura. O fator precipitante é a depleção Yin de Fígado (elemento madeira), e pode ser causado por desencadeamento tal como o estresse. Isto leva a um aumento do Yang de Fígado relativo ou absoluto (ELLIS; WISEMAN; BOSS, 1991). Isto pode levar à sensações explosivas na cabeça (HELMS, 1995). Portanto, tonificando Yin de Fígado e consequentemente equilibrando o Yang de Fígado, este é o foco do tratamento. Uma vez que o elemento afetado é Madeira, então a Água é o Elemento Mãe que precisa de tonificação (Ciclo Shen). Agulhando o Yang do Elemento Terra é útil para controlar o Yang do Elemento Madeira (Ciclo Ke). Dispersão de algum excesso remanescente de Yang no Vaso Governador, VG-20 (Baihui) e agulhando todos os pontos Ashi de Yang de Madeira e Água (Meridianos de Vesícula Biliar e Bexiga), próximo do pescoço e região superior do ombro completa o tratamento.

            As agulhas foram manipuladas no sentido horário para obter Qi. As salas de tratamento eram escuras com musica suave e relaxante.  Estimulação elétrica de baixa freqüência (2Hz) foi administrada com um calibrador IC-1107 + estimulador (ITO Co. Ltd, Japan). Condução positiva foi colocada em F-3 (Taichong) e negativa em F-14 (Qimen). Agulhamentos em Meridiano de Fígado F-3 (Taichong), F-5 (Ligou), F-8 (Ququan) e F-14 (Qimen) e uma estimulação de 2 Hz a partir de F-3 a F-14 tonificando o Yin de Fígado. A energia foi direcionada a fluir no Meridiano do Fígado (F) e Vesícula Biliar (VB). Isso é feito pelo agulhamento do ponto Pe-6 (Neiguan) e ponto TA-5 (Waiguan). Agulhando o ponto R-3 (Taixi) tonifica o Yin do Elemento Água, Mãe de Fígado. Agulhando o ponto BP-6 (Sanyinjiao) correspondente ao Elemento Terra tonifica a energia Yin. Os pontos Yang correspondentes ao Elemento Terra são E-25 (Tianshu), E-36 (Zusanli) e E-44 (Neiting). Todo o tratamento com as agulhas são bilaterais.  Em seguida, uma única agulha é colocada em VG-20 (Baihui) para a dispersão de qualquer excesso de Yang.

            Após 20 minutos deste tratamento todas as agulhas são retiradas. Em seguida os pacientes assumem a posição sentada e todos os pontos Ashi dos Meridianos de Fígado e Vesícula Biliar são agulhados. Isto é feito durante 10 minutos. Todo o tratamento é feito semanalmente.

            Baseado no procedimento descrito, o tratamento para cefaléia resultou em 38 dos 47 pacientes (81%), cura moderada foi observada em 07 pacientes (15%), e falha do tratamento foi observado em 02 pacientes (4%).

            Há vários relatos que descrevem a melhora da cefaléia com tratamento de acupuntura. Estudos controlados relataram uma melhora significativa em populações de pacientes, descrevendo menos dor de cabeça, menos medicamentos e menos faltas ao trabalho (VICENT, 1989 e VICKERS; REES; ZOLLMAN, 2004). Pacientes demonstraram uma melhoria em 69% dos casos pós tratamento e 58% após 3 anos com o mesmo tratamento (BAISCHER, 1995).

A taxa de cura aqui relatada foi de 81% ou seja, 38 dos 47 pacientes e é compatível com esses dados publicados. No entanto com a adição de cura moderada, ou seja, 07 pacientes a esta taxa, o resultado positivo foi de 96% o qual pode ser um dos melhores resultados relatados na literatura publicada. Identificar a patologia na Medicina Tradicional Chinesa de base e, em seguida, criando um tratamento para tratar especificamente, pode ter ajudado a obtenção de uma elevada taxa de melhoria.

            Portanto cefaléia como Deficiência Yin de Fígado com excesso de Yang do Fígado usando o método descrito neste artigo, pode conduzir para um tratamento de sucesso na maioria dos pacientes.

5   CONCLUSÃO

 

Conclui-se, a partir dos resultados da presente pesquisa, que a acupuntura mostrou ser uma ferramenta valiosa no tratamento para a redução da sintomatologia na fase inicial do processo estressor causador da cefaléia, cuja origem é eminentemente produzida pelo próprio indivíduo, identificado suas principais fontes: a física, resultante do ambiente, e a emocional, gerada pelo próprio pensamento sem haver um contato físico com o mesmo.

A Medicina Tradicional Chinesa enfatiza os fenômenos precursores das alterações funcionais e orgânicas, que provocam o aparecimento de sintomas e sinais. O fator causal desses processos nada mais é que o desequilíbrio da energia, ocasionado ou pelo meio ambiente, com origem externa, ou pelas emoções retidas, de origem interna.

A cefaléia vista na Medicina Tradicional Chinesa apresenta dois quadros de diagnóstico: por meridiano, com base na localização e trajeto da dor, ou por síndrome, a qual depende de fatores externos ou internos e características da dor, uma vez estimulados os pontos de acupuntura localizados sobre áreas de terminações nervosas, enviam estímulos ao Sistema Nervoso Central para que o mesmo libere endorfinas encefálicas e dismorfina que bloqueiam os estímulos da dor.

Há um consenso entre os autores citados neste trabalho os quais relatam que a acupuntura está cada vez mais respaldada nas evidências científicas e tem demonstrado que acupuntura ou agulhamento seco de um ponto específico, ponto falso, ponto extra ou dentro do trajeto de um meridiano resulta em alívio imediato da dor através de respostas fisiológicas e clínicas diferenciais independente do uso de técnicas aplicadas, porém com objetivos semelhantes.

Espera-se, enfim, que este trabalho contribua para a elaboração de pesquisas de campo para o controle do stress como forma de garantir a saúde e o bem-estar do ser humano. Foi possível perceber que a cefaléia pode ser considerada um agravo importante à saúde dos trabalhadores. Sua considerável prevalência enfoca a necessidade de projetos que visem melhorar a saúde do trabalhador por meio de ações propositivas no ambiente de trabalho, bem como suporte psicológico para o enfrentamento de situações cotidianas avessas, as quais podem ser geradoras de estresse, principal fator desencadeante das cefaléias.

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